Por trás de 900 mil toneladas estão mais de 20 anos de cooperação, milhões de pessoas envolvidas e um compromisso coletivo por um destino melhor.
900 mil toneladas.
Pode até parecer “só um número”, mas ele carrega mais de 20 anos de trabalho coletivo, milhões de pessoas envolvidas e um impacto ambiental que coloca o Brasil como maior referência global em logística reversa agrícola.
Quer entender por que esse marco é tão importante? A gente te conta em 10 pontos
1- 900 mil toneladas: um número que muda a história da sustentabilidade no agro
Desde 2002, o Sistema Campo Limpo já garantiu a destinação ambientalmente correta de mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
É um resultado construído ao longo do tempo, com escala nacional, e que consolida o Brasil como referência mundial em logística reversa. Trata-se de um desafio ambiental resolvido e que gera, além da sustentabilidade e preservação do meio ambiente, empregos e educação ambiental.
O crescimento de cerca de 11% em relação a 2024 mostra que o modelo segue forte, consistente e em evolução. Fruto do engajamento e do investimento consrtante em melhorias.
3- Esse resultado tem nome e sobrenome: responsabilidade compartilhada
Nada disso acontece sozinho.
O Sistema Campo Limpo funciona porque todos os elos da cadeia assumem sua parte: agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público.
A obrigação legal e o senso de pertencimento promovem a colaboração na prática, com resultado mensurável, que permite o agronegócio brasileiro mostrar ao mundo um modelo eficiente e de impacto real.
4 – O agricultor é peça fundamental desse marco
Tudo começa no campo.
A preparação correta das embalagens após o uso, incluindo a tríplice lavagem, é fundamental para garantir segurança, viabilizar a reciclagem e manter o Sistema funcionando de forma eficiente. O agricultor é a ponta final do Sistema e possui participação importante para que o ciclo se feche.
5 – 100% das embalagens vazias seguem o caminho certo
Hoje, todas as embalagens vazias destinadas pelo Sistema Campo Limpo recebem destinação ambientalmente correta.
E mais:
92% são recicladas
o restante segue para rotas ambientalmente seguras, como coprocessamento e incineração
Nada fica sem controle.
6 – Economia circular que sai do discurso e vira realidade
As embalagens recicladas retornam à cadeia produtiva: ou como novas embalagens ou como um dos 38 artefatos homologados, que podem ser até postes de sinalização para o trânsito ou tubos para esgoto. É o ciclo se fechando com segurança, rastreabilidade e impacto ambiental e social positivo.
7 – Um sistema que funciona do Oiapoque ao Chuí
O Brasil é continental e o Sistema Campo Limpo foi desenhado para isso. Hoje, ele conta com:
411 unidades de recebimento
mais de 256 associações de revendas e cooperativas
ações de Recebimentos Itinerantes, que ampliam o acesso em regiões mais remotas
Resultado: mais de 2 milhões de propriedades rurais impactadas.
8 – Sustentabilidade que acompanha onde o agro acontece
O volume de embalagens vazias destinadas corretamente cresce junto com a produção agrícola nacional.
Onde o agro é forte, a adesão às boas práticas ambientais também é mostrando que produtividade e sustentabilidade caminham juntas no campo brasileiro.
9 – Quer visualizar melhor esse número gigante?
As 900 mil toneladas equivalem, aproximadamente, ao peso de 2 milhões de bois de 450 kg. Agora dá para sentir o tamanho real desse marco, né?
10 – Um resultado que aponta para o futuro
O marco de 900 mil toneladas de embalagens vazias destinadas corretamente mostra que é possível promover a sustentabilidade de forma prática, eficiente e em escala nacional.
O Sistema Campo Limpo possui um compromisso coletivo por um destino melhor para o meio ambiente e para as próximas gerações.
Com quase cinco décadas de atuação no agronegócio brasileiro, a Coopercitrus construiu uma trajetória marcada pelo cooperativismo, pela proximidade com os produtores rurais e pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável. Presente em quatro estados e com mais de 42 mil cooperados, a cooperativa atua de forma integrada em diferentes frentes, que contempla a produção até a comercialização, sempre com foco em governança, inovação e respeito ao meio ambiente.
Integrante do Sistema Campo Limpo, a Coopercitrus tem papel estratégico no fortalecimento da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, contribuindo ativamente para a destinação ambientalmente adequada desses materiais. Confira abaixo a entrevista exclusiva com Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus, que comenta a importância da responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia agrícola e como educação e boas práticas no campo são fundamentais para impulsionar um agro cada vez mais sustentável, alinhado ao propósito de buscar por um destino melhor.
Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus
A Coopercitrus tem uma grande história no agronegócio brasileiro. Como é o trabalho e os principais objetivos da cooperativa atualmente?
A Coopercitrus vai completar 50 anos em 2026 e possui uma história muito importante. Nasceu em Bebedouro e hoje temos uma atuação que ultrapassa o estado de São Paulo. Também estamos presentes em Minas Gerais, Goiás e, há dois anos, em Mato Grosso, com uma unidade em Primavera do Leste.
Somos a maior cooperativa do Brasil em número de cooperados: 42 mil. Trabalhamos com todas as culturas, de forma bastante diversificada, com uma característica importante: mais de 80% da nossa base é formada por produtores de baixa e média escala.
Temos seis unidades de fábricas de rações, silos para grãos, armazéns de café, com expectativa de movimentar 1 milhão de sacas, adquiridas dos cooperados e comercializadas no mercado, além de unidades de revenda de máquinas. Vendemos mais de 1.200 tratores no último ano, implementos agrícolas, defensivos agrícolas, sementes e atuamos fortemente na área de tecnologia agrícola, agricultura de precisão e drones.
Contamos ainda com a nossa fundação, que é o braço ESG, com ações ambientais, recuperação de nascentes de água, aplicativos, além do braço educacional, com parceria com a FATEC e ETEC, e de outros projetos, oferecendo curso superior tecnólogo e curso técnico agrícola. A cooperativa tem um papel social muito importante nas regiões onde atua e temos números que comprovam isso por meio de relatórios e indicadores: onde o cooperativismo é mais forte, os índices de desenvolvimento humano também são mais elevados nos municípios.
O principal objetivo é dar todo o suporte que o produtor precisa, sempre trazendo o contexto ESG para dentro da propriedade, com foco em sustentabilidade, redução de impactos ambientais e boa governança.
