União dos elos do Sistema Campo Limpo movimenta a logística reversa em Flores da Cunha-RS

Ação de recebimento itinerante mostra como agricultores, canais de distribuição, poder público e assistência técnica contribuem para os resultados do Sistema Campo Limpo

Flores da Cunha (RS), cidade localizada na Serra Gaúcha, é reconhecida por ser uma das maiores produtoras de uvas e vinhos do Brasil e o trabalho em parceria entre diferentes elos da cadeia agrícola tem gerado resultados concretos em sustentabilidade. A mais recente edição da ação de Recebimento Itinerante de embalagens vazias de defensivos agrícolas reforçou esse compromisso coletivo, reunindo agricultores, revendas, cooperativas, poder público e entidades técnicas em torno de um objetivo comum: dar o destino correto às embalagens e cuidar do meio ambiente.

Os Recebimentos Itinerantes são ações realizadas em pontos estratégicos, próximos das propriedades rurais, para facilitar que os agricultores façam a devolução das embalagens vazias dentro do prazo legal. Essa modalidade é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que muitas vezes têm dificuldades logísticas para se deslocar até as centrais de recebimento. Com apoio de revendas, prefeituras, sindicatos e assistência técnica, essas ações garantem mais capilaridade ao Sistema Campo Limpo e fortalecem a cultura da logística reversa no campo, em que o Brasil é referência mundial.

Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS

A mais recente edição de 2025 em Flores da Cunha – RS contou com a participação de diversas revendas e cooperativas da região, entre elas: Agrimar, Agroacis, Agrofel, Agrosul, Agro CP, Agrovitti, Cairu, Coopervil, Cooprado, Florença Agro, Safra, Santa Clara, Semear, Serra e Campo e Sonda. A campanha teve ainda o apoio da Prefeitura Municipal, da EMATER-RS, e dos Sindicatos dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Flores da Cunha e Nova Pádua.

Neste ano, a revenda Florença Agro foi uma das apoiadoras da ação, ajudando a mobilizar os produtores e orientar sobre os procedimentos para devolução. Para Francinei Bulla, gerente comercial da empresa, a atuação das revendas vai além da venda de insumos. “As revendas atuam como divulgadoras e propagadoras de informações corretas. Ajudamos a levar tecnologia e também a garantir que as embalagens tenham um destino adequado, reforçando práticas sustentáveis.”

Recebimento Itinerante
Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS

A Secretaria de Agricultura do município também teve participação ativa na campanha. Tainara Gilioli, chefe de departamento da pasta, destacou a importância dessa continuidade. “Realizamos a campanha há muitos anos. É uma forma de preservar o meio ambiente, evitando que as embalagens cheguem a córregos e matas. Todos os anos cresce a participação e a conscientização dos agricultores.”

O envolvimento da EMATER/RS-Ascar foi essencial no apoio técnico e na conscientização dos produtores. Segundo Fabiano, técnico da entidade: “As campanhas itinerantes facilitam a entrega e ajudam os produtores a cumprir com a obrigação legal. A EMATER orienta sobre o uso correto dos defensivos, a construção dos depósitos e a tríplice lavagem das embalagens.”

No campo, a adesão à iniciativa veio de agricultores de diferentes perfis e gerações. O produtor Plínio Scortegagna, que participa há anos, vê na ação uma prática importante para o bem coletivo. “Participo do recebimento uma vez ao ano. Isso mantém o meio ambiente limpo e saudável.”

Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS

Já o jovem William Knispel, de 29 anos, mostra como a consciência ambiental vem sendo construída desde cedo. “Desde o colégio sei da importância da devolução. Meu pai tem 65 anos e aprendi com ele a fazer a tríplice lavagem e armazenar corretamente. A gente separa por tipo e devolve no momento certo. Não dá para jogar em qualquer lugar.”

Veja como foi o Recebimento Itinerante em Flores da Cunha em nosso Youtube

7 curiosidades sobre o Dia Nacional do Campo Limpo 

O DNCL celebra conquistas ambientais e reforça a importância da responsabilidade compartilhada para a sustentabilidade no campo. 

Dia nacional do campo limpo 2025

No dia 18 de agosto, o Brasil comemora o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL), data que destaca a união dos elos da cadeia agrícola em prol da sustentabilidade. Confira algumas curiosidades que mostram a importância e o impacto dessa iniciativa: 

1. Uma data oficial no calendário nacional 

Instituído pela Lei Federal nº 11.657, de 16 de abril de 2008, o DNCL é uma data oficial que reconhece o esforço conjunto de agricultores, indústria, canais de distribuiçao  e poder público na destinação correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Além disso, o DNCL também está instituído no calendário regional de várias cidades, impulsionando ações de conscientização ambiental a partir da realidade local. 

Ação do DNCL 2024 em Nova Mutum – MT

2. Mais de 800 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente 

Desde 2002, o Sistema Campo Limpo já destinou mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias de forma ambientalmente correta, consolidando o Brasil como referência mundial em logística reversa no setor agrícola. Isso é motivo de comemorar! 

3. Quem move tudo isso são pessoas engajadas 

Para cada etapa do processo de logística reversa das embalagens vazias, estão agricultores, técnicos, recicladoras, educadores, estudantes, cooperativas, fiscais e distribuidores. Em 2025, a campanha do DNCL valoriza esses participantes: os protagonistas de um agro mais responsável. 

Agricultores Homenageados no DNCL 2024 em Rosário – BA

4. Transformando resíduos em novos produtos 

O índice de reciclagem das embalagens vazias que são transformadas é de 95%. O trabalho é feito por meio de 10 recicladoras parceiras do Sistema Campo Limpo, que transformam as embalagens vazias que retornam à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos, como conduítes, tubos de esgoto e outros artefatos, reduzindo a extração de recursos naturais e promovendo a economia circular. No total, são 38 artefatos homologados.  

