Sistema Campo Limpo encerra 2025 com avanços operacionais, crescimento do engajamento e forte presença na mídia 

Ano foi marcado por expansão de unidades, modernização da comunicação, recordes no Dia Nacional do Campo Limpo e novas conquistas em sustentabilidade. 

O Sistema Campo Limpo finaliza o ano de 2025 com resultados significativos em comunicação, sustentabilidade e expansão operacional. Este ciclo foi marcado pelo lançamento da nova assinatura “Sistema Campo Limpo – Por um destino melhor”, acompanhada por uma identidade visual renovada que passou a orientar toda a presença institucional do Sistema. A atualização modernizou a linguagem, aproximou o público e reforçou a mensagem de integração entre os elos da cadeia agrícola. 

Ainda no primeiro trimestre, o Sistema celebrou um marco histórico: mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias destinadas corretamente, desde 2002. O número evidencia a consolidação do modelo brasileiro de logística reversa e reforça o impacto ambiental positivo gerado pelo trabalho conjunto de agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público. Números que consolidam o Brasil como referência mundial. 

Em agosto, o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) 2025 registrou alguns dos maiores índices de participação e visibilidade digital desde sua criação. As atividades mobilizaram 35 mil pessoas em 141 cidades, com destaque para ações de educação ambiental e relacionamento com comunidades. Nas plataformas digitais, o evento alcançou mais de 29 milhões de pessoas, enquanto a cobertura da imprensa somou 249 matérias, com alcance estimado de 276 milhões de pessoas, números que reforçam a importância do DNCL no calendário ambiental do país e seu crescente reconhecimento na mídia nacional. 

Também em agosto, o público conheceu a versão revitalizada do Museu do Sistema Campo Limpo, em Guariba (SP), que passou por reforma e atualização do acervo, tornando-se um espaço mais interativo e alinhado às demandas atuais de educação ambiental. 

A infraestrutura operacional seguiu em expansão com a inauguração de novas unidades de recebimento em Balsas II (MA), Paragominas (PA), Vilhena (RO) e Dourados (MS). As aberturas reforçam a capilaridade da operação e ampliam o acesso dos agricultores aos serviços do Sistema. 

No campo da sustentabilidade, o inpEV alcançou a classificação máxima no Programa GHG Protocol ao conquistar o Selo Ouro, reconhecimento que destaca a transparência e o comprometimento do Instituto na gestão das emissões de gases de efeito estufa. A evolução — bronze em 2023, prata em 2024 e ouro em 2025 — demonstra avanço contínuo e alinhamento às melhores práticas ambientais. 

A educação ambiental também se destacou com o Concurso de Desenho e Redação do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que trabalhou o tema “Repórter do Clima” e envolveu 3.203 escolas, 285.246 estudantes e 402 municípios. O engajamento crescente reforça o papel do PEA Campo Limpo na formação de novas gerações mais conscientes sobre o destino correto das embalagens vazias, gestão de resíduos sólidos e sobre as questões climáticas. 

Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, celebra o ano. “Mais do que números, gostamos de medir o impacto positivo que geramos para a sociedade. 2025 marcou um ano de muito trabalho, união e resultados. Isso comprova a força do engajamento dos elos da cadeia agrícola e do comprometimento com a logística reversa das embalagens vazias, a sustentabilidade e a economia circular. Isso nos anima para seguir crescendo e ampliando nossa presença em todo o território nacional”. 

Ao longo do ano, mais de 40 ações de comunicação integraram diferentes públicos e reforçaram o posicionamento institucional do Sistema Campo Limpo. Esse conjunto de iniciativas consolidou 2025 como um período de avanços estratégicos, ampliando o alcance das mensagens, fortalecendo a operação e reafirmando o compromisso com a construção de um destino melhor para todos. 

8 motivos que fazem o Sistema Campo Limpo ser um exemplo mundial (e o que podemos aprender com ele)

Conheça os principais diferenciais que colocam o Sistema Campo Limpo na liderança mundial e revelam o que podemos aprender com essa experiência brasileira.

O Brasil é reconhecido internacionalmente por um dos Sistemas de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas mais eficientes do mundo. Mas o que, afinal, faz o Sistema Campo Limpo se destacar em relação a outros países? A resposta está em uma combinação única de colaboração, infraestrutura, educação e compromisso ambiental que transformou o modelo brasileiro em referência global.

1. Tem cobertura nacional de verdade

São mais de 400 centrais e postos de recebimento distribuídos pelo país, capilaridade impulsionada por ações de recebimento itinerante, que facilitam a devolução ambientalmente correta das embalagens vazias mesmo em regiões mais remotas.

Foto de Unidades Gerenciadas pelo inpEV 

👉 Lição: infraestrutura sólida é o que transforma boas ideias em resultados concretos.

2. Consegue taxas de destinação final que impressionam o mundo

Enquanto outros países ainda lutam para alcançar índices consistentes, o Sistema Campo Limpo destina corretamente 100% das embalagens vazias.

👉 Lição: metas ambiciosas são possíveis quando todos entendem e cumprem seu papel.

3. Integração real entre os elos da cadeia

Indústria, canais de distribuição, poder público e agricultores trabalham de forma coordenada, cada um contribuindo com responsabilidade e protagonismo. Essa integração é um diferencial brasileiro, já que em muitos países os elos atuam de forma isolada, o que compromete a eficiência.

👉 Lição: colaboração autêntica é o motor da economia circular.

4. Tecnologia aplicada para garantir eficiência e segurança

O Sistema está cada vez mais digital. Hoje, 86 centrais já usam códigos DataMatrix que permitem acompanhar o caminho dos fardos em tempo real, registrando tipo de material, peso e origem de forma automática no Sistema de Informação das Centrais (SIC). Resultado: mais agilidade, menos erro e muito mais eficiência. E tem mais: o Sistema de Informação de Postos (SIP) já conecta todas as unidades operadas pelo inpEV, dando visão total da jornada das embalagens.

👉 Lição: inovação é fundamental para manter um sistema robusto e escalável.

