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Relatório de Sustentabilidade 2025

pinCircularidade e sustentabilidade

Circularidade e sustentabilidade

 GRI 2-6 
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A principal contribuição ambiental do Sistema Campo Limpo é a própria logística reversa, que direciona as embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas para a destinação ambientalmente adequada.

Para que esse resultado se concretize em escala nacional, a operação exige capilaridade, expansão contínua e uma estrutura capaz de receber e encaminhar materiais em praticamente todo o Brasil. Em 2025, o Sistema Campo Limpo manteve índices elevados de circularidade: 92% dos materiais recebidos foram reciclados.

Atento aos cenários de mudança climática, o inpEV incorporou à sua estratégia a agenda de descarbonização. Desde 2022, o Instituto participa do Programa Brasileiro GHG Protocol e elabora seu inventário de emissões. Em 2025, obteve o Selo Ouro, por conta da auditoria realizada por terceira parte independente, reforçando a transparência em sua gestão climática.

O Instituto direciona sua atuação para ampliar os resultados de circularidade do Sistema e assegurar uma logística reversa que gere valor para seus associados, seus parceiros e à sociedade.

92%

das embalagens são recicladas.

+900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente desde 2002

A economia circular reintegra os materiais na cadeia produtiva, criando um ciclo contínuo que maximiza o aproveitamento dos recursos naturais.

Escala e desempenho do Sistema

  GRI 306-2 

A logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas é uma operação complexa e de grande escala. Em 2025, o Sistema Campo Limpo destinou 75.996 toneladas de  embalagens , crescimento de 11% em relação a 2024, superando a projeção inicial de 5,5%. Esse aumento decorre do vigor do agronegócio brasileiro, mas também mostra a capacidade do Sistema de ampliar sua capilaridade e operar com eficiência, assegurando o recebimento e o encaminhamento adequados em todas as unidades da federação.

Para atender ao aumento de devolução de embalagens pelos agricultores, o Sistema Campo Limpo segue sua política de expansão de unidades de recebimento. Em 2025, quatro novas centrais foram adicionadas ao Sistema, todas em regiões de forte expansão agrícola. Dessas, três são gerenciadas pelo inpEV: Balsas (MA), Paragominas (PA) e Vilhena (RO) – o Instituto passa a ter agora 72 unidades sob gestão direta. A quarta central nova também fica em Paragominas, mas é gerenciada por uma associação parceira.

Canais de distribuição parceiros contribuíram, ainda, com a abertura de nove postos. Em 2025, o Sistema Campo Limpo encerrou o ano com 424 unidades de recebimento em 25 estados e no Distrito Federal, sendo 317 postos e 107 centrais. Os postos realizam o atendimento ao agricultor e encaminham as embalagens às centrais, que, por sua vez, também recebem diretamente dos produtores, realizam o processamento e viabilizam a destinação final. A logística entre as unidades e até o destino ambientalmente adequado é gerenciada pelo inpEV.

 embalagens 

A logística reversa inclui diferentes tipos de materiais: embalagens plásticas rígidas e flexíveis, grades metálicas de embalagens IBC (Intermediate Bulk Containers), além de tampas e caixas de papelão usadas no transporte. Também são recebidas embalagens em posse do usuário final que contenham sobras de produto – ou produtos vencidos, em desuso ou com registro cancelado (mas não proibido) – que são encaminhados para incineração.

Novas centrais do Sistema Campo Limpo

+900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente desde 2002

Destinação final por tipo (em toneladas)

3%
1.374

97%
51.838

2023

53.212

total

10%
6.625

90%
61.964

2024

68.589

total

1%
610

1%
594

6%
3.934

93%
48.603

2025

52.537

total

Reciclagem

Incineração

Coprocessamento

Reutilização (grades de IBCs)

Onde o agricultor está

O avanço dos Recebimentos Itinerantes (RI) foi fundamental para o desempenho do Sistema em 2025, com um crescimento de 20% (4.795 RIs). Realizadas em todo o Brasil por meio de parcerias com canais de distribuição, prefeituras, sindicatos rurais e outras entidades, essas ações facilitam o acesso de pequenos produtores.

