Projeto ALMA forma lideranças femininas no campo e reforça práticas alinhadas aos valores do Sistema Campo Limpo, como responsabilidade compartilhada e educação ambiental.
No agronegócio brasileiro, a força das mulheres tem ganhado cada vez mais espaço e reconhecimento. Em um setor que se moderniza, busca soluções sustentáveis e valoriza a responsabilidade compartilhada, como faz o Sistema Campo Limpo há mais de 20 anos, é essencial olhar também para quem está por trás das boas práticas no campo. É nesse cenário que surge o Projeto ALMA, Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio, iniciativa que vem revelando talentos femininos e impulsionando transformações nas propriedades, nas famílias e nas comunidades rurais.
Vídeo institucional ALMA
O Projeto ALMA foi criado em 2018 com a missão de fortalecer a presença feminina no setor. Resultado de uma parceria entre a Corteva Agriscience, a Fia Business School e a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de mulheres do campo e estimular a formação de novas líderes.
A cada edição, participantes de diferentes regiões do Brasil se conectam em um ambiente online dinâmico e acolhedor, onde compartilham experiências, trocam aprendizados com especialistas e mergulham em temas que vão da gestão e sustentabilidade à inovação e protagonismo no agro.
Segundo Cristina Pimmel, engenheira agrônoma e uma das participantes do programa, a proposta vai ao encontro de suas necessidades. “O ALMA amplia conhecimentos, fortalece a confiança e oferece ferramentas práticas para que essas mulheres gerem impacto real no campo.”
Cristina Pimmel
Um dos méritos do projeto está na forma como os temas técnicos e sociais são tratados com sensibilidade e aplicação prática. Sustentabilidade, boas práticas agrícolas e cuidado com o meio ambiente são abordados por meio de exemplos reais de propriedades que conseguem aliar responsabilidade ambiental com produtividade. O programa mostra que é possível produzir de forma eficiente, cuidando do solo, da água e das pessoas.
Essa abordagem está alinhada aos valores do Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, que tem como pilares a educação ambiental e a corresponsabilidade entre os elos da cadeia agrícola. Embora o ALMA não trate diretamente da logística reversa de embalagens, assuntos como o uso responsável de insumos e a destinação ambientalmente correta estiveram presentes nas discussões. Cristina destaca que muitas participantes encerram o programa com a percepção clara de que têm um papel ativo na promoção de boas práticas, seja orientando suas comunidades, sendo exemplo dentro de casa ou buscando soluções sustentáveis para os desafios do campo.
A conexão entre o Projeto ALMA e o Sistema Campo Limpo também se fortaleceu por meio de iniciativas educativas colocadas em prática pelas próprias participantes. Em uma das regiões envolvidas, foi proposta a realização do curso EaD Campo Limpo com agricultores locais, em parceria com o Projeto Descarte Correto, iniciativa das alunas do Projeto Alma.
A ação teve adesão do Colégio Agrícola de Toledo, cujos alunos participaram ativamente da formação, ampliando seus conhecimentos sobre responsabilidade compartilhada e contribuindo para a conscientização sobre o destino ambientalmente adequado de embalagens vazias. Esse tipo de desdobramento mostra como o conteúdo do Sistema pode sair do ambiente formativo e gerar impacto direto nas comunidades rurais.
O projeto também se destaca por estimular conexões entre as participantes. Ao abrir espaço para conversas abertas e trocas de experiências, o ALMA ajuda a formar redes de apoio que permanecem mesmo após o encerramento do curso. Cristina observa que esse ambiente favorece o reconhecimento de realidades semelhantes. “São histórias de sucessão familiar, dificuldades na gestão e dúvidas do dia a dia. Saber que outras mulheres passam pelos mesmos desafios gera acolhimento e confiança”, explica.
Entre os resultados observados, o debate sobre sucessão nas propriedades rurais se destaca. Esse é um tema muitas vezes evitado, mas o programa mostrou que pode ser abordado com planejamento e leveza. O aprendizado contribui para fortalecer os vínculos familiares e dar segurança à continuidade das atividades rurais.