Como se dá a participação da Coopercitrus no Sistema Campo Limpo e por que essa parceria é estratégica para fortalecer a logística reversa no campo?
Recebemos mais embalagens do que vendemos, atuando como um verdadeiro hub de logística reversa. Fazemos investimentos constantes para receber todo o mercado em que atuamos.
Temos centrais de embalagens e postos de recebimento em várias cidades. Em 2024, firmamos um comodato com o inpEV, entendendo que se tratava de uma proposta bastante interessante para ajudar na gestão. Credenciamos várias unidades e passamos a atuar de forma conjunta, inclusive com outras empresas parceiras, como a Apamig.
Monitoramos todo o processo de licenciamento ambiental e seguimos esse trabalho de perto, em conjunto com o Instituto. Houve muito investimento no passado e esse foi um passo importante, pois entendemos a relevância de fortalecer as ações do Sistema Campo Limpo.
A proximidade com os agricultores é uma característica das cooperativas. Como funciona essa relação?
No modelo cooperativista, o dono é o cooperado e este entende que a Coopercitrus é a casa dele e espera sempre o melhor, e esse é exatamente o nosso objetivo: colocar o produtor e o agricultor no centro de todas as estratégias.
Essa proximidade acontece de forma natural, porque, a partir do momento em que ele se torna cooperado, existem algumas obrigações, atendimentos a especificações e cadastro, o que já cria uma relação próxima desde o início, inclusive para ajudá-lo nas melhores decisões.
Temos uma fintech que atua como um braço de apoio aos produtores, auxiliando na análise de alternativas financeiras, sucessão e estruturação jurídica, além de orientar sobre o relacionamento com empresas, oferecendo chancela de uma empresa especializada. Isso ajuda o produtor a demonstrar melhor seus resultados, entender sua operação, trabalhar de forma mais eficiente e apresentar números de maneira correta e transparente, garantindo acesso ao crédito e evitando inadimplência.
Além dos cursos já citados, que são noturnos e permitem que produtores e filhos de produtores participem, oferecemos cursos superiores e técnicos. Também temos cursos operacionais: mais de 1.000 operadores de drones certificados, instrutores credenciados e cinco professores aptos a ministrar essas capacitações. Observamos uma grande demanda, especialmente de mulheres, já que o uso de drones na agricultura cresce rapidamente.
Oferecemos ainda cursos para mecânicos, operação de máquinas, capacitação e manutenção nas próprias propriedades. Ao todo, são mais de 32 cursos de curta duração oferecidos por meio da nossa fundação.
Quais ações conjuntas com o Sistema Campo Limpo a Coopercitrus destaca como fundamentais para engajar os produtores e ampliar os impactos positivos para o meio ambiente?
Há um grande histórico de ações nas escolas, grandes eventos, como o Dia Nacional do Campo Limpo, além do engajamento dos produtores e das comunidades para reforçar a importância de manter o campo sem resíduos e sem embalagens, cuidando dos rios e do meio ambiente.
Essas iniciativas começam nas escolas primárias, com crianças, passam pelas unidades filiadas e chegam até grandes eventos, nos quais já lideramos diversas ações para destacar essa importância. São algumas ações conjuntas que realizamos.
O Sistema Campo Limpo celebra o marco das 900 mil toneladas de embalagens vazias destinadas corretamente desde 2002. O que esse número significa para a Coopercitrus?
Significa uma atuação conjunta que mostra resultados e nós estamos juntos desde o início. A Coopercitrus é uma das maiores comercializadoras de insumos e somos referência nesse processo. Ter essa parceria e participar dessa iniciativa é muito importante e gratificante para nós.
Fazemos parte dessa história e ficamos muito contentes e orgulhosos em prestar esse serviço para a comunidade e para os produtores. Trata-se de uma visão de responsabilidade e futuro que existiu há mais de 20 anos, com a criação do Sistema Campo Limpo, e colhemos hoje esses frutos.
O Sistema Campo Limpo adota a assinatura “Por um destino melhor”. Como a Coopercitrus enxerga o futuro dessa participação e quais avanços podem ser esperados em sustentabilidade e boas práticas agrícolas?
Essa assinatura é muito pertinente e feliz, porque, quando pensamos na cadeia de produção agrícola, ela é extremamente complexa. Existem muitas etapas até o produto chegar ao consumidor final.
Os consumidores querem saber cada vez mais de onde vem o alimento, como foi produzido, qual foi o manejo adotado, quais práticas estiveram envolvidas, além de demonstrarem preocupação com governança e sustentabilidade. O produtor, o comprador e o cliente valorizam cada vez mais uma cadeia que monitora esses processos, entrega rastreabilidade e oferece um produto sustentável na ponta.
Entendo que a assinatura “Por um destino melhor” vai além da embalagem: ela fala do destino da produção, do produtor e do próprio agronegócio. É uma mensagem muito interessante, porque o agronegócio brasileiro caminha justamente para esse destino melhor e mais sustentável.
Espaço aberto para considerações finais
Vemos muitos avanços na agricultura e como em tudo no mundo, existem ciclos, alguns de alta e outros de baixa, mas nunca podemos perder de vista o que aprendemos e as práticas que sabemos que são boas para os negócios e para os resultados.
O agricultor, mais do que ninguém, sabe da importância de adotar ações sustentáveis. É um negócio que passa de geração para geração, e vemos novas gerações cada vez mais interessadas no agro e mais engajadas com a sustentabilidade.
O que é um desafio para outros países, o Brasil já vivência de forma positiva: muitos jovens interessados nessa área. Isso fará com que o ciclo continue virtuoso no agronegócio. Para isso, dois pontos são fundamentais: tecnologia e sustentabilidade.
Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo leva o tema “Cuidar é circular” a escolas de todo o Brasil e amplia a consciência ambiental desde a infância
Diante dos crescentes desafios socioambientais, a educação ambiental se consolida como um dos principais caminhos para a formação de cidadãos conscientes, críticos e engajados. No Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado em 26 de janeiro, o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo reafirma seu compromisso com a transformação social ao promover práticas educativas que conectam cuidado, responsabilidade compartilhada e economia circular.
Desenvolvido pelo Sistema Campo Limpo, referência brasileira em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, o PEA Campo Limpo chega à edição de 2026 com o tema “Cuidar é circular”, estimulando reflexões sobre consumo consciente, destinação adequada de resíduos e o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais sustentável.