5. Impulsiona a economia circular com resultados concretos

As embalagens pós-consumo e outras embalagens de defensivos agrícolas retornam para a cadeia produtiva com as recicladoras parceiras e se transformam em novos artefatos como tubos, conduítes, tampas, artefatos plásticos e até novas embalagens. É o ciclo acontecendo na prática.

👉 Lição: economia circular é uma oportunidade real de geração de valor.

6. Serve de inspiração para outros países

O modelo brasileiro serviu de inspiração para legislações e diretrizes internacionais, tornando-se referência em responsabilidade compartilhada e logística reversa. Representantes do Sistema Campo Limpo já palestraram em diversos locais do mundo para falar sobre a atuação e os resultados do Brasil.

👉 Lição: quando um sistema funciona bem, ele influencia políticas além das fronteiras.

7. Educação ambiental estruturada e contínua

O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo fortalece a consciência ambiental de estudantes de 4º e 5º anos do ensino fundamental ao abordar o desafio dos resíduos sólidos a partir da noção de responsabilidade compartilhada. A mensagem é clara: família, escola, empresas, governo e comunidade têm responsabilidade conjunta para minimizar os impactos dos resíduos no meio ambiente, além de formar uma nova geração engajada e consciente.

👉 Lição: formar cidadãos conscientes é essencial para manter o ciclo funcionando.

8. Um propósito que conecta toda a cadeia agrícola: “Por um destino melhor”

A assinatura reforça o compromisso coletivo com práticas responsáveis que garantem um futuro mais sustentável para o agro e para as próximas gerações. Quer ver como esse propósito se traduz na prática? Acompanhe nossas histórias, bastidores e ações no YouTube e nas redes sociais do Sistema Campo Limpo.


👉 Lição: propósito bem comunicado inspira, engaja e dá direção a toda a cadeia.

Os caminhos do Sistema Campo Limpo para um agro mais sustentável e integrado 

Jorge Buzetto, presidente do Conselho Diretor do inpEV, destaca ano de 2025 e faz avaliações para futuro 

Com mais de duas décadas de experiência no setor e uma trajetória ligada às operações de Manufatura & Supply, logística, inovação e sustentabilidade, Jorge Buzzetto, engenheiro químico formado pela PUC-RS e com pós-graduação e MBA em administração USP, ocupa hoje o cargo de Diretor de Manufatura e Projetos Estratégicos Brasil & Latam da Syngenta. Ao longo de seus 35 anos na empresa, ele acompanhou de perto a evolução das boas práticas agrícolas no Brasil e o fortalecimento de iniciativas que integram eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental. 

Sua atuação se estende para além da indústria. Atualmente é presidente do Conselho Diretor do inpEV e possui papel decisivo na consolidação do Sistema Campo Limpo como referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, o executivo faz um balanço de sua gestão, destaca avanços relevantes conquistados no último ano e reforça como a integração dos elos da cadeia agrícola, aliada à visão estratégica do Instituto, tem impulsionado a sustentabilidade no agro brasileiro. 

Confira o bate-papo abaixo: 

  1. Qual a avaliação do desempenho do Sistema Campo Limpo em 2025, especialmente diante do marco das 800 mil toneladas recebidas desde 2002 e do recorde de 68,5 mil toneladas destinadas de forma ambientalmente adequada no último ano? 

Os números por si só já indicam a grandeza deste Sistema, temos visto um crescimento importante e consistente de embalagens sendo recebidas nos nossos postos de recebimento ou nas centrais de processamento e recicladas de forma a voltar à cadeia produtiva fechando um ciclo de logística reversa dentro de um conceito de economia circular.  95% de todas as embalagens vazias de defensivos agrícolas tem como destinação a reciclagem e retornam ao mercado em forma de novas embalagens para o agro ou mesmo para outras aplicações em outros seguimentos. Isto é um marco que nos orgulha muito. Isto gera valor e emprego. 

  1. Quais avanços em inovação o inpEV consolidou neste ciclo, e como isso reforça a missão de integrar os elos da cadeia agrícola em prol de uma logística reversa cada vez mais sustentável? 

Os avanços têm sido significativos, estamos implantando centrais de recebimento e processamento mais modernas nas áreas de expansão agrícola como o Cerrado e o Norte brasileiro, locais em que houve um crescimento significativo nos últimos anos e que tínhamos o desafio de aumentar a capacidade de armazenagem e processamento. Estamos encurtando distância entre as centrais visando dar mais flexibilidade ao agricultor para destinar suas embalagens vazias e investindo em tecnologia nas nossas fábricas de embalagens recicladas. Já por muitos anos temos nossas fábricas muito bem estruturadas com tecnologias de ponta para produção de novas embalagens e tampas e estamos expandindo as mesmas dada a aceitação da nossa tecnologia e qualidade do material reconduzido ao mercado. Dentro do conceito de economia circular estamos sempre agregando novos parceiros que nos complementam com suas tecnologias para outros usos além do agro, isto é uma constante no Sistema também. 

No ciclo recente (2024-2025), o inpEV consolidou avanços em processos que acompanham o volume recebido, além de outras tecnologias para otimizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Essas inovações reforçam a missão de integrar os elos da cadeia agrícola: agricultores, revendas, cooperativas, indústria e poder público, por meio de maior eficiência, transparência e controle em todo o processo.  

  1. O Sistema Campo Limpo é reconhecido mundialmente como referência em logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas. Em 2025 foi lançada a nova assinatura “Por um destino melhor”. Como essa mensagem dialoga com o atual momento do Sistema? 

Em 2025 foi criada uma nova identidade corporativa para o Sistema Campo Limpo de forma a se modernizar e enfatizar o papel dos atores deste Sistema, que são muitos e que tem sua ação integrada para a manutenção, modernização e expansão do Sistema.  

Quando se criou o Sistema Campo Limpo há mais de 20 anos, a identidade visual focava na reciclagem das embalagens, num conceito que para a época já era visionário e pioneiro para a agricultura brasileira. Com a evolução do conceito de sustentabilidade e ESG vimos que o Sistema hoje é mais complexo de operar e que cada elo desta cadeia tem que ter seu protagonismo. 