5. Participação ativa das comunidades 

O DNCL é celebrado em mais de 100 cidades brasileiras, com ações que envolvem agricultores, revendas e cooperativas, recicladoras, educadores, estudantes e autoridades locais, promovendo a conscientização ambiental e o engajamento comunitário. 

Ação DNCL 2024 em Formosa – GO

6. Reconhecimento internacional 

O Sistema Campo Limpo é considerado um dos programas de logística reversa mais eficientes do mundo, servindo de modelo para outros países na gestão de resíduos sólidos e na promoção da sustentabilidade no campo. 

7. “Por um destino melhor”: um compromisso coletivo 

A nova assinatura do Sistema Campo Limpo, adotada em 2025, simboliza o compromisso contínuo com a responsabilidade socioambiental e a construção de um futuro mais sustentável para todos os envolvidos na cadeia agrícola. 

O Dia Nacional do Campo Limpo é uma oportunidade para celebrar sobre as conquistas alcançadas na busca por um agronegócio cada vez mais sustentável, contribuindo para um destino melhor para todos.  

Celebre você também o #DNCL2025! Para saber mais, siga o perfil @sistemacampolimpo nas mídias sociais. 

Sistema Campo Limpo é referência internacional em sustentabilidade e logística reversa, afirma especialista em direito ambiental 

Fabrício Soler, advogado e especialista em Direito Ambiental, destaca a organização, a responsabilidade compartilhada e a eficácia do Sistema como inspiração para outras cadeias produtivas 

“A organização, a dinâmica de funcionamento, o financiamento e a operacionalização do Sistema servem como referência para que outros setores se aprimorem, inclusive os que ainda serão regulamentados nos próximos anos.” 
Fabrício Soler

O Sistema Campo Limpo se consolidou como um dos mais bem-sucedidos modelos de logística reversa do mundo. Trata-se de um mecanismo eficaz de destinação ambientalmente adequada de embalagens vazias de defensivos agrícolas, que representa um exemplo de responsabilidade compartilhada entre os diversos elos da cadeia produtiva, conforme destaca Fabrício Soler, advogado especialista em Direito Ambiental, professor e consultor em sustentabilidade, com ampla atuação em políticas públicas e marcos regulatórios de resíduos sólidos

Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, Soler analisou os diferenciais, os marcos normativos e os aprendizados que fazem do Sistema Campo Limpo uma referência dentro e fora do Brasil. 

Um modelo nacional de impacto global 

Para Soler, o grande diferencial do Sistema Campo Limpo está na sua capacidade de reunir, de forma coordenada e eficiente, os princípios da economia circular, da responsabilidade compartilhada e da logística reversa. O resultado é uma estrutura sólida, com mais de 400 unidades de recebimento espalhadas por todo o território nacional, e com um índice de recebimento superior a 90% das embalagens vazias de defensivos agrícolas, taxa que coloca o Brasil na liderança mundial da sustentabilidade agrícola. 

“O Sistema demonstra uma organização exemplar na gestão ambientalmente adequada das atividades de coleta, armazenamento, tratamento e destinação final, incentivando inclusive a produção de novas embalagens com conteúdo reciclado”, pontua Soler. 

Responsabilidade compartilhada e base legal sólida 

Segundo o especialista, o sucesso do programa que é referência está diretamente relacionado à forma como o conceito de responsabilidade compartilhada, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é colocado em prática. Agricultores, canais de distribuição, fabricantes e a indústria exercem papéis complementares que garantem a eficiência da operação. 

“A participação ativa dos agricultores, que realizam a tríplice lavagem e o transporte das embalagens as unidades de recebimento aliada à atuação coordenada do inpEV e das indústrias associadas, garante que a responsabilidade pelo ciclo de vida das embalagens seja efetivamente compartilhada, e não apenas concentrada em um único agente”, destaca. 

No aspecto jurídico, Soler enxerga o Sistema Campo Limpo como um norte para outras cadeias que enfrentam o desafio da logística reversa. “A organização, a dinâmica de funcionamento, o financiamento e a operacionalização do Sistema servem como referência para que outros setores se aprimorem, inclusive os que ainda serão regulamentados nos próximos anos.” 

Inspiração para outras cadeias produtivas 

Ao ser questionado sobre os aprendizados que o Sistema Campo Limpo pode oferecer a outros segmentos, Fabrício Soler foi direto: a articulação e o engajamento entre os diversos agentes da cadeia são o ponto-chave. 

“Muitos sistemas de logística reversa ainda não conseguem envolver todos os elos da cadeia, concentrando esforços apenas no fabricante. O Sistema Campo Limpo mostra que é possível operar de forma integrada, com um modelo de governança eficiente, por meio de uma entidade sem fins lucrativos, que reúne credibilidade técnica e compromisso ambiental.” 

Sistema Campo Limpo é destaque em evento da ABIPLAST sobre inovação e circularidade no setor plástico 

Marilene Iamauti, gerente de sustentabilidade do inpEV, apresentou dados do Sistema Campo Limpo que reforçam o compromisso dos elos da cadeia agrícola com a logística reversa das embalagens vazias no Brasil 

Marilene Iamauti - evento ABIPLAST

Na manhã do dia 25 de junho, a sede da CNI em São Paulo recebeu o workshop “Descomplicando o Plástico: um workshop para jornalistas”, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST). Com o objetivo de qualificar a cobertura jornalística sobre a cadeia do plástico no Brasil, o evento reuniu jornalistas, especialistas, cientistas e apresentou cases empresariais para confirmar dados, esclarecer mitos e dar visibilidade para iniciativas que aliam sustentabilidade e inovação.