Ainda de acordo com Cristina, a formação impacta a gestão das propriedades e o envolvimento das mulheres nas decisões, o que é algo positivo. “Incluir mulheres nos processos decisórios é uma estratégia que fortalece a organização das propriedades, promove inovação e amplia o compromisso com a sustentabilidade.” Essa transformação está em sintonia com o trabalho do Sistema Campo Limpo, que há décadas demonstra como a união entre diferentes elos pode gerar resultados ambientais e sociais relevantes.
O modelo do ALMA pode inspirar outras ações no setor. O formato online, que respeita a rotina das mulheres no campo, permite maior participação e engajamento. Com isso, as participantes se sentem parte ativa das decisões da família e do negócio. É um formato que pode ser replicado em diferentes iniciativas que tenham como foco a inclusão e o desenvolvimento sustentável.
“Que cada mulher do campo reconheça sua força e não tenha medo de ocupar seu espaço. O agro precisa de diferentes olhares, de coragem para inovar e de compromisso com o futuro. A liderança feminina traz tudo isso. Apoiar esse protagonismo é caminhar junto para construir um agronegócio mais sustentável, integrado e competitivo.” finaliza Cristina.
Visita técnica reuniu 14 representantes de 12 estados para acompanhar de perto o funcionamento da Central de Recebimento de Taubaté e da Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos
Visita dos Representantes dos Órgãos estaduais (crédito: inpEV)
A Central de Recebimento em Taubaté (SP) e a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, recicladora parceira do Sistema Campo Limpo, abriram suas portas no dia 23 de setembro para receber uma comitiva de representantes de órgãos estaduais de agricultura e meio ambiente. A visita técnica teve como objetivo apresentar o novo momento do Sistema e demonstrar, na prática, como funciona a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas e a economia circular gerada a partir desse processo.
Lideranças do Sistema Campo Limpo
O grupo foi recebido por Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, acompanhado de Renata Nishio, gerente de Assuntos Institucionais do inpEV, além dos coordenadores regionais institucionais do inpEV, Jair Furlan, Ana Telma Maia, Gelson Lang e Hamilton Flandoli. Pela recicladora, participou também Rogério Fernandes, diretor da Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos.
Marcelo Okamura (crédito: inpEV)
Representatividade nacional
A visita contou com a presença de 14 representantes de órgãos estaduais, que desempenham papel fundamental na defesa agropecuária e ambiental em seus estados:
Janair Barreto Viana – Pará (Superintendência de Agricultura e Pecuária)
Filomena Antônia de Carvalho Matos – Maranhão (AGED/MA)
Regiane Tiemi Teruya Yogui – São Paulo (CETESB)
Rui Leão Mueller – Paraná (Instituto Água e Terra – IAT)
Alexandre Mees – Santa Catarina (CIDASC)
Rafael Friederich de Lima – Rio Grande do Sul (SEAPI)
Carlos César Barbosa Lima – Tocantins (ADAPEC)
Carlos Anderson Silveira Pedreira – Sergipe (ADEMA)
Rita de Cássia Silva Braga – Bahia (INEMA)
Thaís Caramori – Mato Grosso do Sul (IMASUL)
Maria da Penha Oliveira Alencar – São Paulo (CETESB)
Ricardo de Sousa Carneiro – Mato Grosso (SEMA-MT)
Gianfranco Badin Aliti – Rio Grande do Sul (FEPAM)
Joyce Rodrigues Lobo – Goiás (SEMAD)
Entendimento prático da logística reversa
Durante a programação, os participantes conheceram de perto o funcionamento da Central de Recebimento, acompanhando os processos de recebimento, classificação e destinação das embalagens devolvidas pelos agricultores. Em seguida, a comitiva foi recebida na Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, primeira recicladora criada pelo Sistema Campo Limpo.
No local, puderam observar a transformação das embalagens vazias em matéria-prima para novos produtos plásticos, fechando o ciclo da economia circular e reforçando a importância da responsabilidade compartilhada entre agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público.
“Foi uma visita muito importante para nós, órgãos de licenciamento e de fiscalização, no sentido de conhecer o processo da logística reversa desde o recebimento até o processamento das embalagens vazias, entendendo de forma pormenorizada de como isso funciona. Levamos ensinamentos importantes daqui para incluir no entendimento dos técnicos lá enquanto órgão ambiental.” comentou Carlos Anderson Silveira Pedreira, presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), de Sergipe.