Além disso, seus atores têm que se mover para o mesmo lado para a garantia da sustentabilidade socioambiental do Sistema e geração de valor na cadeia. Entidades de Governo, agricultores, entidades de classe, indústria, associação de distribuidores, sociedade, executivos do Sistema e outros tem que atuar conjuntamente para que cada vez mais possamos fortalecer o Sistema Campo Limpo, e que continuemos a nos orgulhar de sermos referência mundial em reciclagem de embalagens vazias de defensivos agrícolas.  

O termo “por um destino melhor” tem uma conotação mais ampla de buscar sempre a geração de valor nos processos do Sistema e de devolver à sociedade algo de maior importância, convertendo aquilo que seria um resíduo de atividade agrícola em algo tangível e de maior valor à sociedade. 

A nova assinatura “Por um destino melhor” dialoga com o atual momento do Sistema Campo Limpo ao reforçar o compromisso coletivo com a sustentabilidade e o futuro do planeta, em um período de expansão e consolidação do programa como referência mundial em economia circular 

  1. O relatório de sustentabilidade de 2024 destaca a expansão de unidades de recebimento, aprimoramentos tecnológicos e o fortalecimento de iniciativas educativas. Como esses pilares contribuem para o desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade socioambiental no campo? 

A expansão das unidades de recebimento é uma realidade e visa dar ainda mais condições aos agricultores de escoar suas embalagens vazias. Estas novas unidades terão aspectos construtivos mais modernos seguindo referências de sustentabilidade para luminosidade natural, aproveitamento de água de chuva, fluxo interno de movimentação de materiais mais racionais, luz de led, entre outros pontos que as tornem sustentáveis. Dentro das ações corporativas do Sistema estão as ações educativas como o Dia Nacional do Campo Limpo, as ações juntas às escolas onde estamos inseridos por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo. Acreditamos que temos um papel fundamental na sociedade na formação da cultura de preservação do meio ambiente, de inclusão e de formação dos profissionais do futuro, isto só pode ser feito estando presente e dando direção, este é o papel social do Sistema Campo Limpo. 

  1. Quais são as perspectivas para os próximos anos e o que esperar para 2026? Como o Conselho Diretor enxerga os próximos passos para manter o Sistema eficiente, integrado e preparado para os desafios da sustentabilidade? 

Vemos uma perspectiva muito boa para os próximos anos, nosso plano estratégico de 5 anos está revitalizado, temos clareza de onde expandir, onde se fortalecer como Sistema e quais as âncoras de sustentabilidade que vamos apostar. 

Para o ano de 2026 já definimos claramente os passos de sustentação do Sistema, isto passa por expansão de centrais de recebimento, por revisão de nossa capacidade fabril, por fortalecimento das nossas parcerias com recicladores do Sistema, por reforço das relações com os atores do Sistema e por treinamento e desenvolvimento dos profissionais que atuam diretamente em nossas operações, bem como os executivos que fazem deste Sistema o sucesso que é. 

Me orgulho de fazer parte de tudo isto e de contribuir como Presidente do Conselho Diretor como representante da Syngenta. 

Quatro destinos surpreendentes da reciclagem no Sistema Campo Limpo 

Do campo às cidades, a logística reversa mostra destinos surpreendentes para o plástico das embalagens vazias de defensivos agrícolas. 

A reciclagem de embalagens vazias de defensivos agrícolas é uma das práticas mais consolidadas da economia circular no agronegócio brasileiro. No Sistema Campo Limpo, a logística reversa reúne agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público com recicladoras parceiras para garantir que essas embalagens tenham o destino ambientalmente correto e possam voltar ao ciclo produtivo como novos itens. Hoje, a resina pós-consumo obtida no processo permite a fabricação de 38 artefatos homologados, muitos deles presentes no cotidiano das cidades. 

A seguir, você confere quatro destinos que mostram como uma embalagem vazia de defensivo pode ganhar uma nova vida em diferentes setores por meio da reciclagem. 

Setor de transportes:  

1. Postes de sinalização para o trânsito 

O plástico das embalagens plásticas de defensivos agrícolas pode se transformar em suportes de sinalização usados na organização e segurança das vias. A nova função demonstra como a logística reversa conecta o campo às cidades e como a reciclagem contribui para a infraestrutura urbana de forma sustentável. 

Setor energético:  

2. Cruzetas utilizadas em postes de energia 

A resina pós-consumo também pode ser aplicada na fabricação de cruzetas utilizadas em postes de energia. Esses componentes são fundamentais para sustentar cabos elétricos e mostram como o material reciclado pode reforçar setores estratégicos, ampliando o ciclo de vida do plástico. 

Construção Civil: 

3. Tubos de esgoto aplicados na construção civil 

Outra aplicação importante é a produção de tubos de esgoto usados em obras de saneamento. Esse destino revela como a reciclagem de embalagens plásticas contribui para o desenvolvimento urbano, fornecendo insumos sustentáveis e reduzindo a necessidade de matéria-prima virgem na construção civil. 

Setor Agrícola: 

4. Novas embalagens para o próprio agro: Ecoplástica® e Ecocap® 

O ciclo se completa quando o plástico reciclado retorna ao setor agrícola. A Ecoplástica® e o sistema de vedação Ecocap® são fabricados com resina pós-consumo e reinseridos no mercado, reforçando o compromisso da cadeia agrícola com a economia circular e a sustentabilidade. 

O impacto ambiental dessa transformação 

Os resultados alcançados pelo Sistema Campo Limpo demonstram a força da logística reversa no Brasil. Atualmente, 100% das embalagens primárias plásticas rígidas, lavadas e não lavadas, são recicladas. Cada embalagem Ecoplástica® de 20 litros evita a emissão de 1,49 kg de CO₂e. Além disso, a reutilização do plástico reduz a pressão sobre matéria-prima virgem, diminui o consumo de energia e água e contribui para a mitigação de gases de efeito estufa. 

A experiência do Sistema Campo Limpo evidencia como a reciclagem de embalagens plásticas de defensivos agrícolas pode gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos, transformando resíduos em soluções que fazem diferença no campo e nas cidades. 