Entre os destaques do painel “Casos Reais: Inovação e Circularidade – Quem Está Fazendo Acontecer”, a participação do Sistema Campo Limpo (SCL) chamou a atenção dos jornalistas presentes pela robustez e abrangência do programa. Representando o inpEV, Marilene Iamauti, gerente de Sustentabilidade e porta-voz da indústria no SCL, apresentou os resultados que posicionam o Sistema como uma referência global em logística reversa de embalagens vazias.

“O plástico está em nossa vida de forma intensa. Precisamos de modelos circulares eficazes para lidar com essa realidade e o Sistema Campo Limpo mostra que isso é possível, com escala, rastreabilidade e compromisso multissetorial”, destacou Marilene durante sua fala.

Um modelo de circularidade concreto e replicável

Desde 2002, o SCL já destinou corretamente mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, das quais cerca de 95% são recicladas, dando origem a produtos como a Ecoplástica®, a Ecocap®, componentes para infraestrutura e transporte, além de outros artefatos homologados como tubos para esgoto e postes de sinalização.

O restante é encaminhado à incineração ambientalmente controlada. A operação cobre todo o país com 411 unidades de recebimento fixas e mais de 4.000 ações itinerantes por ano, promovendo acesso e inclusão de agricultores em todos os estados.

A força do setor e seus desafios: os números do plástico no Brasil

Abrindo o evento, Marcos F. Nascimento, economista-chefe da ABIPLAST, apresentou dados atualizados do setor de transformação e reciclagem de plásticos no Brasil:

  • A cadeia produtiva reúne mais de 14,1 mil empresas, responsáveis por 378 mil empregos diretos, sendo o 4º maior empregador da indústria de transformação brasileira;
  • Em 2023, foram produzidas 7 milhões de toneladas de produtos plásticos, com 939 mil toneladas recicladas mecanicamente;
  • O setor reciclou 24,3% das embalagens plásticas descartadas no país e reinseriu 20,6% dos resíduos plásticos ao mercado na forma de resinas pós-consumo;
  • Apesar do avanço na circularidade, o setor ainda enfrenta um mercado concentrado e protegido, além de desafios relacionados ao Custo Brasil e à imagem pública do plástico.

Esses dados reforçaram o contexto no qual iniciativas como o Sistema Campo Limpo ganham ainda mais relevância por mostrarem caminhos viáveis, eficientes e já implantados para a circularidade.

Participação de peso e diálogo com a ciência

O workshop foi dividido em dois blocos principais. O primeiro apresentou painéis conceituais e técnicos com nomes de referência como:

  • Marcos do Nascimento (ABIPLAST) – panorama do setor;
  • Eloisa Garcia (ITAL) – o papel da ciência nas embalagens sustentáveis;
  • Anderson Maia (SENAI-SP) – debate entre mitos e evidências sobre o plástico.

Na sequência, o painel de casos reais destacou práticas efetivas implementadas por:

  • ADS Tigre – reciclagem de tubos;
  • Valgroup – soluções em filmes flexíveis reciclados;
  • inpEV – logística reversa agrícola via Sistema Campo Limpo;
  • ABIPLAST – com o programa Recircula Brasil e a Rede pela Circularidade do Plástico

Educação ambiental e compromisso com o futuro

Durante sua apresentação, Marilene também abordou os avanços em educação ambiental e corresponsabilidade. O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, programa do SCL, já impactou 2,8 milhões de alunos e professores, promovendo conscientização e educação ambiental sobre resíduos sólidos.

Além disso, na oportunidade, a gerente de sustentabilidade falou ainda sobre a nova assinatura institucional do programa. Por um destino melhor”, nova campanha do Sistema, define o compromisso da cadeia agrícola com a sustentabilidade, a corresponsabilidade e a construção de soluções de longo prazo para o uso de plásticos no agronegócio.

Formação de professores do PEA Campo Limpo 2025 engaja educadores em 16 estados brasileiros

Iniciativa de educação ambiental do Sistema Campo Limpo reúne mais de 870 professores e coordenadores pedagógicos em formações presenciais e online com foco em clima, sustentabilidade e cidadania

Em 2025, o Programa de Educação Ambiental Campo Limpo (PEA) mostrou que educar sobre sustentabilidade deve ser uma experiência envolvente, transformadora e cheia de propósito. Comemorando 16 anos de trajetória, o programa traz nesta edição o tema Mudanças Climáticas, abordado sob a ótica da responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos sólidos. Ao longo das formações realizadas neste primeiro semestre, 877 educadores mergulharam em conteúdos sobre meio ambiente, clima e cidadania sempre com entusiasmo contagiante.

Formação em Campo Grande (MS)

Foram três encontros presenciais marcantes, em Campo Grande (MS), Carazinho (RS) e Passo Fundo (RS), reunindo professores e coordenadores pedagógicos de diversas escolas, em sua maioria da rede pública. No total, mais de 100 municípios de 16 estados se conectaram ao propósito do programa, somando-se também aos que participaram da formação de professores online ao vivo, com especialistas e atividades interativas.

Formação virtual

Em todas as modalidades, a participação foi calorosa. Os relatos de quem esteve presente revelam a força e o engajamento do encontro entre educação e sustentabilidade:

“Não conhecia o Programa e pensei que seria mais uma daquelas formações chatas […] mas me surpreendi com o PEA Campo Limpo! Fiquei encantada com a organização. Parabéns aos organizadores. Quero bis!”