No Paraná e Santa Catarina, a estratégia de realizar RIs em parceria com associações locais, mesmo em áreas bem atendidas por postos, otimizou as devoluções. O que comprova que a articulação entre os elos da cadeia gera resultados concretos.

11% foi o crescimento na destinação em 2025 11% foi o crescimento na destinação em 2025

Volume total de embalagens destinadas por estado

Estados
Volume (t)
Participação
Mato Grosso
22.865
30%
Paraná
8.728
11%
Rio Grande do Sul
6.762
9%
São Paulo
6.669
9%
Goiás
6.339
8%
Bahia
6.091
8%
Mato Grosso do Sul
5.244
7%
Minas Gerais
4.246
6%
Maranhão
2.218
3%
Tocantins
1.824
2%
Outros
5.011
7%
Total
75.996
 

Gestão de resíduos¹ (t)

GRI 306-3, 306-4 e 306-5 |
SASB IF-WM-420a.1 e 420a.3

Não perigosos
Perigosos
2023
2024
2025
2023
2024
2025
Geração
50.653,0
60.775,0
69.066,0
2.559,0
7.814,0
6.929,8
Resíduos não destinados à disposição final
50.653,0
60.775,0
69.066,0
1.185,0
1.189,0
1.464,3
Reciclagem²
50.159,0
60.207,0
68.456,1
1.185,0
1.189,0
1.464,3
Preparação para a reutilização³
494,0
568,0
609,9
0,0
0,0
0,0
Resíduos não destinados à disposição final⁴
0,0
0,0
0,0
1.374,0
6.625,0
5.465,5
Incineração
0,0
0,0
0,0
1.374,0
6.614,0
4.871,5
Coprocessamento
0,0
0,0
0,0
0,0
11,0
594,0

1. Todos os processos de destinação - reciclagem, preparação para reutilização e incineração - são realizados externamente, por parceiros especializados

2. Resíduos não perigosos: aço, embalagens plásticas lavadas de polietileno coextrusado (COEX) e polietileno de alta densidade (PEAD), papelão, tampas e alumínio proveniente de embalagens e grades do Intermediate Bulk Container (IBC). Resíduos perigosos: embalagens rígidas não lavadas e parte das bombonas de reservatório IBC recicladas após processo de descontaminação.

3. Somente resíduos não perigosos: grades do IBC.

4. Somente resíduos perigosos: embalagens de vidro, parte das bombonas de reservatório IBC, hidróxido de alumínio, embalagens flexíveis e outros perfis não recicláveis; as embalagens com sobras pós-consumo totalizaram 116 toneladas em 2023, 314 toneladas em 2024 e 262 toneladas em 2025.

5. Somente resíduos perigosos: embalagens flexíveis não lavadas.

Inovação nos agendamentos

Implantada em 2025, a Célula de Agendamento Remoto foi criada para otimizar as entregas de embalagens, evitando que cancelamentos de última hora impeçam que outro agricultor utilize o espaço na agenda. A iniciativa consiste em uma equipe dedicada a realizar contato ativo para confirmar e organizar os horários de entrega nas unidades de recebimento.

A atuação preventiva reduz cancelamentos, otimiza a ocupação das agendas e evita a perda de vagas, contribuindo para maior regularidade no fluxo de embalagens recebidas. O projeto possui ainda dimensão social relevante: a equipe é composta por pessoas com deficiência (PCDs), contratadas em cidades do interior próximas às unidades, ampliando oportunidades de inclusão e promovendo maior conexão comunitária com a operação do Sistema.

Destinação de produtos ilegais

Além da operação regular da logística reversa, o Sistema Campo Limpo contribui para a destinação ambientalmente adequada de produtos apreendidos em ações de combate de produtos ilegais no mercado brasileiro.

Em 2025, foram incineradas 237 toneladas de produtos ilegais, em iniciativa conduzida desde 2020 em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Receita Federal, a Polícia Federal, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e a CropLife Brasil. Desde o início da cooperação, o volume acumulado destinado soma 1.909 toneladas.