Educação ambiental como base para a transformação social
A educação ambiental desempenha um papel essencial na sensibilização de crianças e jovens para os desafios ambientais contemporâneos. Ao integrar conteúdos teóricos e atividades práticas, o PEA Campo Limpo contribui para a formação de uma consciência ambiental sólida desde a infância, fortalecendo valores como cuidado, pertencimento e responsabilidade compartilhada.
Voltado a estudantes do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo tem como objetivo conscientizar professores e alunos sobre a gestão adequada dos resíduos sólidos, incentivando mudanças de comportamento que ultrapassam os limites da escola e alcançam famílias e comunidades.
Anualmente, escolas públicas e privadas parceiras do Sistema Campo Limpo recebem kits de educação ambiental desenvolvidos especialmente para apoiar o trabalho pedagógico em sala de aula. Os materiais incluem caderno do professor, pôster temático, jogo colaborativo e outros recursos que facilitam a abordagem dos conteúdos de forma prática, lúdica e interdisciplinar.
Em 2025, o programa envolveu mais de 285 mil alunos em diferentes regiões do país, ampliando o alcance da educação ambiental nas escolas brasileiras. Desde o início da iniciativa, mais de 3 milhões de crianças já participaram das atividades do PEA Campo Limpo, reforçando o papel da escola como espaço de formação cidadã e ambiental.
Alinhamento à BNCC, políticas públicas e economia circular
O PEA Campo Limpo é alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), à Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Na edição de 2026, o programa também incorpora os princípios do Plano Nacional de Economia Circular, lançado em maio de 2025, trazendo para o ambiente escolar discussões atuais sobre produção, consumo e destinação de resíduos.
Essa conexão com políticas públicas fortalece o caráter educativo do programa e contribui para o desenvolvimento de competências previstas no currículo escolar, associadas à sustentabilidade e à cidadania ambiental.
“Cuidar é circular”: da escola para a comunidade
Segundo Fernanda Cardozo, coordenadora de Educação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o tema “Cuidar é circular” amplia o olhar dos estudantes para além da sala de aula, integrando escola, família e comunidade.
“O tema propõe uma abordagem que reforça que o cuidado é um valor coletivo e contínuo. Ao trabalhar conceitos como os 6Rs — repensar, recusar, reduzir, reutilizar, reparar e reciclar —, o programa incentiva o consumo consciente e o sentimento de pertencimento dos estudantes aos seus territórios, tornando-os agentes ativos de transformação”, afirma.
A iniciativa também estimula o protagonismo infantil, incentivando crianças a atuarem como multiplicadoras do conhecimento em seus lares e comunidades, fortalecendo a cidadania ambiental desde cedo.
“O PEA Campo Limpo conecta conhecimento e prática, mostrando que o cuidado começa nas pequenas atitudes do dia a dia e se amplia para a comunidade e para o planeta. A educação ambiental é fundamental para formar cidadãos preparados para os desafios da transição para uma economia circular e responsável”, completa Fernanda.
Como as escolas podem participar do PEA Campo Limpo em 2026
As escolas interessadas em participar do PEA Campo Limpo 2026 devem entrar em contato com o gestor da central de recebimento do Sistema Campo Limpo mais próxima, responsável pela inscrição e pelo acompanhamento local do programa.
A iniciativa representa uma oportunidade de integrar as competências previstas na BNCC a práticas educativas voltadas à sustentabilidade, à economia circular e à responsabilidade compartilhada. Os municípios e endereços das unidades de recebimento estão disponíveis no site do Sistema Campo Limpo.
Resultado recorde reforça a força da responsabilidade compartilhada e consolida o Brasil como referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
O Brasil alcançou um marco histórico na logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente, consolidando o Sistema Campo Limpo como uma das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas ambientais do agronegócio mundial.
O resultado reflete mais de duas décadas de atuação baseada na responsabilidade compartilhada, envolvendo agricultores, canais de distribuição, cooperativas, indústria e poder público. Também reforça o compromisso coletivo por um destino melhor para as embalagens, o meio ambiente e a sociedade.
Recorde anual mostra evolução consistente do Sistema
Somente em 2025, 75.996 toneladas de embalagens vazias receberam destinação ambientalmente adequada. Esse é o maior volume anual já registrado na história do Sistema Campo Limpo, que iniciou sua operação no ano de 2002.O número representa um crescimento aproximado de 11% em relação a 2024, evidenciando a evolução contínua do modelo e o fortalecimento das boas práticas no campo.
Esse avanço está diretamente ligado ao engajamento dos agricultores, que realizam a devolução correta das embalagens após o uso responsável, e ao trabalho conjunto de toda a cadeia agrícola em um processo contínuo de conscientização.
Segundo Luis Carlos Ribeiro, diretor executivo da Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (AENDA), o resultado merece os parabéns por todo trabalho desenvolvido. “Ser referência internacional quando falamos de gestão de embalagens de defensivos agrícolas, mostra que com gestão competente é possível entregar resultados cada vez mais promissores a cada ano. O meio ambiente com certeza fica muito agradecido por ter um Sistema como este trabalhando e avançando cada vez mais na sustentabilidade do agro nacional”.
Destinação correta fortalece a economia circular e a segurança ambiental
Atualmente, 100% das embalagens destinadas pelo Sistema Campo Limpo recebem destinação correta. Desse total, 92% são recicladas e retornam à cadeia produtiva, seja na forma de novas embalagens, seja como um dos 38 artefatos homologados, fortalecendo a economia circular no setor.
O volume restante segue para processos como coprocessamento e incineração, sempre com segurança ambiental. Esse modelo evita impactos ao meio ambiente e posiciona o Brasil como referência internacional em logística reversa de embalagens agrícolas.
“Os números mostram que a sustentabilidade no Brasil pode ser construída de forma prática e eficiente. O Sistema Campo Limpo prova que, quando todos assumem sua parte, é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade”, afirma Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).
A força da responsabilidade compartilhada
O marco de 900 mil toneladas é resultado da atuação integrada entre agricultores, canais de distribuição, e indústria, com o suporte e a fiscalização do poder público.
Cada elo exerce um papel fundamental para o bom funcionamento do Sistema Campo Limpo e para a consolidação de resultados ambientais consistentes ao longo do tempo.