— Educadora de Passo Fundo (RS)

“Excelente e esclarecedora a formação, meus alunos estão super empolgados nas atividades.”
— Professor de Carazinho (RS)

“Simplesmente perfeito. Tem que contar para todo mundo, para o mundo mudar.”
— Participante da formação virtual

Formação de professores
Formação em Carazinho (RS)

O conteúdo apresentado, como o jogo “Amigos do Clima”, sequências didáticas e propostas práticas foi apontado como um verdadeiro aliado em sala de aula, alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Educadores destacaram a facilidade de aplicar os temas propostos, promovendo o engajamento dos estudantes em projetos significativos.

As formações também contaram com a condução da especialista Sheila Ceccon, pedagoga, mestre em educação e referência nacional em projetos de formação de professores com foco em sustentabilidade e cidadania, que trouxe dinâmicas participativas e reflexões potentes para os encontros. Um dos momentos mais marcantes foi a atividade voltada para o concurso de Desenho e Redação 2025 — “Repórter do Clima”, que tem como proposta estimular crianças a observarem e refletirem sobre as mudanças climáticas em suas comunidades. A dinâmica ajudou os educadores a se familiarizarem com a proposta do concurso e a planejarem sua aplicação em sala de aula. Os trabalhos dos alunos poderão participar da Etapa Local e, posteriormente, da Etapa Nacional, celebrada no mês de outubro fortalecendo o protagonismo infantojuvenil na construção de soluções para o planeta.

Outro ponto alto foi a presença dos coordenadores pedagógicos, que representaram cerca de 15% dos participantes. Com seu papel de multiplicadores do saber, eles ampliarão ainda mais o alcance das formações dentro das escolas.

Com programa de boas práticas agrícolas e investimento em tecnologias, IHARA contribui para um setor produtivo e sustentável

Empresa de origem japonesa, integrante do Sistema Campo Limpo, investe em tecnologia de ponta, pesquisa, desenvolvimento e inovação para reforçar seu compromisso com o agricultor e com a responsabilidade ambiental

Andrea Rodrigues, gerente de registro da IHARA
Andrea Rodrigues, gerente de registro da IHARA

Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, Andrea Rodrigues, gerente de registro da IHARA, empresa brasileira e especializada em pesquisa e desenvolvimento de soluções para agricultura, fala sobre a importância da sustentabilidade como pilar de desenvolvimento para o futuro da agricultura no Brasil e apresenta iniciativas que estão sendo desenvolvidas pela companhia.

A executiva também ressalta o orgulho de fazer parte do Sistema Campo Limpo e comenta sobre a importância de programas de educação e conscientização no campo.

Confira a entrevista:

  1. Com 60 anos, a IHARA tem uma história sólida e é reconhecida por ser uma empresa inovadora. Como você avalia o papel da inovação na promoção de boas práticas agrícolas no campo?

A IHARA segue direcionando todo o seu potencial em tecnologias sustentáveis, produtivamente eficientes e ambientalmente seguras, trazendo moléculas cada vez mais modernas, desenvolvidas no Japão, porém adequando-as à realidade da agricultura brasileira. Essas novas moléculas contribuem para que possamos desenvolver formulações mais concentradas e com menor dose de aplicação, sendo seletivas e de baixo impacto ambiental. Isso resulta também na redução dos custos logísticos, otimização de espaço de armazenamento e menor retorno de embalagens. Além disso, as bulas dos nossos produtos estão cada vez mais amplas para controlar o maior número de alvos de uma única vez, com o objetivo de alcançar o máximo potencial produtivo e reduzir o número de entradas nas lavouras. Estamos também investindo em produtos biológicos, que contribuem com os químicos em um manejo cada vez mais integrado, eficiente e racional.

  • Quais iniciativas internas ou externas da IHARA se destacam na promoção de uma agricultura mais responsável e ambientalmente equilibrada?

Nossa prioridade é garantir que os agricultores utilizem defensivos agrícolas de maneira correta e segura, respeitando as boas práticas, dosagens recomendadas e empregando Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Para isso, realizamos diversos treinamentos de conscientização para nossos clientes durante todo o ano. Na indústria, priorizamos o uso responsável dos recursos naturais, com foco no tratamento da água utilizada nos processos, na redução das emissões de CO₂ e na destinação adequada dos resíduos. Também buscamos reduzir constantemente os índices por unidade produzida. Anualmente, a IHARA publica um relatório de sustentabilidade, baseado em quatro pilares: garantir o uso correto dos produtos e proteger o agricultor, reduzir as emissões de CO2 e diminuir os resíduos e o consumo de água de nossos processos, além de destinar e tratar corretamente tanto o resíduo quanto a água.

  • Na sua visão, qual é a importância da conscientização de agricultores sobre o descarte correto de embalagens vazias de defensivos agrícolas? Como a IHARA contribui para esse trabalho de conscientização no campo?  

A conscientização sobre o descarte correto de embalagens vazias de defensivos agrícolas é essencial para a segurança do trabalhador rural, a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade da cadeia do agronegócio como um todo. É fundamental que os agricultores tenham acesso contínuo a informação, orientação e estrutura para realizar esse processo de forma segura e responsável, dentro das boas práticas agrícolas. Nesse contexto, a IHARA contribui por meio de iniciativas como o programa Cultivida, criado em 2012, que incentiva o uso correto e seguro dos defensivos, promove treinamentos sobre o uso de EPIs e aborda temas como tecnologia de aplicação e destinação adequada de embalagens.

  • O Sistema Campo Limpo é referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Como a IHARA se conecta com o Sistema e como essa parceria reforça os compromissos da empresa com a responsabilidade ambiental?

A IHARA se orgulha de ser integrante do Sistema Campo Limpo e reconhece a importância da logística reversa como parte essencial do compromisso com a responsabilidade ambiental. Essa parceria garante que as embalagens vazias de nossos produtos tenham a destinação correta, evitando impactos ao meio ambiente e promovendo a sustentabilidade no campo. Um exemplo concreto desse compromisso é a nossa fábrica de embalagens, localizada em Sorocaba (SP), onde parte das bombonas produzidas são feitas com material reciclado proveniente do próprio Ssistema. Ao reintegrar essas embalagens recicladas ao nosso processo produtivo, fechamos um ciclo sustentável e reafirmamos nosso papel ativo na construção de uma agricultura mais segura, responsável, sustentável e alinhada com as melhores práticas ambientais.