Diante dos riscos que insumos de origem ilegal representam para a agricultura, o meio ambiente e a saúde pública, a iniciativa reforça a importância de uma cadeia produtiva alinhada às normas e aos princípios da sustentabilidade.

+900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente desde 2002

237

tonelada

de produtos ilegais apreendidos e destinados corretamente

Excelência operacional   GRI 3-3 

O aumento da capacidade de recebimento do Sistema Campo Limpo não se deve apenas ao fortalecimento da sua infraestrutura. Nos últimos dois anos, período em que o volume de embalagens destinadas corretamente cresceu mais de 40%, a expansão da destinação também foi impulsionada por ganhos de eficiência no processamento.

Um demonstrativo disso é a constatação de que o aumento no volume de embalagens processadas não impactou o gasto da operação. Em 2025, o gasto operacional por quilo destinado caiu 5%.

O avanço na excelência operacional decorre de uma agenda consistente de eficiência, combinando gestão lastreada em metas e indicadores claros, treinamentos, melhorias de processo e investimentos em projetos que elevam a produtividade e reduzem os custos (saiba mais em Inovação e modernização).

Qualidade atestada

A gestão das centrais gerenciadas pelo inpEV é orientada por padrões reconhecidos de qualidade e controle de processos. Em 2025, mais cinco centrais receberam certificação ISO 9001, totalizando 57 unidades com o selo – incluindo o escritório central, em São Paulo (SP) –, o que consolida o inpEV como a primeira organização no Brasil a superar 50 unidades operacionais certificadas. Uma novidade de 2025 foi a conquista das certificações ISO 14001, reforçando o compromisso com uma operação eficiente e com foco na melhoria contínua. Quatro unidades receberam a certificação, incluindo o escritório central.

5% de redução no gasto operacional por quilo de embalagens vazias destinadas

A primeira entidade do Brasil com mais de

50 unidades
com a certificação ISO 9001

Circulo

Logística   GRI 3-3 

A logística é a atividade central que viabiliza a destinação ambientalmente adequada das embalagens: conectar, com segurança e eficiência, as unidades de recebimento aos destinos finais – recicladoras, incineradoras e blendeiras parceiras. Em 2025, o modelo logístico manteve-se 100% rodoviário. O inpEV avalia continuamente alternativas a esse modal, mas as condições estruturais do país ainda impõem forte dependência do transporte por rodovias para o escoamento das embalagens do campo.

Por meio de contrato com uma transportadora parceira, em 2025 o inpEV coordenou uma logística rodoviária que envolveu 18.809 caminhões deslocados ao longo do ano – média superior a 50 viagens por dia –, deixando evidente a escala e a complexidade logística do Sistema para atender a todo o território nacional.

Esses caminhões percorreram 7.983.425 quilômetros, o equivalente a 200 voltas ao redor da Terra. Do total de deslocamentos realizados em 2025, 13.586 ocorreram de postos para centrais e 5.223 seguiram das centrais para a destinação final.

Em 2025, com o aumento do volume e do número de unidades de recebimento, houve ajustes de rotas e refinamento de controles para sustentar a eficiência e mitigar impactos ambientais. Um exemplo de decisão estratégica do inpEV com esse objetivo é a parceria com uma nova recicladora em Simões Filho (BA), que permite encurtar trajetos desde as centrais do Norte e Nordeste.

Um destaque de 2025 foi a redução de 1,5% no custo do frete, resultado possível com a revisão e alinhamento das tabelas de preço logístico em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso. A automação de pagamentos e os ajustes de processos também contribuíram para aumentar a governança entre o inpEV, o operador logístico terceirizado e as transportadoras.

Rastreabilidade logística

Atualmente, 100% das ordens de coleta realizadas pela Luft, transportadora parceira do Sistema, acontecem por meio dos Sistemas de Informação de Postos e das Centrais (SIP e SIC). Esse fluxo digital fortalece a rastreabilidade das embalagens em toda a cadeia de logística reversa. (saiba mais sobre o SIP e o SIC)

Com os 7,98 milhões de km rodados por 18.809 caminhões para garantir a destinação correta das embalagens de defensivos, seria possível dar 200 voltas ao redor da Terra.