Para Eliane Kay, diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o marco de 900 mil toneladas de embalagens vazias com destinação ambientalmente correta evidencia a solidez e a efetividade do Sistema Campo Limpo. ‘Resultado de uma construção coletiva ao longo de mais de duas décadas. O uso correto e seguro de defensivos é uma agenda constante do setor, sustentada pelos diversos elos da cadeia que, quando integrados à destinação adequada das embalagens, evidenciam uma produção de alimentos, fibras e energia eficiente, segura e sustentável. Essa atuação conjunta é determinante para garantir produtividade no campo, proteção ambiental e segurança alimentar para a sociedade”.
Estados que lideram a destinação correta de embalagens
A destinação correta das embalagens vazias acompanha a dinâmica da produção agrícola nacional. Estados com forte atividade no campo concentram os maiores volumes destinados corretamente.
Entre os destaques estão Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Juntos, esses estados refletem a relação direta entre produtividade agrícola, conscientização e adoção de boas práticas ambientais.
Capilaridade garante acesso em todo o país
Para garantir presença em todas as regiões do Brasil, o Sistema Campo Limpo opera uma rede ampla e capilarizada, formada por unidades de recebimento e ações de recebimentos itinerantes.
Essas iniciativas levam orientação, estrutura e acesso aos agricultores, inclusive em regiões mais remotas, fortalecendo a adesão ao Sistema e ampliando seu impacto social e ambiental.
Um marco que reafirma o compromisso por um destino melhor
Ao longo de mais de 20 anos, o Sistema Campo Limpo se consolidou como um exemplo de política ambiental que funciona. O marco de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente reforça o protagonismo do Brasil na sustentabilidade do agronegócio.
O resultado representa um compromisso coletivo por um destino melhor para as embalagens vazias, para o meio ambiente e para as próximas gerações.
Ano foi marcado por expansão de unidades, modernização da comunicação, recordes no Dia Nacional do Campo Limpo e novas conquistas em sustentabilidade.
O Sistema Campo Limpo finaliza o ano de 2025 com resultados significativos em comunicação, sustentabilidade e expansão operacional. Este ciclo foi marcado pelo lançamento da nova assinatura “Sistema Campo Limpo – Por um destino melhor”, acompanhada por uma identidade visual renovada que passou a orientar toda a presença institucional do Sistema. A atualização modernizou a linguagem, aproximou o público e reforçou a mensagem de integração entre os elos da cadeia agrícola.
Ainda no primeiro trimestre, o Sistema celebrou um marco histórico: mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias destinadas corretamente, desde 2002. O número evidencia a consolidação do modelo brasileiro de logística reversa e reforça o impacto ambiental positivo gerado pelo trabalho conjunto de agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público. Números que consolidam o Brasil como referência mundial.
Em agosto, o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) 2025 registrou alguns dos maiores índices de participação e visibilidade digital desde sua criação. As atividades mobilizaram 35 mil pessoas em 141 cidades, com destaque para ações de educação ambiental e relacionamento com comunidades. Nas plataformas digitais, o evento alcançou mais de 29 milhões de pessoas, enquanto a cobertura da imprensa somou 249 matérias, com alcance estimado de 276 milhões de pessoas, números que reforçam a importância do DNCL no calendário ambiental do país e seu crescente reconhecimento na mídia nacional.
Também em agosto, o público conheceu a versão revitalizada do Museu do Sistema Campo Limpo, em Guariba (SP), que passou por reforma e atualização do acervo, tornando-se um espaço mais interativo e alinhado às demandas atuais de educação ambiental.
A infraestrutura operacional seguiu em expansão com a inauguração de novas unidades de recebimento em Balsas II (MA), Paragominas (PA), Vilhena (RO) e Dourados (MS). As aberturas reforçam a capilaridade da operação e ampliam o acesso dos agricultores aos serviços do Sistema.
No campo da sustentabilidade, o inpEV alcançou a classificação máxima no Programa GHG Protocol ao conquistar o Selo Ouro, reconhecimento que destaca a transparência e o comprometimento do Instituto na gestão das emissões de gases de efeito estufa. A evolução — bronze em 2023, prata em 2024 e ouro em 2025 — demonstra avanço contínuo e alinhamento às melhores práticas ambientais.
A educação ambiental também se destacou com o Concurso de Desenho e Redação do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que trabalhou o tema “Repórter do Clima” e envolveu 3.203 escolas, 285.246 estudantes e 402 municípios. O engajamento crescente reforça o papel do PEA Campo Limpo na formação de novas gerações mais conscientes sobre o destino correto das embalagens vazias, gestão de resíduos sólidos e sobre as questões climáticas.
Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, celebra o ano. “Mais do que números, gostamos de medir o impacto positivo que geramos para a sociedade. 2025 marcou um ano de muito trabalho, união e resultados. Isso comprova a força do engajamento dos elos da cadeia agrícola e do comprometimento com a logística reversa das embalagens vazias, a sustentabilidade e a economia circular. Isso nos anima para seguir crescendo e ampliando nossa presença em todo o território nacional”.
Ao longo do ano, mais de 40 ações de comunicação integraram diferentes públicos e reforçaram o posicionamento institucional do Sistema Campo Limpo. Esse conjunto de iniciativas consolidou 2025 como um período de avanços estratégicos, ampliando o alcance das mensagens, fortalecendo a operação e reafirmando o compromisso com a construção de um destino melhor para todos.
Conheça os principais diferenciais que colocam o Sistema Campo Limpo na liderança mundial e revelam o que podemos aprender com essa experiência brasileira.
O Brasil é reconhecido internacionalmente por um dos Sistemas de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas mais eficientes do mundo. Mas o que, afinal, faz o Sistema Campo Limpo se destacar em relação a outros países? A resposta está em uma combinação única de colaboração, infraestrutura, educação e compromisso ambiental que transformou o modelo brasileiro em referência global.
1. Tem cobertura nacional de verdade
São mais de 400 centrais e postos de recebimento distribuídos pelo país, capilaridade impulsionada por ações de recebimento itinerante, que facilitam a devolução ambientalmente correta das embalagens vazias mesmo em regiões mais remotas.
Foto de Unidades Gerenciadas pelo inpEV
👉 Lição: infraestrutura sólida é o que transforma boas ideias em resultados concretos.