“Tivemos a oportunidade de aprender e vivenciar, na prática, o destino das embalagens que o agricultor devolve às unidades de recebimento em nossos estados. O Sistema Campo Limpo evoluiu de forma significativa e hoje transforma essas embalagens em novos produtos, como embalagens e tampas feitas com 100% de material reciclado. Isso representa ganhos tanto para o agricultor, que está cada vez mais consciente do seu papel, quanto para todo o processo de logística reversa.” celebrou Filomena Antônia de Carvalho Matos, Coordenadora de Inspeção Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA)
Visita pela Central de Recebimento em Taubaté (SP)
Espaço para diálogo e troca de experiências
O encontro também foi marcado por uma rica troca de informações, em que os representantes estaduais puderam esclarecer dúvidas e aprofundar o entendimento sobre a estrutura da logística reversa no Brasil. Ao longo da visita, foram discutidos o papel estratégico das centrais e postos de recebimento, a rastreabilidade do processo, desde o código de barras dos fardos das embalagens até a sua destinação final, além dos indicadores de desempenho e controle do Sistema e os impactos positivos ambientais e sociais promovidos pelo modelo.
“O Ministério da Agricultura, como órgão regulador e fiscalizador, entende a importância da logística reversa de embalagens de agrotóxicos. Este evento mostrou, na prática, como o Sistema Campo Limpo garante a destinação adequada dessas embalagens e comprovou a relevância e a efetividade do processo, que envolve toda a cadeia produtiva.” enfatizouJanair Barreto Viana, Divisão de Defesa Agropecuária-DDA-PA.
“Tivemos a oportunidade de realizar uma visita técnica às instalações de uma central de recebimento e à Campo Limpo Reciclagem, conhecendo de perto como as embalagens vazias de agrotóxicos se transformam em novas embalagens. Foi um momento importante para aprofundar o conhecimento sobre as operações e compreender melhor a circularidade dos materiais, em que embalagens usadas retornam ao ciclo produtivo.” comentou Regiane Tiemi Teruya Yogui, gerente da Divisão de Economia Verde e Logística Reversa da CETESB
Para o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura, a visita reforça a relevância da integração entre os elos do Sistema Campo Limpo: indústria fabricante, os órgãos estaduais e recicladora.
“Ao aproximarmos o poder público e mostrarmos na prática como funciona a logística reversa, fortalecemos a confiança e ampliamos a transparência. Esse diálogo é fundamental para garantir a continuidade e a evolução do Sistema, sempre com foco na sustentabilidade e em um destino melhor para as embalagens”, afirmou.
Visita pela Central de Recebimento em Taubaté (SP)
O encontro foi avaliado de forma muito positiva pelos participantes, reforçando a atuação conjunta dos órgãos estaduais no Sistema Campo Limpo e fortalecendo o compromisso coletivo com a sustentabilidade no agronegócio.
Com quase 23 anos de atuação, a Associação do Comércio Agropecuário do Pará (ACAP) nasceu da necessidade de um grupo de revendas locais em estruturar um Sistema organizado de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas no estado. Hoje, é uma das principais referências regionais do Sistema Campo Limpo, ao desempenhar um papel fundamental na conscientização e orientação dos produtores rurais.
Presente em Paragominas (PA), ACAP é reconhecida por seu trabalho de proximidade com agricultores de diferentes perfis, pelo incentivo às boas práticas ambientais e pelo compromisso com a sustentabilidade. Na entrevista a seguir, Tâmara de Sousa Reis, gerente administrativa da associação, fala com exclusividade ao Portal do Sistema Campo Limpo sobre as conquistas, desafios e o impacto das ações da ACAP no fortalecimento da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Pará.
Crédito: ACAP
1. A ACAP tem uma atuação muito importante em um estado estratégico como o Pará. Conte um pouco sobre a história da associação e sobre a atuação na região.
A ACAP nasceu de uma necessidade. Em 2001, seis revendas do estado se uniram para buscar uma solução, já que não havia nenhuma central de recebimento no Pará. Encontraram um espaço, estruturaram a associação e começaram a trabalhar. Dois anos depois, firmamos convênio com o inpEV e, desde então, seguimos em atividade, consolidando nossa atuação ao longo de mais de duas décadas e fortalecendo o Sistema Campo Limpo aqui na região.
2. Quais têm sido os principais resultados da ACAP no fortalecimento da logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas no Pará?