  • A IHARA participa ou apoia alguma ação ou programa voltado para a educação ambiental? Pode compartilhar algum exemplo?

Sim. Desde 2012, a IHARA desenvolve o programa Cultivida, com o objetivo de incentivar o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas, especialmente entre pequenos e médios produtores. A iniciativa vem, desde então, promovendo a doação de EPIs e oferecendo treinamentos sobre temas fundamentais, como uso seguro de defensivos, tecnologia de aplicação, descarte adequado de embalagens e boas práticas no campo.

O programa reflete os valores da IHARA — Cuidar do Nosso Planeta, Nosso País, Nossa Gente e Servir com Excelência os Clientes — e reforça nosso compromisso com o uso responsável dos produtos, principalmente em regiões onde o trabalho no campo é feito por famílias e pequenos agricultores, que merecem suporte e orientação para garantir mais segurança e sustentabilidade na produção.

  • Fale um pouco mais sobre o programa Cultivida.

O Programa Cultivida é um programa amplo e que existe há 13 anos. Foi dividido em duas grandes etapas. A primeira teve início em 2012. Nos primeiros cinco anos, nós visitamos 21 municípios brasileiros, de diferentes regiões, com o foco em pequenos e médios produtores rurais, com áreas de frutas, legumes e verduras. O objetivo foi realizar um levantamento completo e contamos com uma equipe de apoio da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com a liderança professor doutor Ângelo Zanaga Trapé, que é médico toxicologista e nos auxiliou na parte de capacitação técnica de saúde, bem como na avaliação das condições de saúde da população rural envolvida com atividades agrícolas. Na ocasião, nenhum caso de intoxicação ou outro problema foi constatado.

Além disso, ministramos treinamentos sobre diversos temas relacionados ao uso correto e seguro dos defensivos e EPI´s, tecnologia de aplicação, destinação final de embalagens, dentre outros, beneficiando 5.366 profissionais da agricultura e capacitando cerca de 2 mil agentes de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as cidades que passávamos. Ainda nessa primeira fase, levamos entretenimento para as famílias, sempre com o tema de boas práticas agrícolas, em dois dias de evento, que também reunia os profissionais de saúde local. 

Desde 2017, quando iniciamos a segunda fase, o programa distribui gratuitamente EPI´s, além de levar informações e promover treinamentos sobre aplicação, uso correto e seguro, boas práticas agrícolas e demais temas de interesse. Ao todo já foram entregues por meio do programa mais de 2 milhões de EPIs, beneficiando milhares de agricultores.

  • A missão da IHARA é contribuir para que a produtividade da agricultura continue a alimentar e mover o mundo. Sabendo que a produtividade no campo está diretamente ligada à sustentabilidade, como vocês equilibram produtividade com sustentabilidade nas soluções que oferecem aos produtores rurais?

Na IHARA, acreditamos que produtividade e sustentabilidade caminham juntas. Nosso foco é desenvolver soluções inovadoras com diferentes modos de ação, especialmente adaptadas à realidade de um país tropical como o Brasil, onde o clima favorece o maior número de ciclos de pragas, doenças e plantas daninhas ao longo do ano. A aplicação repetida de produtos com o mesmo modo de ação favorece o surgimento de resistências, comprometendo a eficiência no campo. Por isso, investimos constantemente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer tecnologias que contribuam com o manejo de resistência, auxiliando o produtor a proteger sua lavoura de forma eficaz, segura e sustentável — sempre respeitando o meio ambiente e garantindo o uso responsável dos defensivos. Dessa forma, conseguimos equilibrar alta produtividade no campo com boas práticas que respeitam o meio ambiente e promovem a sustentabilidade ao longo de toda a cadeia agrícola.

  • Por fim, olhando para o futuro da agricultura no Brasil, quais são os compromissos da IHARA para continuar contribuindo de forma ativa com um setor produtivo e sustentável?

Com o crescimento da população mundial e a consequente demanda por mais alimentos, a agricultura seguirá como um setor estratégico nessa equação. No entanto, o aumento da resistência de pragas, doenças e plantas daninhas aos defensivos atualmente disponíveis representa um desafio crescente para produtores e para a indústria. Diante desse cenário, a IHARA mantém o compromisso de investir continuamente em inovação tecnológica, desenvolvendo soluções mais eficazes, seguras e sustentáveis. Sempre com o foco no meio ambiente. Isso inclui o avanço em novas formulações químicas, o uso de biotecnologia e o incentivo à adoção do manejo integrado, sempre com foco em proteger o potencial produtivo das lavouras e contribuir para uma agricultura cada vez mais responsável e eficiente.

  • Espaço aberto para considerações finais.

A IHARA reforça seu compromisso com o agricultor brasileiro, que é a razão da nossa existência, investindo em inovação, segurança e sustentabilidade. Acreditamos que o futuro da agricultura passa pelo uso consciente da tecnologia e por soluções que aliam produtividade, responsabilidade ambiental e respeito à vida no campo.