2. Consegue taxas de destinação final que impressionam o mundo
Enquanto outros países ainda lutam para alcançar índices consistentes, o Sistema Campo Limpo destina corretamente 100% das embalagens vazias.
👉 Lição: metas ambiciosas são possíveis quando todos entendem e cumprem seu papel.
3. Integração real entre os elos da cadeia
Indústria, canais de distribuição, poder público e agricultores trabalham de forma coordenada, cada um contribuindo com responsabilidade e protagonismo. Essa integração é um diferencial brasileiro, já que em muitos países os elos atuam de forma isolada, o que compromete a eficiência.
👉 Lição: colaboração autêntica é o motor da economia circular.
4. Tecnologia aplicada para garantir eficiência e segurança
O Sistema está cada vez mais digital. Hoje, 86 centrais já usam códigos DataMatrix que permitem acompanhar o caminho dos fardos em tempo real, registrando tipo de material, peso e origem de forma automática no Sistema de Informação das Centrais (SIC). Resultado: mais agilidade, menos erro e muito mais eficiência. E tem mais: o Sistema de Informação de Postos (SIP) já conecta todas as unidades operadas pelo inpEV, dando visão total da jornada das embalagens.
👉 Lição: inovação é fundamental para manter um sistema robusto e escalável.
5. Impulsiona a economia circular com resultados concretos
As embalagens pós-consumo e outras embalagens de defensivos agrícolas retornam para a cadeia produtiva com as recicladoras parceiras e se transformam em novos artefatos como tubos, conduítes, tampas, artefatos plásticos e até novas embalagens. É o ciclo acontecendo na prática.
👉 Lição: economia circular é uma oportunidade real de geração de valor.
6. Serve de inspiração para outros países
O modelo brasileiro serviu de inspiração para legislações e diretrizes internacionais, tornando-se referência em responsabilidade compartilhada e logística reversa. Representantes do Sistema Campo Limpo já palestraram em diversos locais do mundo para falar sobre a atuação e os resultados do Brasil.
👉 Lição: quando um sistema funciona bem, ele influencia políticas além das fronteiras.
7. Educação ambiental estruturada e contínua
O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo fortalece a consciência ambiental de estudantes de 4º e 5º anos do ensino fundamental ao abordar o desafio dos resíduos sólidos a partir da noção de responsabilidade compartilhada. A mensagem é clara: família, escola, empresas, governo e comunidade têm responsabilidade conjunta para minimizar os impactos dos resíduos no meio ambiente, além de formar uma nova geração engajada e consciente.
👉 Lição: formar cidadãos conscientes é essencial para manter o ciclo funcionando.
8. Um propósito que conecta toda a cadeia agrícola: “Por um destino melhor”
A assinatura reforça o compromisso coletivo com práticas responsáveis que garantem um futuro mais sustentável para o agro e para as próximas gerações. Quer ver como esse propósito se traduz na prática? Acompanhe nossas histórias, bastidores e ações no YouTube e nas redes sociais do Sistema Campo Limpo.
👉 Lição: propósito bem comunicado inspira, engaja e dá direção a toda a cadeia.
Jorge Buzetto, presidente do Conselho Diretor do inpEV, destaca ano de 2025 e faz avaliações para futuro
Com mais de duas décadas de experiência no setor e uma trajetória ligada às operações de Manufatura & Supply, logística, inovação e sustentabilidade, Jorge Buzzetto, engenheiro químico formado pela PUC-RS e com pós-graduação e MBA em administração USP, ocupa hoje o cargo de Diretor de Manufatura e Projetos Estratégicos Brasil & Latam da Syngenta. Ao longo de seus 35 anos na empresa, ele acompanhou de perto a evolução das boas práticas agrícolas no Brasil e o fortalecimento de iniciativas que integram eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental.
Sua atuação se estende para além da indústria. Atualmente é presidente do Conselho Diretor do inpEV e possui papel decisivo na consolidação do Sistema Campo Limpo como referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, o executivo faz um balanço de sua gestão, destaca avanços relevantes conquistados no último ano e reforça como a integração dos elos da cadeia agrícola, aliada à visão estratégica do Instituto, tem impulsionado a sustentabilidade no agro brasileiro.
Confira o bate-papo abaixo:
Qual a avaliação do desempenho do Sistema Campo Limpo em 2025, especialmente diante do marco das 800 mil toneladas recebidas desde 2002 e do recorde de 68,5 mil toneladas destinadas de forma ambientalmente adequada no último ano?
Os números por si só já indicam a grandeza deste Sistema, temos visto um crescimento importante e consistente de embalagens sendo recebidas nos nossos postos de recebimento ou nas centrais de processamento e recicladas de forma a voltar à cadeia produtiva fechando um ciclo de logística reversa dentro de um conceito de economia circular. 95% de todas as embalagens vazias de defensivos agrícolas tem como destinação a reciclagem e retornam ao mercado em forma de novas embalagens para o agro ou mesmo para outras aplicações em outros seguimentos. Isto é um marco que nos orgulha muito. Isto gera valor e emprego.
Quais avanços em inovação o inpEV consolidou neste ciclo, e como isso reforça a missão de integrar os elos da cadeia agrícola em prol de uma logística reversa cada vez mais sustentável?
Os avanços têm sido significativos, estamos implantando centrais de recebimento e processamento mais modernas nas áreas de expansão agrícola como o Cerrado e o Norte brasileiro, locais em que houve um crescimento significativo nos últimos anos e que tínhamos o desafio de aumentar a capacidade de armazenagem e processamento. Estamos encurtando distância entre as centrais visando dar mais flexibilidade ao agricultor para destinar suas embalagens vazias e investindo em tecnologia nas nossas fábricas de embalagens recicladas. Já por muitos anos temos nossas fábricas muito bem estruturadas com tecnologias de ponta para produção de novas embalagens e tampas e estamos expandindo as mesmas dada a aceitação da nossa tecnologia e qualidade do material reconduzido ao mercado. Dentro do conceito de economia circular estamos sempre agregando novos parceiros que nos complementam com suas tecnologias para outros usos além do agro, isto é uma constante no Sistema também.
No ciclo recente (2024-2025), o inpEV consolidou avanços em processos que acompanham o volume recebido, além de outras tecnologias para otimizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Essas inovações reforçam a missão de integrar os elos da cadeia agrícola: agricultores, revendas, cooperativas, indústria e poder público, por meio de maior eficiência, transparência e controle em todo o processo.