Para saber mais sobre o trabalho do Sistema Campo Limpo, acesse o nosso Canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=UEN26K_n_aI&t=9s 

ACIAGRI representa o Sistema Campo Limpo no oeste da Bahia e celebra resultados e legado 

Atuando em uma das regiões mais produtivas do Brasil, ACIAGRI reforça o compromisso com a logística reversa, a conscientização dos agricultores e o destino correto das embalagens vazias. 

ACIAGRI representa o Sistema Campo Limpo no oeste da Bahia

Com mais de duas décadas de atuação, a Associação do Comércio de Insumos Agropecuários (ACIAGRI) tem papel essencial no fortalecimento da logística reversa e na disseminação de boas práticas agrícolas no oeste da Bahia, que é uma das regiões mais produtivas do país. A entidade representa mais de 70 canais de distribuição e é responsável pela gestão de três centrais e três postos de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas, ampliando a capilaridade do Sistema Campo Limpo no estado.

Reconhecida por sua atuação próxima ao produtor rural e por seu engajamento em ações ambientais e educativas, a ACIAGRI é exemplo de integração entre eficiência logística e sustentabilidade. Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, Adilson Gonçalves de Campos, presidente da associação, destaca resultados expressivos, o diálogo constante com agricultores e o compromisso com um futuro mais sustentável para o agro brasileiro.

Adilson Gonçalves de Campos

1. Como a ACIAGRI tem fortalecido a logística reversa das embalagens vazias e contribuído com os resultados do Sistema Campo Limpo no oeste da Bahia?

A ACIAGRI foi fundada em 2003, em um momento em que a destinação das embalagens vazias de agrotóxicos ainda era incipiente. Na época, os agricultores não tinham o hábito de devolver corretamente essas embalagens. Com a conscientização do tema, passamos a atuar de forma estruturada na região oeste da Bahia, onde hoje fazemos a gestão de três centrais e três postos de recebimento.

Representamos mais de 70 empresas associadas e administramos unidades em Barreiras, Roda Velha e Rosário, todas localizadas em áreas estratégicas. A Central de Barreiras é há anos uma das maiores do Brasil, com previsão de fechar 2025 com cerca de 2 mil toneladas de embalagens vazias recebidas. As centrais de Roda Velha e Rosário devem somar juntas mais de 2,5 mil toneladas. Desde o início da operação, já contabilizamos 58 mil toneladas de embalagens recebidas, processadas e destinadas corretamente, um número expressivo que reflete o engajamento dos produtores e a eficiência da logística reversa.

Além disso, Barreiras, cidade-polo que atende cerca de 12 municípios, realiza regularmente recebimentos itinerantes, ampliando o alcance do Sistema Campo Limpo e garantindo que até os pequenos produtores possam cumprir seu papel legal.

2. A proximidade com o produtor rural é uma marca da ACIAGRI. De que maneira essa relação contribui para disseminar boas práticas agrícolas e ampliar a conscientização sobre a importância da devolução correta das embalagens?

Temos três frentes principais de abordagem junto aos produtores: os canais de distribuição, formados pelas mais de 70 empresas associadas; a atuação técnica, por meio de agrônomos e consultores que levam informação diretamente ao campo; e os canais de comunicação da própria ACIAGRI, incluindo as redes sociais.

Também realizamos um programa de visitas às propriedades, em que os gerentes e auxiliares das centrais vão até as fazendas, fazem palestras e orientam os produtores sobre o processo correto de devolução. Além disso, participamos do projeto AIBA Mais Perto dos Produtores, desenvolvido pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Nessa iniciativa, temos espaço para dialogar diretamente com os agricultores sobre desafios estruturais e reforçar a importância da logística reversa.

Acreditamos muito na comunicação direta, no “olho no olho”. Sempre que há eventos nas comunidades rurais, estamos presentes para ouvir, orientar e construir soluções junto aos produtores.

3. A sustentabilidade está cada vez mais presente no cotidiano do agro. Quais iniciativas ou projetos da ACIAGRI você destacaria como exemplo de compromisso com o meio ambiente?

A sustentabilidade é parte essencial do nosso trabalho. Participamos ativamente de ações do Sistema Campo Limpo, como o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) e o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, alcançando mais de mil crianças por ano em escolas da região.

Também integramos os Conselhos Municipais de Meio Ambiente dos principais municípios do oeste da Bahia, contribuindo para debates sobre a gestão da água, a conservação dos rios e a destinação de resíduos sólidos. Mantemos diálogo frequente com órgãos ambientais, universidades e entidades de fiscalização, participando de palestras, eventos técnicos e projetos de conscientização.

Essas ações reforçam o compromisso da ACIAGRI com a sustentabilidade e com a formação de uma cultura de responsabilidade ambiental cada vez mais sólida no campo.

4. O Sistema Campo Limpo é um exemplo de responsabilidade compartilhada que envolve todos os elos da cadeia agrícola. Como a ACIAGRI avalia o papel das associações nesse trabalho coletivo pela sustentabilidade?

As associações estão na base da pirâmide da responsabilidade compartilhada. Fazemos um trabalho de formiguinha, levando informação e educação ambiental às comunidades e difundindo boas práticas de gestão de resíduos sólidos.

Na ACIAGRI, atuamos em parceria com os canais de distribuição e participamos ativamente de comitês de bacias hidrográficas, já que o oeste da Bahia é o maior polo irrigado do país, com 350 mil hectares de áreas cultivadas irrigadas e uma meta de alcançar 1 milhão de hectares irrigados. Nosso trabalho também contribui para a preservação do Rio São Francisco e de seus afluentes, e temos orgulho em dizer que, graças à conscientização dos produtores, não vemos embalagens descartadas nos rios, o que é um sinal claro de que o Sistema Campo Limpo está funcionando.

5. O lema “Por um destino melhor” expressa o propósito do Sistema Campo Limpo. De que forma essa mensagem dialoga com a missão da ACIAGRI?

O lema “Por um destino melhor” é extremamente simbólico e representa exatamente o que praticamos há mais de 20 anos. Todos os elos da cadeia agrícola: indústria, distribuidores, produtores, associações e órgãos de fiscalização têm um papel essencial em conduzir um dos maiores programas de logística reversa do mundo.