18.809

caminhões mobilizados

Fornecedores

  GRI 2-6 

O inpEV contou, em 2025, com uma rede de 2.893 fornecedores em todo o Brasil, um aumento de 15% frente ao ano anterior. Esse aumento se justifica pela ampliação do número de centrais e pela incorporação de novos parceiros de insumos e equipamentos. Do total acima, 53 são fornecedores de itens diretos.

66%27%4%3%
Ícone Central

Compras (por tipo)

Outros

Transporte

Insumos

Equipamentos

71%11%3%3%2%10%
Ícone Central

Compras (por localização)

São Paulo

Paraná

Mato Grosso

Tocantins

Goiás

Outros

2.893

fornecedores em todo o Brasil, um aumento de 15% com relação ao ano anterior

Inovação e modernização

  GRI 3-3 

A inovação está na essência do inpEV e do Sistema Campo Limpo, uma vez que ambos foram criados para viabilizar uma logística reversa inédita no país e referência global. O desafio de construir um modelo do zero culminou em uma estrutura robusta, que hoje entrega resultados sólidos e reconhecidos.

Nos últimos anos, porém, o crescimento da agricultura nacional e da rede de recebimento do Sistema elevaram a pressão por eficiência e padronização. Esse cenário, somado às urgências ambientais contemporâneas, coloca o inpEV diante da necessidade de atualizar suas estratégias operacionais.

Em 2025, a inovação ganhou mais protagonismo como alavanca para um salto de eficiência, especialmente diante de desafios como a escassez de mão de obra e a necessidade de automação. Destaca-se a implementação do Programa INOVE, iniciativa que estimula a atitude inovadora, o protagonismo local e a identificação de oportunidades de melhoria. O programa, que conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), parte dos direcionadores estratégicos do inpEV para lançar desafios voltados ao aprimoramento de processos, especialmente nas unidades de recebimento.

Para dar início à iniciativa, 29 funcionários foram capacitados em Design Thinking e foi formado um grupo de 16 aceleradores – profissionais com competências multidisciplinares que atuam como multiplicadores de novas ideias. A primeira campanha de gestão de ideias teve adesão de cerca de 10% dos colaboradores – acima dos 5% esperados, média de programas similares em outras empresas. Foram apresentadas 66 propostas de melhoria de processos operacionais, das quais dois projetos avançaram para estudos de viabilidade e estão em desenvolvimento.

66

ideias de melhoria de processos operacionais

+100

funcionários envolvidos na primeira campanha do INOVE

100%

das unidades com cobertura
dos sistemas de informação
(SIC ou SIP)

Modernização

Em outra frente, o inpEV acelerou o processo de modernização de suas centrais, iniciado em 2024, por meio da reforma de prensas, fundamentais para compactar embalagens em fardos e elevar o aproveitamento do transporte. Em alguns casos, a reforma inclui a automatização do equipamento, o que permite que etapas como a subida e a descida do pistão tornem-se automáticas, liberando o operador para preparar o próximo ciclo e elevar a produtividade.

Em 2025, foram 150 reformas completas, incluindo a automatização de parte delas, 65% a mais do que em 2024. Desde o início do processo, 241 prensas foram modernizadas, com 163 automatizadas.

Outro processo de modernização que avançou em 2025 foi a implementação do Programa de Automação da Rastreabilidade, que já é realidade em 88 centrais de recebimento do Sistema Campo Limpo. Por meio de QR code, a rastreabilidade permite um controle mais preciso do volume de material processado e movimentado em todo o Brasil. As informações coletadas são transmitidas ao Sistema de Informação das Centrais (SIC), presente em 100% dessas unidades. Já os postos de recebimento estão integrados por meio do Sistema de Informação de Postos (SIP), cuja cobertura alcançou a totalidade da rede em 2025, após a expansão para mais 11 unidades ao longo do ano.