No Pará, a ACAP é pioneira e tem 23 anos de trajetória. Um de nossos grandes diferenciais é a proximidade com os agricultores. Gostamos de estar presentes nos recebimentos itinerantes, porque eles permitem dialogar diretamente com os pequenos produtores, visitar propriedades e orientar sobre armazenagem e devolução correta. Essa parceria fortalece a confiança e garante melhores resultados. Hoje, temos índices muito positivos no recebimento das embalagens vazias e isso reflete o engajamento dos produtores rurais e a eficácia da comunicação direta e assertiva.
3. O Pará possui realidades agrícolas muito diversas, do pequeno ao grande produtor. Como a ACAP trabalha para dialogar com o agricultor e conscientizar todos esses perfis sobre a importância da devolução das embalagens?
Gosto de destacar nossa parceria com a APROSOJA, que é a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Pará, o que nos aproxima de produtores de diferentes portes. Por meio desse grupo, enviamos comunicados, textos e áudios sobre agendamentos e sobre a tríplice lavagem. Além disso, utilizamos nossas redes sociais e participamos ativamente de eventos do setor agrícola, reforçando nossa presença e mantendo uma comunicação próxima com agricultores em todo o estado.
4. A responsabilidade compartilhada é um dos pilares do Sistema Campo Limpo. Na visão da ACAP, qual é o papel das associações nesse processo coletivo?
As associações são fundamentais por serem locais de recebimento, informação e troca de conhecimento, elo importante e que ajuda o funcionamento do Sistema. Todo o trabalho de destinação correta passa pelas centrais e postos, que garantem que o material chegue até recicladores e incineradores. Nosso papel é conectar os elos da cadeia, ajudar o meio ambiente e assegurar que as embalagens tenham a destinação adequada. Todos são importantes para a correta destinação, proteção ao meio ambiente e fico feliz por também contribuirmos por meio da ACAP.
5. Além do correto destino das embalagens vazias de defensivos agrícolas, quais outras boas práticas ligadas à sustentabilidade e ao agro responsável têm sido incentivadas pela ACAP?
Além dos recebimentos itinerantes e das conversas diretas com os produtores, temos orgulho do trabalho com o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo. É muito gratificante levar conhecimento às crianças, visitar escolas e aproximar a nova geração do tema sustentabilidade. Também mantemos parcerias com prefeituras, como a de Paragominas, para expandir o alcance de nossas ações em comunidades próximas, como Vila Canaã, onde há muitos pequenos produtores. Essas iniciativas fortalecem a cultura da responsabilidade socioambiental e geram impactos positivos duradouros.
6. A assinatura “Por um destino melhor” traduz a essência do Sistema Campo Limpo e inspira as ações em prol da sustentabilidade. De que forma essa mensagem está ligada com a missão e o dia a dia da ACAP no Pará?
O Pará tem uma vocação agrícola muito forte, e isso exige responsabilidade. A assinatura “Por um destino melhor” reflete exatamente nosso compromisso: unir esforços para garantir que as embalagens tenham a destinação correta, reduzindo impactos e protegendo o futuro do campo. Para isso, precisamos estar sempre ativos na comunicação, seja por meio de eventos, visitas ou recebimentos itinerantes. Sabemos que nem todos os produtores têm acesso fácil à internet ou telefone, e é por isso que fazemos questão de estar presentes no dia a dia, levando informação e reforçando a importância da logística reversa.
Reconhecimento atesta a qualidade técnica e a transparência do inventário de emissões de GEEs da entidade, validado por verificação independente.
O inpEV conquistou o selo Ouro no ciclo 2025 do Programa Brasileiro GHG Protocol, promovido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces). A certificação representa o mais alto nível de qualificação concedido pelo programa, reconhecendo que o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da entidade é completo, abrange todos os escopos aplicáveis e passou por verificação externa realizada por um organismo acreditado pelo Inmetro.
Esse avanço marca a consolidação de uma jornada iniciada com a conquista do selo Bronze em 2023, seguida pelo selo Prata em 2024. Agora, com o selo Ouro, o inpEV reafirma seu compromisso com a transparência, a gestão climática qualificada e o aprimoramento contínuo de seus processos. A evolução demonstra o alinhamento da organização às melhores práticas internacionais de sustentabilidade e governança ambiental e a eficiência da logística reversa no agronegócio.