“Por um destino melhor” reflete nossa missão de transformar responsabilidade em resultados concretos, garantindo que as embalagens vazias tenham o destino correto e contribuam para um futuro mais sustentável. Em um momento em que o mundo volta suas atenções para temas ambientais, especialmente com a COP30 se aproximando, é fundamental valorizar o trabalho do Sistema Campo Limpo e mostrar como o agro brasileiro é parte da solução para o planeta

Pioneirismo e eficiência marcam a atuação da ADITA no Sistema Campo Limpo

ADITA - Campo Mourão
Crédito: ADITA

Com mais de duas décadas de atuação, a Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA) se consolidou como uma das principais referências em logística reversa de embalagens vazias e sustentabilidade no Sul do Brasil. Atuando de forma integrada ao Sistema Campo Limpo, a entidade avança continuamente na ampliação de sua rede, na inovação dos processos e na conscientização ambiental junto aos seus associados, parceiros e produtores rurais.

Crédito: ADITA

Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, o engenheiro agrônomo e diretor executivo Waldir José Baccarin fala sobre os resultados da associação, o trabalho junto aos agricultores e as perspectivas para o futuro do agro sustentável.
Confira:

1. A ADITA celebrou recentemente um marco no primeiro semestre de 2025: mais de 1.100 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente. Fale um pouco sobre o trabalho da associação e o que esse número representa.

A ADITA foi fundada em 1999 por um grupo de distribuidores que buscavam soluções seguras e organizadas para a destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde então, crescemos de forma estruturada, sempre com foco em eficiência, segurança e responsabilidade ambiental. Esse marco de mais de 1.100 toneladas destinadas corretamente apenas no primeiro semestre de 2025 reflete o compromisso de toda a equipe e dos nossos parceiros. Hoje, atuamos em mais de 50% do território do Paraná e no oeste de Santa Catarina, atendendo uma área de cerca de 11 milhões de hectares e envolvendo 294 empresas associadas e parceiras. Nosso trabalho é totalmente licenciado e realizado com frota própria, garantindo controle em todas as etapas, da coleta ao transporte e à entrega nas centrais de recebimento.

2. Como é a relação da ADITA com os produtores rurais? E como essa relação contribui para ampliar a conscientização sobre a importância da logística reversa e da sustentabilidade?

A relação com o agricultor é o coração do nosso trabalho. Mantemos um call center exclusivo para o agendamento das devoluções e para o esclarecimento de dúvidas sobre o processo. Atendemos de forma direta cerca de 13 mil produtores cadastrados, e esse contato constante é essencial para garantir que todos compreendam as etapas e a importância da devolução correta das embalagens vazias. Cada ligação é uma oportunidade de conscientização: explicamos o que deve ser feito, por que é importante e quais são as responsabilidades de cada elo da cadeia. Além disso, realizamos mais de 600 recebimentos itinerantes por ano, o que aproxima ainda mais o agricultor do Sistema e facilita a logística, especialmente nas regiões mais distantes das centrais. O resultado é muito positivo porque temos uma adesão praticamente total e um nível de organização e segurança que refletem o quanto o produtor já entende seu papel na sustentabilidade do agro.

3. Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro tem avançado em tecnologia e sustentabilidade. Como a ADITA tem acompanhado esse movimento e incentivado seus associados a adotarem práticas alinhadas a esses conceitos?

A inovação é uma prioridade para nós. Digitalizamos todo o processo de gestão das embalagens, utilizando o Sistema de Informação das Centrais (SIC) e o Sistema de Informação de Postos (SIP). Essas ferramentas permitem rastrear cada embalagem vazia, do cadastro do agricultor até o destino final, com dados atualizados em tempo real. Isso traz transparência, agilidade e segurança, tanto para os órgãos de fiscalização quanto para nossos associados. Também mantemos uma comunicação direta com os distribuidores por meio de boletins informativos diários e reuniões periódicas. Nelas, tratamos de temas como boas práticas agrícolas, legislações ambientais e segurança operacional, fortalecendo o conhecimento e a responsabilidade compartilhada entre todos.

ADITA - Umuarama
Crédito: ADITA

4. Quais ações da ADITA você destacaria como exemplo de eficiência na operação das embalagens vazias junto ao Sistema Campo Limpo?

O nosso Programa de Recebimento Itinerante é um exemplo de eficiência e inovação. Foi estruturado com frota própria e equipes treinadas para atuar em total conformidade com as exigências ambientais. Atualmente, contamos com seis veículos de grande porte, incluindo carretas e furgões totalmente identificados e licenciados, que realizam coletas em pontos estratégicos definidos em conjunto com cooperativas e revendas. Essa operação garante segurança, otimização de rotas e um aproveitamento logístico que reduz custos e emissões. Além disso, temos um índice de qualidade muito alto: o material recolhido por nossas equipes chega às centrais em condições até 40% melhores do que as devoluções diretas, devido ao acompanhamento técnico e à orientação ao produtor. Trabalhamos ainda com mais de 40 colaboradores diretos, em um processo totalmente controlado e rastreado. Isso nos permite oferecer um serviço de excelência dentro do Sistema Campo Limpo.

ADITA - Maringá
Crédito: ADITA

5. Olhando para o futuro, quais são os principais desafios e oportunidades que a ADITA enxerga para o desenvolvimento sustentável do agro?

Vejo dois grandes caminhos: o primeiro é continuar investindo em educação ambiental e conscientização, especialmente entre as novas gerações. Nesse sentido, temos orgulho de participar do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que já rendeu diversos prêmios nacionais a escolas da nossa região. O segundo é expandir nosso modelo de operação para atender novas regiões e associações interessadas. Já estamos sendo procurados por entidades de outros estados que querem adotar o mesmo formato de gestão integrada, pela qualidade e eficiência que oferecemos. Nosso objetivo é continuar contribuindo para um agronegócio mais limpo, inovador e responsável, sempre em sintonia com o propósito do Sistema Campo Limpo e com as metas de sustentabilidade do setor.