ADICER: 25 anos promovendo sustentabilidade e boas práticas no agro mineiro com o Sistema Campo Limpo

Associação do Cerrado de Minas reforça seu compromisso na logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas e colabora ativamente com os resultados dentro do Sistema Campo Limpo

ADICER - boas práticas

A Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Cerrado (ADICER) completou recentemente 25 anos de história fortalecendo o agronegócio mineiro com foco em representatividade, ética e responsabilidade ambiental. Fundada em 1999, em um cenário de crise econômica e desafiador, a ADICER surgiu como uma resposta coletiva para unir esforços, garantir segurança regulatória e fortalecer seus associados. Hoje, representa 66 empresas com 145 unidades espalhadas pelo Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Norte e Noroeste de Minas Gerais, consolidando-se como referência em articulação institucional, desenvolvimento sustentável e sendo parte integrante do Sistema Campo Limpo para promover a correta destinação das embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Com uma atuação marcada pela inovação e compromisso ambiental, a ADICER se destaca pelo seu sistema estruturado de logística reversa e por programas educacionais como o Campo Legal e o Passo Agro. Além de mobilizar o setor em prol de boas práticas, também busca inspirar as novas gerações de profissionais e produtores rurais comprometidos com um agronegócio mais sustentável. Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, Daniel Martins de Oliveira, presidente executivo da associação, conta um pouco sobre essa trajetória e trabalho desenvolvido.

Confira abaixo o bate-papo:

1- A ADICER completou 25 anos de atuação. Quais os marcos dessa trajetória você destaca como mais importantes para o setor agrícola?

Ao longo desses 25 anos, nossa maior conquista foi unir forças para representar com firmeza os interesses dos nossos associados. A criação da ADMinas Plus, por exemplo, ampliou nossa representatividade junto aos órgãos públicos e fortaleceu a atuação em defesa do setor. Além disso, desenvolvemos ações estruturantes como a logística reversa, que hoje garante o recolhimento de mais de 772 toneladas de embalagens por ano, quase metade de tudo que é coletado em Minas Gerais.

2. A logística reversa é uma das frentes mais relevantes da associação. Como esse trabalho é conduzido?

Trabalhamos com uma rede de 14 postos licenciados, estrategicamente localizados para atender as principais regiões produtoras do estado. Além da coleta, seguimos rigorosamente todas as normas ambientais, garantindo que as embalagens vazias tenham destinação correta via Sistema Campo Limpo. Isso é possível graças ao engajamento dos nossos associados, ao investimento contínuo em infraestrutura e ao compromisso com o meio ambiente.

3. A sustentabilidade também aparece em projetos como o Campo Legal e o Passo Agro. Conte um pouco sobre essas ações e seus impactos ao meio ambiente.

O Campo Legal atua na formação de agricultores e técnicos para combater o uso de defensivos ilegais. Já o Passo Agro tem um papel educacional, levando valores como ética, legalidade e responsabilidade técnica para as universidades e instituições de ensino. São ações que geram impacto direto na formação de profissionais e na segurança do setor agrícola.

4. A ADICER também investe no bem-estar de seus colaboradores. Como isso se conecta com a cultura da sustentabilidade?

Acreditamos que sustentabilidade começa dentro de casa. Por isso, garantimos condições de trabalho adequadas, fornecemos EPIs e promovemos treinamentos constantes sobre segurança, meio ambiente e boas práticas operacionais. Esses cuidados refletem nosso compromisso com a responsabilidade social e com a valorização das pessoas que fazem a ADICER acontecer.

5. No ano passado, Minas Gerais foi o 8º estado que mais destinou embalagens vazias de defensivos agrícolas no Sistema Campo Limpo. Sendo 4.403 toneladas e colaborando para os expressivos números de recebimentos. Como vocês avaliam a importância desse trabalho para a sustentabilidade?

Acreditamos que sustentabilidade começa dentro de casa. Por isso, garantimos condições de trabalho adequadas, fornecemos EPIs e promovemos treinamentos constantes sobre segurança, meio ambiente e boas práticas operacionais. Esses cuidados refletem nosso compromisso com a responsabilidade social e com a valorização das pessoas que fazem a ADICER acontecer.

6. O que representa ser um importante elo do Sistema Campo Limpo, o maior programa mundial de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas?

É algo muito importante para nós. Onde a ADICER atua, sempre abrimos portas com o poder público, estabelecemos o Dia Nacional do Campo Limpo nas cidades e também divulgamos o PEA Campo Limpo, para falar sobre educação ambiental. A última cidade a incluir o Dia Nacional do Campo Limpo como atividades oficiais do município, foi a cidade de Buritizeiro-MG e isso é muito importante para a divulgação da sustentabilidade real, que devemos ser ambientalmente corretos e sermos sustentáveis. O produtor faz sua parte e nós estamos aqui para ajudá-los a fazer sua parte. É uma preocupação legitima de ter o campo limpo, tendo em vista a necessidade de sempre aumentar a produtividade, a produção de alimentos, geração de empregos entre outras ações. Além disso, também destaco a propagação do conhecimento e boas práticas por meio de materiais e informativos com orientações aos produtores rurais.

7. Para o futuro, o que podemos esperar da ADICER em relação à sustentabilidade e boas práticas?

Nosso foco está em ampliar ainda mais a eficiência das ações existentes e investir na educação como ferramenta de transformação. Queremos fortalecer o relacionamento com universidades, expandir a cultura da responsabilidade compartilhada e continuar sendo referência em boas práticas no agronegócio brasileiro.

Sistema Campo Limpo compartilha experiência sobre a logística reversa das embalagens vazias no Senagri 2025 

Participação no painel sobre logística reversa no Seminário Nacional sobre Insumos Agropecuários destacou o impacto ambiental positivo e a importância do engajamento e responsabilidade compartilhada entre os elos do setor agrícola 

Crédito: inpEV 

O Sistema Campo Limpo foi um dos destaques do Seminário Nacional sobre Insumos Agropecuários – Senagri 2025, realizado de 10 a 12 de junho no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém (PA). No dia 10 o painel “Logística reversa das embalagens pós-consumo” reuniu especialistas, gestores públicos e representantes do setor para debater os avanços e os próximos desafios da logística reversa no Brasil tendo como exemplo prático a atuação robusta e colaborativa do Sistema Campo Limpo. 