“A obtenção do selo Ouro reforça nossa responsabilidade em relação à mensuração e à divulgação qualificada das emissões. Trata-se de uma evolução constante e que consolida com a obtenção do novo selo. É um passo fundamental, pois nos dá confiança, para garantir que as decisões e estratégias da organização estejam baseadas em dados confiáveis, auditáveis e alinhados às exigências de um futuro de baixo carbono”, afirma Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV.
O Programa Brasileiro GHG Protocol tem como objetivo fomentar a cultura de elaboração e publicação de inventários corporativos de GEE no Brasil. A metodologia utilizada é referência internacional e adaptada ao contexto nacional pelo FGVces, promovendo a transparência e a padronização na divulgação de dados sobre emissões. A qualificação dos inventários é dividida em três níveis: Bronze (inventário parcial), Prata (completo) e Ouro (completo e verificado por terceira parte independente).
A conquista do selo Ouro reforça a credibilidade do inpEV diante de seus públicos de interesse e amplia a confiança nas práticas ambientais adotadas pela entidade. Em um cenário de crescente demanda por responsabilidade ambiental e rastreabilidade, essa conquista reforça a experiência de mais de 20 anos da entidade em uma gestão eficiente e responsável da logística reversa, que se reverte em valor para o agronegócio e para a sustentabilidade do país.
Associação fortalece logística reversa das embalagens vazias no Espírito Santo, sul da Bahia e leste de Minas Gerais, com gestão de unidades, recebimentos itinerantes e ações contínuas de conscientização
Equipe em ação de recebimento itinerante. Foto: Divulgação
Fundada em 2003, a Associação dos Revendedores de Insumos Agropecuários (ASSOAGRES) atua de forma estratégica no Espírito Santo, no Extremo Sul da Bahia e no leste de Minas Gerais, consolidando-se como uma importante aliada do Sistema Campo Limpo. Em mais de duas décadas, a entidade ampliou sua capilaridade, construiu e assumiu a gestão de unidades de recebimento, e investiu em conscientização ambiental, contribuindo diretamente para que embalagens vazias de defensivos agrícolas tenham a destinação correta.
Confira abaixo o bate-papo com Oliverio Poltronieri Neves, presidente da ASSOAGRES, em uma entrevista exclusiva ao Portal do Sistema Campo Limpo, que detalha a trajetória, os desafios e as conquistas da associação.
1. A ASSOAGRES atua em uma região estratégica para o agronegócio. Conte um pouco sobre o trabalho da associação.
A ASSOAGRES foi fundada em 28 de fevereiro de 2003, junto com a inauguração da Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos em Linhares (ES). No início, havia muitas dúvidas sobre a aplicação da lei e se ela realmente seria cumprida pelos produtores rurais. Também existia o desafio de garantir a destinação correta desses resíduos, que já eram reconhecidos como um problema ambiental.
Nos primeiros anos, os volumes recebidos eram baixos, cerca de 8 a 10 toneladas por ano. Mas, a partir de 2004, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelos órgãos fiscalizadores do Estado obrigou todas as revendas que comercializassem defensivos a estarem vinculadas a uma unidade de recebimento. Isso impulsionou a criação de novas unidades em municípios como Colatina (ES), Venda Nova do Imigrante (ES) e Cachoeiro de Itapemirim (ES).
A partir daí, por orientação das revendas, centralizamos a gestão dos processos na ASSOAGRES, assumindo postos e centrais em diferentes cidades. Também construímos novas unidades, como a de Jaguaré (ES), resultado de trabalhos de recebimento itinerante já realizados na época.
Diante disso, com atuação de todos os elos da cadeia agrícola: indústria, revenda, agricultor e poder público, conseguimos dar o destino correto para todas as embalagens e seguimos com esse objetivo e propósito.
2. De que maneira a ASSOAGRES tem fortalecido a logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas junto ao Sistema Campo Limpo?
Fortalecemos a logística reversa com ações contínuas de expansão e gestão das unidades de recebimento. Um exemplo é a atuação em Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, que será atendida por uma nova unidade em projeto de construção. Ao longo dos anos, ampliamos nossa presença para além do Espírito Santo, chegando ao Extremo Sul da Bahia e mantendo postos e centrais em operação com resultados expressivos.