6. Espaço aberto para considerações finais

Nosso trabalho é movido por um propósito claro: proteger o meio ambiente e fortalecer o agro brasileiro. Quando olhamos nossa trajetória, desde 1999 até hoje, vemos o quanto evoluímos: saímos de 330 toneladas destinadas no primeiro ano para a previsão de destinar 2.200 toneladas em 2025. A ADITA é, acima de tudo, uma rede de pessoas comprometidas com o futuro. Seguiremos investindo em tecnologia, capacitação e educação para manter nossa excelência operacional e fazer a nossa parte na proteção ao meio ambiente.

Workshop do inpEV reúne mais de 200 participantes para discutir devolução em vendas diretas

Evento remoto esclareceu como indicar corretamente o local de devolução das embalagens vazias na nota fiscal e respondeu dúvidas do setor

Workshop do inpEV

Com 204 participantes, o Workshop “Indicação de Local de Devolução na Nota Fiscal de Venda Direta” reuniu profissionais de todo o país em um encontro remoto promovido pelo inpEV. A iniciativa teve como foco orientar sobre a obrigatoriedade de indicar, na nota fiscal, o endereço onde o agricultor deve devolver as embalagens de defensivos agrícolas em casos de venda direta. Do total, 194 participantes representavam 85 empresas associadas e 10 eram integrantes do Instituto, reforçando o engajamento do setor em alinhar procedimentos e garantir o cumprimento da legislação de logística reversa.

A exigência está prevista no Decreto Federal nº 4.074/2002 e reforçada pela Lei Federal 14.785/2023, que estabelecem as responsabilidades compartilhadas da logística reversa. Nas vendas diretas, apenas unidades conveniadas podem ser indicadas na nota. Esses convênios, firmados pelo inpEV em parceria com associações e indústria, permitem dividir custos e garantir clareza no processo.

Workshop do inpEV - Linha do Tempo

Os participantes também conheceram ferramentas digitais, como a Área Restrita do Sistema Campo Limpo e a API do inpEV, que oferecem dados atualizados das unidades de recebimento e facilitam a emissão correta das notas fiscais.

Conduzido por Renata Stringueta Nishio (Gerente de Assuntos Institucionais), o encontro contou também com a participação de representantes do Instituto: Bárbara Kobayashi (Gerente Jurídica), Marilene Iamauti (Gerente de Sustentabilidade) Alexander Santos (Gerente de Destinação Final, Desenvolvimento Tecnológico e Logística) e Ana Telma Maia (Coordenadora Regional Institucional).

“O Sistema Campo Limpo só é possível porque cada elo da cadeia cumpre seu papel. Eventos como este workshop são fundamentais para esclarecer dúvidas e alinhar procedimentos, garantindo que a logística reversa continue sendo uma referência de sustentabilidade no Brasil.” comentou Renata Stringueta Nishio.

No fim, o espaço de perguntas e respostas permitiu que dúvidas práticas fossem esclarecidas, em um momento de grande interação com o público. A alta participação mostrou o interesse do setor em alinhar procedimentos e reforçou a importância da indicação correta do local de devolução nas vendas diretas.

5 perguntas que poderiam surgir das crianças se estudassem sobre o Sistema Campo Limpo e a logística reversa das embalagens vazias? (e que todo adulto também deveria saber)

Crianças têm a capacidade de transformar temas complexos em perguntas simples e diretas. Inspirados nessa curiosidade, reunimos cinco questões que poderiam surgir e que todo adulto também deveria saber responder sobre educação ambiental e logística reversa.

Antes de responder às perguntas, vale conhecer melhor o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo e o Concurso de Desenho e Redação, que unem educação ambiental, criatividade e sustentabilidade em todo o Brasil.

O que é o PEA Campo Limpo?

Criado em 2010, o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo tem como missão apoiar escolas no ensino de temas ambientais, conectando-se com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Voltado para alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o PEA Campo Limpo promove a reflexão sobre responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos sólidos, consumo consciente, reciclagem e destinação ambientalmente adequada destes resíduos. Desde a sua criação, o PEA Campo Limpo já alcançou mais de 2,8 milhões de alunos em todo o país.

Além disso, o programa busca estimular mudanças de atitude e o protagonismo dos estudantes, incentivando práticas de consumo consciente que contribuam para reduzir, reutilizar, e reciclar e resíduos, além de dispor adequadamente rejeitos.

O programa distribui kits educacionais a escolas públicas e privadas da rede de relacionamento das Unidades de Recebimento de Embalagens Vazias do Sistema Campo Limpo em todo o país, com caderno do professor, pôsteres temáticos, jogos colaborativos e materiais de apoio para sala de aula. Só em 2024, foram mais de 3.200 escolas participantes, em 378 municípios, beneficiando cerca de 294 mil alunos e 16 mil educadores.

Em 2025, foram entregues 8 mil kits e o tema central Mudanças Climáticas, sempre em conexão com a gestão de resíduos sólidos e a sustentabilidade. Os materiais contam com QR Codes que levam a conteúdos virtuais extras, e o portal do PEA Campo Limpo oferece ainda o Espaço do Educador, com planos de aula, atividades e vídeos de apoio aos professores.

O Concurso de Desenho e Redação

Educação Ambiental

Uma das iniciativas mais aguardadas do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo é o Concurso de Desenho e Redação, que mobiliza alunos e professores de diferentes regiões desde 2010. Em 2025, os trabalhos refletiram sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e o papel de cada pessoa cidadã na construção de um futuro mais equilibrado.

A produção inventiva dos estudantes é um retrato inspirador da nova geração, que traz para o presente a consciência de cuidar do planeta.

As perguntas que poderiam vir das crianças e as respostas para todos nós

Embora as crianças não aprendam diretamente sobre a logística reversa das embalagens vazias, o PEA Campo Limpo desperta nelas a curiosidade sobre temas como gestão de resíduos, consumo consciente e responsabilidade ambiental. Inspirados nesse olhar, reunimos cinco perguntas que poderiam surgir em sala de aula e que todo adulto também deveria saber responder.

1. Para onde vão as embalagens vazias depois que meu familiar agricultor entregou na unidade de recebimento?

Elas passam por triagem nas unidades do Sistema Campo Limpo. A maior parte segue para reciclagem, virando novos itens, como embalagens, tampas e tubos. O que não pode ser reciclado é destinado de forma ambientalmente correta, para a incineração em empresas homologadas.