O Sistema Campo Limpo é reconhecido mundialmente como referência em logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas. Em 2025 foi lançada a nova assinatura “Por um destino melhor”. Como essa mensagem dialoga com o atual momento do Sistema?
Em 2025 foi criada uma nova identidade corporativa para o Sistema Campo Limpo de forma a se modernizar e enfatizar o papel dos atores deste Sistema, que são muitos e que tem sua ação integrada para a manutenção, modernização e expansão do Sistema.
Quando se criou o Sistema Campo Limpo há mais de 20 anos, a identidade visual focava na reciclagem das embalagens, num conceito que para a época já era visionário e pioneiro para a agricultura brasileira. Com a evolução do conceito de sustentabilidade e ESG vimos que o Sistema hoje é mais complexo de operar e que cada elo desta cadeia tem que ter seu protagonismo.
Além disso, seus atores têm que se mover para o mesmo lado para a garantia da sustentabilidade socioambiental do Sistema e geração de valor na cadeia. Entidades de Governo, agricultores, entidades de classe, indústria, associação de distribuidores, sociedade, executivos do Sistema e outros tem que atuar conjuntamente para que cada vez mais possamos fortalecer o Sistema Campo Limpo, e que continuemos a nos orgulhar de sermos referência mundial em reciclagem de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
O termo “por um destino melhor” tem uma conotação mais ampla de buscar sempre a geração de valor nos processos do Sistema e de devolver à sociedade algo de maior importância, convertendo aquilo que seria um resíduo de atividade agrícola em algo tangível e de maior valor à sociedade.
A nova assinatura “Por um destino melhor” dialoga com o atual momento do Sistema Campo Limpo ao reforçar o compromisso coletivo com a sustentabilidade e o futuro do planeta, em um período de expansão e consolidação do programa como referência mundial em economia circular
O relatório de sustentabilidade de 2024 destaca a expansão de unidades de recebimento, aprimoramentos tecnológicos e o fortalecimento de iniciativas educativas. Como esses pilares contribuem para o desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade socioambiental no campo?
A expansão das unidades de recebimento é uma realidade e visa dar ainda mais condições aos agricultores de escoar suas embalagens vazias. Estas novas unidades terão aspectos construtivos mais modernos seguindo referências de sustentabilidade para luminosidade natural, aproveitamento de água de chuva, fluxo interno de movimentação de materiais mais racionais, luz de led, entre outros pontos que as tornem sustentáveis. Dentro das ações corporativas do Sistema estão as ações educativas como o Dia Nacional do Campo Limpo, as ações juntas às escolas onde estamos inseridos por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo. Acreditamos que temos um papel fundamental na sociedade na formação da cultura de preservação do meio ambiente, de inclusão e de formação dos profissionais do futuro, isto só pode ser feito estando presente e dando direção, este é o papel social do Sistema Campo Limpo.
Quais são as perspectivas para os próximos anos e o que esperar para 2026? Como o Conselho Diretor enxerga os próximos passos para manter o Sistema eficiente, integrado e preparado para os desafios da sustentabilidade?
Vemos uma perspectiva muito boa para os próximos anos, nosso plano estratégico de 5 anos está revitalizado, temos clareza de onde expandir, onde se fortalecer como Sistema e quais as âncoras de sustentabilidade que vamos apostar.
Para o ano de 2026 já definimos claramente os passos de sustentação do Sistema, isto passa por expansão de centrais de recebimento, por revisão de nossa capacidade fabril, por fortalecimento das nossas parcerias com recicladores do Sistema, por reforço das relações com os atores do Sistema e por treinamento e desenvolvimento dos profissionais que atuam diretamente em nossas operações, bem como os executivos que fazem deste Sistema o sucesso que é.
Me orgulho de fazer parte de tudo isto e de contribuir como Presidente do Conselho Diretor como representante da Syngenta.
Do campo às cidades, a logística reversa mostra destinos surpreendentes para o plástico das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
A reciclagem de embalagens vazias de defensivos agrícolas é uma das práticas mais consolidadas da economia circular no agronegócio brasileiro. No Sistema Campo Limpo, a logística reversa reúne agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público com recicladoras parceiras para garantir que essas embalagens tenham o destino ambientalmente correto e possam voltar ao ciclo produtivo como novos itens. Hoje, a resina pós-consumo obtida no processo permite a fabricação de 38 artefatos homologados, muitos deles presentes no cotidiano das cidades.
A seguir, você confere quatro destinos que mostram como uma embalagem vazia de defensivo pode ganhar uma nova vida em diferentes setores por meio da reciclagem.
Setor de transportes:
1. Postes de sinalização para o trânsito
O plástico das embalagens plásticas de defensivos agrícolas pode se transformar em suportes de sinalização usados na organização e segurança das vias. A nova função demonstra como a logística reversa conecta o campo às cidades e como a reciclagem contribui para a infraestrutura urbana de forma sustentável.
Setor energético:
2. Cruzetas utilizadas em postes de energia
A resina pós-consumo também pode ser aplicada na fabricação de cruzetas utilizadas em postes de energia. Esses componentes são fundamentais para sustentar cabos elétricos e mostram como o material reciclado pode reforçar setores estratégicos, ampliando o ciclo de vida do plástico.
Construção Civil:
3. Tubos de esgoto aplicados na construção civil
Outra aplicação importante é a produção de tubos de esgoto usados em obras de saneamento. Esse destino revela como a reciclagem de embalagens plásticas contribui para o desenvolvimento urbano, fornecendo insumos sustentáveis e reduzindo a necessidade de matéria-prima virgem na construção civil.
Setor Agrícola:
4. Novas embalagens para o próprio agro: Ecoplástica® e Ecocap®
O ciclo se completa quando o plástico reciclado retorna ao setor agrícola. A Ecoplástica® e o sistema de vedação Ecocap® são fabricados com resina pós-consumo e reinseridos no mercado, reforçando o compromisso da cadeia agrícola com a economia circular e a sustentabilidade.
O impacto ambiental dessa transformação
Os resultados alcançados pelo Sistema Campo Limpo demonstram a força da logística reversa no Brasil. Atualmente, 100% das embalagens primárias plásticas rígidas, lavadas e não lavadas, são recicladas. Cada embalagem Ecoplástica® de 20 litros evita a emissão de 1,49 kg de CO₂e. Além disso, a reutilização do plástico reduz a pressão sobre matéria-prima virgem, diminui o consumo de energia e água e contribui para a mitigação de gases de efeito estufa.