100%

das unidades com cobertura
dos sistemas de informação
(SIC ou SIP)

Automação da rastreabilidade

89 centrais com automação da rastreabilidade
19 centrais sem automoção do processo
82%
18%

163

total de prensas automatizadas

92

prensas automatizadas (30% a mais que em 2024)

150

prensas reformadas em 2025 (65% a mais que em 2024)

241

prensas reformadas desde o início do projeto de melhoria

Desempenho ambiental e clima

A intensificação da crise climática e o avanço das agendas ESG ampliam as exigências quanto à gestão ambiental das organizações. Nesse contexto, a logística reversa de resíduos sólidos desempenha papel estratégico na redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), na promoção da circularidade e no uso mais eficiente de recursos.

Diante desse cenário, o inpEV reconhece sua responsabilidade de manter o Sistema Campo Limpo forte, eficiente e capaz de responder às expectativas do setor agrícola, do poder público e da sociedade. Garantir a destinação ambientalmente adequada das embalagens é parte dessa resposta.

O Instituto também entende que o fortalecimento da logística reversa envolve conscientizar a sociedade sobre a sua relevância para o destino do planeta, por isso, desenvolve iniciativas de educação ambiental voltadas a diferentes públicos (leia mais em Educação e conscientização).

Compromissos globais

O inpEV participa de agendas globais de sustentabilidade. Desde 2019, é signatário do Pacto Global da ONU, que estabelece dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

O Instituto também apoia os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com contribuição mais direta para os seguintes ODS: 8 (trabalho decente e crescimento econômico), 12 (consumo e produção responsáveis) e 16 (paz, justiça e instituições eficazes). Além disso, integra o Movimento Conexão Circular da Rede Brasil do Pacto Global, reforçando seu compromisso com a economia circular e a atuação colaborativa no setor.

Circularidade

A circularidade é a razão de ser da logística reversa e o principal vetor de impacto positivo do Sistema Campo Limpo. Em 2025, do total de embalagens destinadas, 92% seguiram para reciclagem, sendo transformadas em novos artefatos – taxa superior à de 2024, que foi de 90%. No caso das embalagens primárias (aquelas que entram em contato com o produto) plásticas rígidas, esse índice é ainda maior: 100%.

O inpEV acompanha os 38 artefatos homologados com resina reciclada proveniente do Sistema, em parceria com 12 recicladoras. Para atender ao crescimento da reciclagem e otimizar a logística, duas novas empresas se tornaram parceiras em 2025: em Conchal (SP) e em Simões Filho (BA), que se somam às demais recicladoras localizadas em São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

1,49 kg

de CO2 e evitados

por embalagem Ecoplástica® de 20 litros produzida (estudo Fundação Eco+)

Destinação final (por tipo)

Reciclagem
Incineração
Reutilização
Coprocessamento
92%
6%
1%
1%
Reciclagem

Reciclagem

69.920 t

92%

transformados em novos artefatos

Incineração

Incineração

4.872 t

6%

incineração controlada

Reutilização

Reutilização

610 t

1%

voltam ao uso (grades metálicas de embalagem IBC)

Coprocessamento

Coprocessamento

594 t

1%

aproveitamento energético

Fortalecer a logística reversa é responder, com eficiência e responsabilidade, às urgências climáticas do presente

Novos caminhos   GRI 3-3, 306-2 

O inpEV segue em busca de novas tecnologias de destinação para tornar o processo cada vez mais sustentável, elevando as taxas de reciclagem. Enquanto ainda não é possível reciclar 100% do material recebido, um avanço relevante, em 2025, foi o coprocessamento de 594 toneladas de embalagens flexíveis não lavadas que, de outra forma, seriam incineradas. O material foi encaminhado à Fundação Proamb, em Bento Gonçalves (RS), uma blendeira, que utiliza as embalagens na composição de uma mistura (blend), o combustível derivado de resíduos (CDR).