Crédito: inpEV 

O programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, que é referência mundial em sustentabilidade e responsabilidade compartilhada, foi apresentado na ocasião por Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, elo integrante e entidade responsável pela destinação de embalagens vazias do Sistema. Em sua fala, Okamura destacou a importância da articulação entre indústria, revendas, produtores, postos, centrais e recicladoras para garantir uma operação eficaz e transformadora com benefícios diretos para o meio ambiente, a sociedade e os próprios elos da cadeia agrícola. 

“Por um destino melhor”: Compromisso com a sustentabilidade em toda a cadeia. 

Durante o painel no Senagri, o público teve a oportunidade de conhecer como o Sistema Campo Limpo atua em todas as etapas da logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas. Muito além de uma exigência legal, o modelo brasileiro mostra como é possível transformar um dever ambiental em valor compartilhado para todos os envolvidos: Com o campo mais limpo, a terra mais segura, novas oportunidades de reciclagem e ganhos em reputação e eficiência. 

Esse modelo só é possível graças ao esforço conjunto dos mais de 300 parceiros espalhados pelo país. E é esse compromisso coletivo que inspira a assinatura que orienta a comunicação do Sistema: “Por um destino melhor”

Senagri 2025

Da esquerda para a direita: 
Gustavo Pimentel (Coordenador Regional Operacional), Renata Nishio (Gerente de Assuntos Institucionais), Bárbara Kobayashi (Gerente Jurídica), Jair Furlan (Coordenador Regional Institucional), Marcelo Okamura (Diretor-Presidente), Ana Telma Maia (Coordenadora Regional Institucional), Antonio Carlos Pimentel (Gerente de Operações) e Hamilton Flandoli (Coordenador Regional Institucional). 

Evento estratégico em preparação à COP 30 

Promovido pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Senagri 2025 antecipou debates estratégicos que devem ganhar ainda mais relevância durante a conferência mundial do clima, a COP 30, que também será realizada em Belém, no Pará. Entre os temas em pauta estiveram bioinsumos, agropecuária digital, defesa agropecuária e segurança alimentar. 

A programação contou ainda com a presença do ex-ministro de Estado Aldo Rebelo, que discutiu o papel da Amazônia na geopolítica global. Nesse cenário de grandes transformações, a presença do Sistema Campo Limpo no evento reforça sua contribuição concreta para o futuro do campo, com sustentabilidade, inovação e compromisso com todos os elos da cadeia

6 motivos para ter orgulho do agronegócio brasileiro quando o assunto é sustentabilidade

Muito além da produção: dados e ações que mostram o campo como exemplo de responsabilidade ambiental.

O agronegócio brasileiro vai muito além da produção de alimentos. Quando o assunto é sustentabilidade, o campo tem mostrado que é possível unir eficiência produtiva, responsabilidade ambiental e transformação social. Com dados sólidos, ações coordenadas e compromisso com o meio ambiente, o setor se tornou exemplo dentro e fora do país. A seguir, você confere seis razões para ter orgulho dessa trajetória.

1. O Brasil tem o maior programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas do mundo

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Crédito: inpEV

Em 2024, o Brasil superou em 29% a meta nacional de destinação de embalagens vazias, com 68.589 toneladas corretamente encaminhadas segundo o Relatório de Sustentabilidade do inpEV. Isso só foi possível graças ao engajamento de todos os elos da cadeira agrícola que integram o Sistema Campo Limpo, além da estrutura capilar: 411 unidades fixas, mais de 4 mil operações itinerantes e 18 mil caminhões percorrendo 7,6 milhões de quilômetros em 25 estados. Desde 2002, já foram retiradas do meio ambiente mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias, consolidando o Brasil como referência mundial em logística reversa agrícola e contribuindo para um campo limpo livre de contaminações.

2. Embalagens que seriam descartadas viram novos artefatos

artefatos
Crédito: inpEV

A sustentabilidade no agronegócio não para na coleta. As embalagens, depois de lavadas, inutilizadas e devolvidas, são recicladas e transformadas em artefatos utilizados em diferentes setores da indústria, como conduítes, postes plásticos e peças de baterias. Mais de 90% das embalagens primárias recebidas pelo Sistema são recicladas, o que fecha o ciclo da economia circular e ainda reduz a extração de matéria-prima virgem. É a transformação de um resíduo em recursos reutilizáveis.

3. O produtor rural é essencial na sustentabilidade

produtor rural agronegócio
Crédito: inpEV

Por trás de cada dado do Sistema Campo Limpo está o envolvimento direto dos agricultores. Mais de 230 mil produtores rurais estão engajados no processo, seguindo orientações como a tríplice lavagem, a devolução no prazo legal e a separação correta das embalagens. Esse protagonismo mostra que, além de produzir com eficiência, o agronegócio brasileiro também entrega compromisso com o meio ambiente e com a saúde das próximas gerações.

4. O campo brasileiro preserva mais do que muita gente imagina

agronegócio
Shutterstock

De acordo com a Embrapa Territorial, os imóveis rurais no Brasil mantêm 282,8 milhões de hectares de vegetação nativa — o equivalente a 33,2% do território nacional. Em média, 49,4% da área dos imóveis rurais cadastrados no CAR (Cadastro Ambiental Rural) permanece com cobertura vegetal. Já a Forbes Agro aponta que os produtores rurais preservam cerca de 120 milhões de hectares em Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais, o que supera toda a área das Unidades de Conservação públicas do país. Esses números ajudam a desconstruir estigmas e mostram que produção e preservação caminham juntas.