A experiência do Sistema Campo Limpo evidencia como a reciclagem de embalagens plásticas de defensivos agrícolas pode gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos, transformando resíduos em soluções que fazem diferença no campo e nas cidades.
Atuando em uma das regiões mais produtivas do Brasil, ACIAGRI reforça o compromisso com a logística reversa, a conscientização dos agricultores e o destino correto das embalagens vazias.
Com mais de duas décadas de atuação, a Associação do Comércio de Insumos Agropecuários (ACIAGRI) tem papel essencial no fortalecimento da logística reversa e na disseminação de boas práticas agrícolas no oeste da Bahia, que é uma das regiões mais produtivas do país. A entidade representa mais de 70 canais de distribuição e é responsável pela gestão de três centrais e três postos de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas, ampliando a capilaridade do Sistema Campo Limpo no estado.
Reconhecida por sua atuação próxima ao produtor rural e por seu engajamento em ações ambientais e educativas, a ACIAGRI é exemplo de integração entre eficiência logística e sustentabilidade. Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, Adilson Gonçalves de Campos, presidente da associação, destaca resultados expressivos, o diálogo constante com agricultores e o compromisso com um futuro mais sustentável para o agro brasileiro.
Adilson Gonçalves de Campos
1. Como a ACIAGRI tem fortalecido a logística reversa das embalagens vazias e contribuído com os resultados do Sistema Campo Limpo no oeste da Bahia?
A ACIAGRI foi fundada em 2003, em um momento em que a destinação das embalagens vazias de agrotóxicos ainda era incipiente. Na época, os agricultores não tinham o hábito de devolver corretamente essas embalagens. Com a conscientização do tema, passamos a atuar de forma estruturada na região oeste da Bahia, onde hoje fazemos a gestão de três centrais e três postos de recebimento.
Representamos mais de 70 empresas associadas e administramos unidades em Barreiras, Roda Velha e Rosário, todas localizadas em áreas estratégicas. A Central de Barreiras é há anos uma das maiores do Brasil, com previsão de fechar 2025 com cerca de 2 mil toneladas de embalagens vazias recebidas. As centrais de Roda Velha e Rosário devem somar juntas mais de 2,5 mil toneladas. Desde o início da operação, já contabilizamos 58 mil toneladas de embalagens recebidas, processadas e destinadas corretamente, um número expressivo que reflete o engajamento dos produtores e a eficiência da logística reversa.
Além disso, Barreiras, cidade-polo que atende cerca de 12 municípios, realiza regularmente recebimentos itinerantes, ampliando o alcance do Sistema Campo Limpo e garantindo que até os pequenos produtores possam cumprir seu papel legal.
2. A proximidade com o produtor rural é uma marca da ACIAGRI. De que maneira essa relação contribui para disseminar boas práticas agrícolas e ampliar a conscientização sobre a importância da devolução correta das embalagens?
Temos três frentes principais de abordagem junto aos produtores: os canais de distribuição, formados pelas mais de 70 empresas associadas; a atuação técnica, por meio de agrônomos e consultores que levam informação diretamente ao campo; e os canais de comunicação da própria ACIAGRI, incluindo as redes sociais.
Também realizamos um programa de visitas às propriedades, em que os gerentes e auxiliares das centrais vão até as fazendas, fazem palestras e orientam os produtores sobre o processo correto de devolução. Além disso, participamos do projeto AIBA Mais Perto dos Produtores, desenvolvido pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Nessa iniciativa, temos espaço para dialogar diretamente com os agricultores sobre desafios estruturais e reforçar a importância da logística reversa.
Acreditamos muito na comunicação direta, no “olho no olho”. Sempre que há eventos nas comunidades rurais, estamos presentes para ouvir, orientar e construir soluções junto aos produtores.
3. A sustentabilidade está cada vez mais presente no cotidiano do agro. Quais iniciativas ou projetos da ACIAGRI você destacaria como exemplo de compromisso com o meio ambiente?
A sustentabilidade é parte essencial do nosso trabalho. Participamos ativamente de ações do Sistema Campo Limpo, como o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) e o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, alcançando mais de mil crianças por ano em escolas da região.
Também integramos os Conselhos Municipais de Meio Ambiente dos principais municípios do oeste da Bahia, contribuindo para debates sobre a gestão da água, a conservação dos rios e a destinação de resíduos sólidos. Mantemos diálogo frequente com órgãos ambientais, universidades e entidades de fiscalização, participando de palestras, eventos técnicos e projetos de conscientização.
Essas ações reforçam o compromisso da ACIAGRI com a sustentabilidade e com a formação de uma cultura de responsabilidade ambiental cada vez mais sólida no campo.
4. O Sistema Campo Limpo é um exemplo de responsabilidade compartilhada que envolve todos os elos da cadeia agrícola. Como a ACIAGRI avalia o papel das associações nesse trabalho coletivo pela sustentabilidade?
As associações estão na base da pirâmide da responsabilidade compartilhada. Fazemos um trabalho de formiguinha, levando informação e educação ambiental às comunidades e difundindo boas práticas de gestão de resíduos sólidos.
Na ACIAGRI, atuamos em parceria com os canais de distribuição e participamos ativamente de comitês de bacias hidrográficas, já que o oeste da Bahia é o maior polo irrigado do país, com 350 mil hectares de áreas cultivadas irrigadas e uma meta de alcançar 1 milhão de hectares irrigados. Nosso trabalho também contribui para a preservação do Rio São Francisco e de seus afluentes, e temos orgulho em dizer que, graças à conscientização dos produtores, não vemos embalagens descartadas nos rios, o que é um sinal claro de que o Sistema Campo Limpo está funcionando.
5. O lema “Por um destino melhor” expressa o propósito do Sistema Campo Limpo. De que forma essa mensagem dialoga com a missão da ACIAGRI?
O lema “Por um destino melhor” é extremamente simbólico e representa exatamente o que praticamos há mais de 20 anos. Todos os elos da cadeia agrícola: indústria, distribuidores, produtores, associações e órgãos de fiscalização têm um papel essencial em conduzir um dos maiores programas de logística reversa do mundo.