Uma das principais vantagens do coprocessamento é transformar resíduos sólidos que seriam incinerados em fonte alternativa e sustentável de energia, substituindo parcialmente combustíveis fósseis, como o coque de petróleo. Assim, a economia circular é ampliada, com ganho energético e menor uso de recursos naturais. O inpEV pretende expandir gradualmente essa modalidade de destinação nos próximos anos e, para isso, mantém diálogo com órgãos públicos para discutir e aperfeiçoar marcos regulatórios específicos.

blendeira

Circularidade de grades metálicas

O ano também registrou aumento na reutilização de grades metálicas de embalagens IBC (Intermediate Bulk Containers) – recipientes de grande porte utilizados para o armazenamento e transporte de defensivos agrícolas. No total, foram 609,9 toneladas destinadas à reutilização, volume 7,4% superior ao registrado em 2024 (568 toneladas).

O avanço reforça a importância do diálogo e da atuação coordenada entre o inpEV e os parceiros do Sistema Campo Limpo na busca por soluções conjuntas. Um exemplo prático dessa sinergia é a parceria com a Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul). A iniciativa permitiu estruturar um núcleo de atendimento centralizado para monitorar as embalagens IBC ainda em posse dos produtores e organizar o agendamento de devoluções às unidades de recebimento. Esse ganho operacional deve ser reforçado em 2026, com a construção do posto de Passo Fundo (RS), já iniciada e que ampliará a capacidade de atendimento na região.

2.100

empregos diretos são gerados pelas 17 empresas parceiras responsáveis pela destinação final

Além de assegurar a destinação ambientalmente adequada das embalagens, a parceria do Sistema Campo Limpo com recicladoras, incineradoras e blendeira impulsiona o desenvolvimento socioeconômico regional. Em 2025, as 17 empresas parceiras do inpEV foram responsáveis pela manutenção de mais de 2.100 empregos diretos em suas localidades.

Clima e descarbonização

  GRI 3-3 

Atento aos desafios da mudança do clima e à agenda de descarbonização, o inpEV busca reduzir os impactos ambientais associados à sua operação. Nessa agenda, desde 2022, o inpEV participa do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG) e elabora o seu inventário seguindo o padrão internacional de contabilização de emissões GEE, considerando as fontes de escopos 1 (diretas), escopo 2 (indiretas ligadas à aquisição de energia elétrica) e escopo 3 (outras emissões indiretas relevantes da cadeia de valor).

Em sua terceira avaliação no programa, o inpEV melhorou o seu reconhecimento e obteve o selo Ouro. Para disseminar internamente a relevância de uma governança climática estruturada, o Instituto realizou, em 2025, sete palestras sobre o PBGHG para centrais de todas as regiões, incluindo unidades parceiras (recicladoras e incineradoras).

Programa Brasileiro GHG Protocol - OURO 2024 Inventário Verificado

Gestão energética

Na gestão da matriz energética, o inpEV registrou em 2025 um aumento na participação da autogeração solar, que saltou de 4,3% para 7,6% do total consumido pelas centrais gerenciadas pelo Instituto. O crescimento nominal de 40,6 MWh para 93,1 MWh (+129%) deve-se sobretudo ao período de apuração dos dados da usina de Guariba (SP), contabilizada por 12 meses completos, contra apenas sete no ciclo anterior. Essa mesma lógica explica o aumento de 31% no consumo total de energia: a expansão de 45 para 70 centrais monitoradas (alta de 55%) ampliou a base de dados, refletindo com maior precisão o volume global do Sistema. Além de Guariba, a central de recebimento de Unaí (MG) também conta com autogeração de energia solar.

Programa Brasileiro GHG Protocol - OURO 2024 Inventário Verificado

Energia (Centrais de recebimento gerenciadas pelo inpEV)

2024
2025
Aquisição total de energia (MWh)
893
1135
Autogeração de energia solar (MWh)
40,6
93,1
% autogerado/Consumo total
4,3%
7,6%
Consumo total (aquisição + autogeração) (MWh)
933,6
1228,1
Total de centrais incluídas na resposta
45
70
Quais centrais fazem autogeração
Unaí (MG) e Guariba (SP)
Unaí (MG) e Guariba (SP)