2. De que forma isso ajuda o meio ambiente?

A devolução das embalagens garante que elas tenham uma destinação correta, contribuindo para a conservação do solo e da água. Além disso, quando são recicladas, diminui-se a necessidade de extrair novos recursos da natureza, fortalecendo a economia circular.

3. E se alguém jogar a embalagem vazia de defensivo no lixo comum?

Esse é um grande risco e é ilegal. A devolução das embalagens vazias de defensivos agrícolas além de ser uma boa prática é uma obrigação prevista na Lei Federal nº 14.785/23 e no Decreto Federal nº 4.074/02.Quem descarta de forma incorreta pode causar sérios danos ao meio ambiente, colocando em risco a saúde de pessoas e animais, além de estar sujeito a penalidades.

4. Quem garante que tudo funciona direito?

O Sistema Campo Limpo é um modelo de responsabilidade compartilhada: agricultores devolvem as embalagens no período de até 12 meses após a compra, canais de distribuição direcionam o local de entrega presente na nota fiscal, a indústria financia a logística do Sistema e a destinação, e o poder público fiscaliza todo processo.

5. Dá mesmo para transformar “lixo” em coisa nova?

Sim! Esse é um dos grandes resultados do Sistema Campo Limpo. Hoje, já existem 38 artefatos homologados pelo inpEV, fabricados com o plástico reciclado das embalagens, entre eles tubos de irrigação, conduítes elétricos, tampas plásticas, novas embalagens de defensivos agrícolas e outros produtos que voltam para o mercado de forma segura e sustentável.

A inspiração das novas gerações

Assim como o Concurso de Desenho e Redação do PEA Campo Limpo 2025, essas perguntas fictícias mostram como o olhar infantil pode nos ajudar a refletir sobre sustentabilidade e responsabilidade.

Ao transformar curiosidade em aprendizado, o Sistema Campo Limpo reforça sua missão: “Juntos por um destino melhor”.

Com duas centrais do Sistema Campo Limpo, Paragominas (PA) é destaque no recebimento de embalagens vazias

Expansão do Sistema Campo Limpo no município fortalece a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas e reforça o protagonismo do Pará no agro sustentável.

Central inpEV em Paragominas (crédito: inpEV)
Central inpEV em Paragominas (crédito: inpEV)

O município de Paragominas (PA), um dos mais estratégicos do agronegócio brasileiro, deu mais um passo no fortalecimento de sua infraestrutura de sustentabilidade com a atuação de duas centrais do Sistema Campo Limpo (SCL). Uma unidade foi inaugurada e outra passou a integrar a rede como parceira, ampliando a capacidade de destinação ambientalmente correta das embalagens vazias de defensivos agrícolas.

A expansão do SCL acontece em meio ao crescimento acelerado do agro no Pará. Segundo o Boletim Agropecuário do Pará 2024, elaborado pela FAPESPA, o estado lidera a produção nacional de soja, milho e cacau, resultado de investimentos em tecnologia, ampliação da fronteira agrícola e melhoria da infraestrutura logística. Só a soja representou 61,3% das exportações agropecuárias em 2023, movimentando mais de US$ 1,6 bilhão.

Nesse cenário, Paragominas tem papel de destaque: responde por 25,1% do volume exportado de soja do estado, à frente de Santarém (21,9%). O milho também cresce em relevância, com alta de 44,7% nas exportações em 2023, somando US$ 401,6 milhões. Ao mesmo tempo, o Sistema Campo Limpo registrou no Pará a destinação correta de 386 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas apenas em 2024. A expectativa é que, com as novas unidades em Paragominas, essa contribuição aumente ainda mais, ampliando a conveniência para agricultores da região.

As centrais são estruturas licenciadas para garantir a destinação ambientalmente correta das embalagens. No local, os recipientes passam por inspeção, classificação, separação por tipo de material, compactação e emissão de recibo, que assegura que o agricultor cumpriu sua responsabilidade legal — requisito fundamental também para acessar mercados mais exigentes. Depois, o inpEV organiza a coleta e o transporte para reciclagem ou incineração segura, fechando o ciclo da logística reversa.

Para os produtores, a presença de centrais no município significa redução de deslocamentos, economia de tempo e custos, além de maior segurança jurídica.

Nesse movimento de expansão, o Sistema Campo Limpo já conta com cinco postos de recebimento e três centrais em operação no Pará. Duas delas estão em Paragominas, sendo uma operada pelo inpEV e outra pela Associação do Comércio Agropecuário do Pará (ACAP). “Somadas, essas estruturas possuem mais de 2.100 m² de área e capacidade de receber até 2.160 toneladas por ano. Entre 2022 e 2025, destinamos corretamente cerca de 1.400 toneladas de embalagens vazias no estado”, afirma Fábio Fonseca, Coordenador Regional Operacional do inpEV.

A gerente administrativa da ACAP, Tamara de Sousa Reis, reforça a relevância da proximidade com os agricultores para garantir os resultados alcançados. “A ACAP nasceu para apoiar os produtores do Pará e continua com essa missão. Nosso diferencial é estar lado a lado com agricultores de diferentes perfis, orientando, participando de recebimentos itinerantes e fortalecendo a consciência ambiental. Em Paragominas, vemos o reflexo desse engajamento: produtores cada vez mais comprometidos com a devolução correta das embalagens e com a sustentabilidade no campo”, destaca. Hoje, o Sistema Campo Limpo conta com mais de 400 unidades de recebimento distribuídas em 26 estados e no Distrito Federal. Desde 2002, já destinou corretamente mais de 800 mil toneladas de embalagens, consolidando o Brasil como referência mundial em logística reversa no setor agrícola.

Serviço – Novas centrais em Paragominas (PA):

  • Central de Paragominas (PA) – Rodovia PA-125, Km 12 – Bairro Presidente Juscelino – CEP 68628-557
  • Central de Paragominas ACAP (PA) – Parceira do Sistema Campo Limpo – Rodovia PA-256, Km 03 – Zona Rural – CEP 68625-484

Sipcam Nichino aposta em tecnologia e sustentabilidade para construir, junto ao Sistema Campo Limpo, um destino melhor

Empresa investe em inovações, apoia práticas sustentáveis e mantém contato próximo com agricultor para contribuir com o avanço da responsabilidade ambiental no agronegócio.