5. O modelo brasileiro de reciclagem agrícola inspira o mundo

Dia Nacional do Campo Limpo
Crédito: inpEV

A eficiência do Sistema Campo Limpo já ultrapassou as fronteiras do país. O modelo brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua rastreabilidade, capilaridade e impacto ambiental positivo, sendo estudado por instituições de diversos países como referência em logística reversa no setor agrícola. Aqui dentro, essa consciência também cresce e se celebra. Criado oficialmente em 2008, o Dia Nacional do Campo Limpo mobiliza diferentes elos da cadeia e, em 2024, reuniu mais de 74 mil pessoas em 133 municípios, por meio de ações educativas e comunitárias que reforçam o compromisso coletivo com a sustentabilidade no campo.

6. Sustentabilidade que começa com educação

PEA Campo Limpo
Crédito: inpEV

Responsabilidade ambiental também se aprende. O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo completou 15 anos em 2024 com mais de 2,8 milhões de estudantes impactados desde sua criação. Só no último ano, foram 294 mil alunos, 695 professores e mais de 3 mil escolas envolvidas.

Além disso, o 1º Desafio Universitário, feito em parceria com a Enactus Brasil, incentivou jovens do ensino superior a desenvolverem soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Porque quem aprende a cuidar do planeta desde cedo, leva essa consciência para a vida toda.

O agronegócio brasileiro mostra, com números e ações coletivas, que é possível produzir mais conservando o meio ambiente. Do campo à escola, da propriedade à política pública, o setor avança com protagonismo em soluções sustentáveis e em colaboração com todos os elos da cadeia.

O Sistema Campo Limpo é símbolo desse movimento: um modelo que transforma resíduos sólidos em valor, educação em legado e responsabilidade em ação. Esse trabalho coletivo mostra que sustentabilidade no campo é realidade e pode ir ainda mais longe com o engajamento de todos.

Quer acompanhar de perto como esse compromisso acontece na prática? Siga o Sistema Campo Limpo nas redes sociais e fique por dentro de histórias, resultados e iniciativas que mostram que estamos, todos os dias, atuando por um destino melhor.

Educação, engajamento e sustentabilidade: como o Sistema Campo Limpo transforma o campo no Mato Grosso do Sul 

Semana do Meio Ambiente destaca soluções concretas para um agro mais responsável. No MS, o SCL inspira pelas ações com escolas, agricultores e cooperativas. 

Semana do Meio Ambiente
Crédito: inpEV

Na Semana do Meio Ambiente, celebrada anualmente na primeira semana de junho, o foco volta-se para iniciativas que realmente transformam práticas e mentalidades em favor da sustentabilidade. No campo, o Sistema Campo Limpo (SCL) é um dos maiores exemplos de como o Brasil une tecnologia, educação e logística reversa para enfrentar os desafios ambientais do agronegócio. E no Mato Grosso do Sul, esse movimento ganha força com o apoio de lideranças locais, como Gervasio Kamitani, presidente da Copasul.

Gervasio Kamitani

“O mais importante é mostrar desde cedo, nas escolas, como a agricultura pode ser sustentável. As crianças aprendem e repassam para os pais. Isso muda a mentalidade no campo”, afirma Kamitani, que lidera uma das maiores cooperativas do estado e também é presidente da Associação Nipo-Brasileira de Naviraí.

Um programa com impacto real

O Sistema Campo Limpo é referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Criado em 2002, o programa já destinou corretamente mais de 800 mil toneladas, desde 2002. Em 2024, os resultados foram históricos: 68.589 toneladas de embalagens foram devolvidas e destinadas, superando em 29% a meta prevista para o ano.

Além disso:

  • Foram realizados mais de 4.000 eventos de recebimento itinerante, que ampliam o acesso de pequenos produtores rurais ao programa;
  • 294 mil alunos participaram de ações do Programa de Educação Ambiental (PEA), que leva conteúdos sobre sustentabilidade às escolas rurais e urbanas;
  • A operação envolveu 18 mil caminhões, que percorreram 7,6 milhões de km, garantindo rastreabilidade e segurança.

 Sustentabilidade que começa com educação

Na região de Naviraí, MS, a Copasul foi pioneira ao apoiar a instalação de uma central de recebimento de embalagens, que foi inaugurada em 2018 — passo decisivo para fortalecer a conscientização ambiental entre os cooperados. Hoje, a cooperativa ainda colabora com o Sistema na organização de recebimentos itinerantes e na promoção de parcerias com escolas.

“O Sistema Campo Limpo mostra que agricultura e preservação podem andar juntas. Os agricultores já entendem que cuidar do solo e da água é também proteger sua própria produção”, reforça Kamitani.

Essa mudança de mentalidade também se reflete na nova geração de produtores e produtoras:

“Eles já vêm com essa consciência. Não precisamos mais pedir. Eles sabem o que pode e o que não pode ser feito”, completa o líder rural.

Um exemplo de economia circular no agro

O Sistema Campo Limpo representa um modelo de responsabilidade compartilhada, onde cada elo – produtor, indústria, revenda, recicladora e poder público – tem um papel definido. A nova campanha, “Por um destino melhor reforça a união de esforços em torno de um agro mais consciente e conectado com os compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG). A presença em todos os estados brasileiros e no DF também reforça sua capilaridade e impacto.

Semana do Meio Ambiente: reforçando o compromisso coletivo

A Semana do Meio Ambiente é mais do que uma data simbólica, é um chamado à ação. E o Sistema Campo Limpo responde com resultados, especialmente onde mais importa: no dia a dia de quem vive do campo.

Com ações de educação, coleta, reciclagem e mobilização, o Sistema segue mostrando que é possível produzir com responsabilidade, preservar com consciência e crescer com sustentabilidade.