“Por um destino melhor” reflete nossa missão de transformar responsabilidade em resultados concretos, garantindo que as embalagens vazias tenham o destino correto e contribuam para um futuro mais sustentável. Em um momento em que o mundo volta suas atenções para temas ambientais, especialmente com a COP30 se aproximando, é fundamental valorizar o trabalho do Sistema Campo Limpo e mostrar como o agro brasileiro é parte da solução para o planeta
Com mais de duas décadas de atuação, a Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA) se consolidou como uma das principais referências em logística reversa de embalagens vazias e sustentabilidade no Sul do Brasil. Atuando de forma integrada ao Sistema Campo Limpo, a entidade avança continuamente na ampliação de sua rede, na inovação dos processos e na conscientização ambiental junto aos seus associados, parceiros e produtores rurais.
Crédito: ADITA
Em entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, o engenheiro agrônomo e diretor executivo Waldir José Baccarin fala sobre os resultados da associação, o trabalho junto aos agricultores e as perspectivas para o futuro do agro sustentável. Confira:
1. A ADITA celebrou recentemente um marco no primeiro semestre de 2025: mais de 1.100 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente. Fale um pouco sobre o trabalho da associação e o que esse número representa.
A ADITA foi fundada em 1999 por um grupo de distribuidores que buscavam soluções seguras e organizadas para a destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde então, crescemos de forma estruturada, sempre com foco em eficiência, segurança e responsabilidade ambiental. Esse marco de mais de 1.100 toneladas destinadas corretamente apenas no primeiro semestre de 2025 reflete o compromisso de toda a equipe e dos nossos parceiros. Hoje, atuamos em mais de 50% do território do Paraná e no oeste de Santa Catarina, atendendo uma área de cerca de 11 milhões de hectares e envolvendo 294 empresas associadas e parceiras. Nosso trabalho é totalmente licenciado e realizado com frota própria, garantindo controle em todas as etapas, da coleta ao transporte e à entrega nas centrais de recebimento.
2. Como é a relação da ADITA com os produtores rurais? E como essa relação contribui para ampliar a conscientização sobre a importância da logística reversa e da sustentabilidade?
A relação com o agricultor é o coração do nosso trabalho. Mantemos um call center exclusivo para o agendamento das devoluções e para o esclarecimento de dúvidas sobre o processo. Atendemos de forma direta cerca de 13 mil produtores cadastrados, e esse contato constante é essencial para garantir que todos compreendam as etapas e a importância da devolução correta das embalagens vazias. Cada ligação é uma oportunidade de conscientização: explicamos o que deve ser feito, por que é importante e quais são as responsabilidades de cada elo da cadeia. Além disso, realizamos mais de 600 recebimentos itinerantes por ano, o que aproxima ainda mais o agricultor do Sistema e facilita a logística, especialmente nas regiões mais distantes das centrais. O resultado é muito positivo porque temos uma adesão praticamente total e um nível de organização e segurança que refletem o quanto o produtor já entende seu papel na sustentabilidade do agro.
3. Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro tem avançado em tecnologia e sustentabilidade. Como a ADITA tem acompanhado esse movimento e incentivado seus associados a adotarem práticas alinhadas a esses conceitos?
A inovação é uma prioridade para nós. Digitalizamos todo o processo de gestão das embalagens, utilizando o Sistema de Informação das Centrais (SIC) e o Sistema de Informação de Postos (SIP). Essas ferramentas permitem rastrear cada embalagem vazia, do cadastro do agricultor até o destino final, com dados atualizados em tempo real. Isso traz transparência, agilidade e segurança, tanto para os órgãos de fiscalização quanto para nossos associados. Também mantemos uma comunicação direta com os distribuidores por meio de boletins informativos diários e reuniões periódicas. Nelas, tratamos de temas como boas práticas agrícolas, legislações ambientais e segurança operacional, fortalecendo o conhecimento e a responsabilidade compartilhada entre todos.
Crédito: ADITA
4. Quais ações da ADITA você destacaria como exemplo de eficiência na operação das embalagens vazias junto ao Sistema Campo Limpo?
O nosso Programa de Recebimento Itinerante é um exemplo de eficiência e inovação. Foi estruturado com frota própria e equipes treinadas para atuar em total conformidade com as exigências ambientais. Atualmente, contamos com seis veículos de grande porte, incluindo carretas e furgões totalmente identificados e licenciados, que realizam coletas em pontos estratégicos definidos em conjunto com cooperativas e revendas. Essa operação garante segurança, otimização de rotas e um aproveitamento logístico que reduz custos e emissões. Além disso, temos um índice de qualidade muito alto: o material recolhido por nossas equipes chega às centrais em condições até 40% melhores do que as devoluções diretas, devido ao acompanhamento técnico e à orientação ao produtor. Trabalhamos ainda com mais de 40 colaboradores diretos, em um processo totalmente controlado e rastreado. Isso nos permite oferecer um serviço de excelência dentro do Sistema Campo Limpo.
Crédito: ADITA
5. Olhando para o futuro, quais são os principais desafios e oportunidades que a ADITA enxerga para o desenvolvimento sustentável do agro?
Vejo dois grandes caminhos: o primeiro é continuar investindo em educação ambiental e conscientização, especialmente entre as novas gerações. Nesse sentido, temos orgulho de participar do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que já rendeu diversos prêmios nacionais a escolas da nossa região. O segundo é expandir nosso modelo de operação para atender novas regiões e associações interessadas. Já estamos sendo procurados por entidades de outros estados que querem adotar o mesmo formato de gestão integrada, pela qualidade e eficiência que oferecemos. Nosso objetivo é continuar contribuindo para um agronegócio mais limpo, inovador e responsável, sempre em sintonia com o propósito do Sistema Campo Limpo e com as metas de sustentabilidade do setor.
6. Espaço aberto para considerações finais
Nosso trabalho é movido por um propósito claro: proteger o meio ambiente e fortalecer o agro brasileiro. Quando olhamos nossa trajetória, desde 1999 até hoje, vemos o quanto evoluímos: saímos de 330 toneladas destinadas no primeiro ano para a previsão de destinar 2.200 toneladas em 2025. A ADITA é, acima de tudo, uma rede de pessoas comprometidas com o futuro. Seguiremos investindo em tecnologia, capacitação e educação para manter nossa excelência operacional e fazer a nossa parte na proteção ao meio ambiente.