Alexandre Gobbi, presidente da Sipcam Nichino
Alexandre Gobbi, presidente da Sipcam Nichino

Presente no Brasil há mais de 46 anos, a Sipcam Nichino consolidou sua atuação no mercado agrícola ao unir tecnologia, inovação e sustentabilidade. A responsabilidade ambiental da empresa também se reflete na participação ativa no Sistema Campo Limpo.  Com o propósito de oferecer soluções que conciliem produtividade e responsabilidade socioambiental, ajudando agricultores a produzirem mais alimentos com menor impacto ao ecossistema, a companhia acredita na força da sustentabilidade para o futuro próspero do agronegócio brasileiro.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que Alexandre Gobbi, presidente da Sipcam Nichino, concedeu ao Portal do Sistema Campo Limpo:

  1. A Sipcam Nichino preza pela agricultura sustentável e com menor impacto ao ecossistema. Como isso ocorre na prática e qual a importância da sustentabilidade para a empresa?

A sustentabilidade está no centro da estratégia da Sipcam Nichino. Para nós, não é apenas um discurso, mas uma prática diária que orienta desde a pesquisa e desenvolvimento até a forma como nos relacionamos com agricultores, comunidades e órgãos reguladores. Na prática, isso significa investir constantemente em soluções que conciliem produtividade com responsabilidade ambiental.

Trabalhamos no desenvolvimento de tecnologias mais eficientes, que exigem doses menores de produtos, reduzem o risco de contaminação e preservam o equilíbrio do ecossistema. Além disso, incentivamos o uso racional dos insumos agrícolas, apoiando o produtor em boas práticas que promovam segurança e sustentabilidade no campo. Esse compromisso é fundamental porque acreditamos que a agricultura só será viável a longo prazo se for sustentável. E, como empresa global, temos a responsabilidade de oferecer ao produtor rural ferramentas que ajudem a produzir mais alimentos, de forma segura, com menor impacto ao meio ambiente. Esse é o nosso propósito e a razão pela qual a sustentabilidade é um valor estratégico para a Sipcam Nichino.

  • De que maneira essa responsabilidade ambiental está ligada com o trabalho desenvolvido pelo Sistema Campo Limpo?

A responsabilidade ambiental da Sipcam Nichino também se expressa por meio da nossa participação ativa no Sistema Campo Limpo, que é referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Nós acreditamos que a sustentabilidade vai além do desenvolvimento de tecnologias mais seguras, ela inclui também o cuidado com todo o ciclo de vida dos produtos. Por isso, trabalhamos em conjunto com agricultores, canais de distribuição e o Sistema Campo Limpo para garantir que as embalagens tenham a destinação correta, evitando riscos de contaminação do solo e da água.

Esse trabalho é fundamental porque transforma a responsabilidade ambiental em uma ação prática e compartilhada. O Sistema mostra que, quando cada elo da cadeia cumpre seu papel, conseguimos reduzir impactos, preservar recursos naturais e ainda gerar valor para toda a sociedade. Para nós, é um orgulho fazer parte desse esforço coletivo.

  • Com mais de 46 anos de atuação, a Sipcam Nichino acompanhou de perto todo o crescimento do agronegócio brasileiro e a evolução da consciência ambiental. Como avaliam o futuro do setor?

Nestes mais de 46 anos de atuação no Brasil, acompanhamos a transformação do agronegócio em um dos pilares da economia nacional e também a evolução da consciência ambiental dentro do setor. Hoje, vemos um produtor cada vez mais atento à sustentabilidade, à inovação e à necessidade de produzir mais com menos impacto. Olhando para o futuro, acreditamos que o agronegócio brasileiro continuará sendo protagonista mundial na produção de alimentos, mas com um diferencial: a adoção crescente de tecnologias sustentáveis.

A agricultura digital, os bioinsumos e os defensivos mais modernos já estão moldando esse novo cenário. O grande desafio, e ao mesmo tempo a grande oportunidade, será equilibrar produtividade e preservação ambiental. E é nesse ponto que a Sipcam Nichino quer contribuir, trazendo soluções que apoiem o produtor rural a crescer de forma competitiva e responsável. Temos confiança de que o futuro do setor é promissor e que o Brasil continuará se consolidando como referência mundial em uma agricultura sustentável e inovadora

  • A assinatura “Por um destino melhor” traduz o propósito do Sistema Campo Limpo. Como essa mensagem dialoga com a missão da Sipcam Nichino?

A assinatura Por um destino melhor’ traduz de forma muito clara aquilo em que acreditamos também na Sipcam Nichino. Para nós, sustentabilidade não é apenas pensar no presente, mas construir caminhos para que as próximas gerações tenham um futuro mais equilibrado e seguro. Essa mensagem dialoga diretamente com a nossa missão de oferecer soluções que permitam ao agricultor produzir mais, preservando o meio ambiente e cuidando das pessoas.

Quando apoiamos o Sistema Campo Limpo, reforçamos que cada embalagem vazia recebida e destinada corretamente é uma prova concreta de que a responsabilidade ambiental pode ser compartilhada e transformar realidades. Portanto, ‘Por um destino melhor’ é também o nosso compromisso: contribuir para uma agricultura cada vez mais sustentável, competitiva e alinhada às expectativas da sociedade.

  • Espaço reservado para as considerações finais.

Gostaria de agradecer a oportunidade de compartilhar um pouco da visão e do trabalho da Sipcam Nichino. Acreditamos que a agricultura é, ao mesmo tempo, um grande desafio e uma grande oportunidade para o Brasil. Nosso compromisso é seguir apoiando o produtor com soluções inovadoras e sustentáveis, que contribuam para uma produção mais eficiente e responsável. Seguiremos firmes em nosso propósito de unir tecnologia, sustentabilidade e pessoas, sempre em parceria com o setor e com iniciativas como o Sistema Campo Limpo, para que possamos construir juntos um destino melhor para todos.