Entre as iniciativas recentes, destaco a inauguração, em 2018, do Posto de Teixeira de Freitas (BA), que desde então apresenta excelente desempenho, e a construção, em Eunápolis (BA), de uma nova unidade, que aguarda o licenciamento ambiental para iniciar as operações e irá atender uma região agrícola em expansão.
3. Quais boas práticas agrícolas e ambientais têm se destacado entre as ações da ASSOAGRES? Há alguma experiência inspiradora que você destacaria?
Nossa missão está diretamente ligada a uma boa prática essencial: a destinação correta das embalagens vazias de defensivos. Nosso trabalho é garantir que ele seja retirado das propriedades e encaminhado para tratamento ou reciclagem, reduzindo o impacto ambiental da atividade agrícola e contribuindo com a sustentabilidade e com o meio ambiente.
Também realizamos ações de orientação para que a devolução seja feita corretamente e de acordo com a lei, incluindo o procedimento de tríplice lavagem. Essa conscientização, somada a outras boas práticas no campo, fortalece a sustentabilidade da produção e ajuda o produtor rural a manter padrões elevados de manejo.
4. Como a ASSOAGRES tem promovido a conscientização dos agricultores sobre a destinação correta das embalagens vazias de defensivos agrícolas?
Trabalhamos constantemente para orientar produtores rurais, revendas e empresas agrícolas. Realizamos palestras, participamos de feiras e eventos, e mantemos contato direto com as unidades e pontos de recebimento.
Nosso objetivo é que o conhecimento sobre a tríplice lavagem e o armazenamento correto das embalagens não dependa apenas de uma pessoa na propriedade ou na revenda, mas seja incorporado à rotina da empresa. Assim, mesmo com mudanças de funcionários, o processo se mantém.
Além disso, buscamos reduzir a quantidade de embalagens que chegam em desconformidade, reforçando que a tríplice lavagem é obrigatória por lei. A conscientização é contínua, e nosso trabalho é garantir um fluxo de devolução eficiente e adequado.
5. O Sistema Campo Limpo tem como um de seus pilares a responsabilidade compartilhada. Como você vê o papel das associações, como a ASSOAGRES, nesse trabalho?
As associações atuam como um elo entre produtores rurais, revendas e o Sistema Campo Limpo. Nosso papel é dar suporte operacional e técnico, organizar o fluxo de devolução e garantir que o processo funcione, tanto nas unidades próprias quanto nos pontos de recebimento internos das revendas licenciadas.
Essa proximidade com os elos da cadeia facilita o cumprimento das responsabilidades e fortalece a logística reversa, assegurando que as embalagens tenham o destino ambientalmente correto.
6. Com mais de 20 anos de atuação, quais as principais ações locais a ASSOAGRES desenvolve no Espírito Santo?
No Espírito Santo, além da Central de Linhares, atuamos em várias unidades e postos de recebimento. Temos uma característica única: todas as revendas licenciadas pelo órgão fiscalizador estadual, o IDAF, mantêm internamente uma área reservada (UREVA) para armazenar embalagens até a devolução. Isso amplia a capilaridade e facilita a logística reversa, especialmente para pequenos produtores.
Também realizamos recebimentos itinerantes em diferentes pontos do estado, no sul da Bahia e no leste de Minas Gerais, para atender produtores rurais que têm dificuldade de deslocamento até uma unidade fixa.
7. A assinatura “Por um destino melhor” traduz o propósito do Sistema Campo Limpo. Como essa mensagem se conecta com a missão e o dia a dia da ASSOAGRES?
Essa assinatura está totalmente alinhada ao nosso projeto de vida e à nossa missão. Trabalhamos para que o futuro das comunidades rurais seja sustentável, com menor impacto possível no meio ambiente.
Ao retirar das propriedades um resíduo com potencial poluidor e garantir sua destinação correta, contribuímos para um ciclo produtivo mais responsável, preservando os recursos naturais e fortalecendo o compromisso do agro com as próximas gerações.
Mais de 50 pessoas participaram, em São Paulo, de uma das celebrações do DNCL 2025, marcada por debates sobre Economia Circular e o protagonismo do Sistema Campo Limpo.
A 21ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) 2025foi celebrada em diferentes regiões do país, mais de 140 cidades participaram das celebrações. Em São Paulo, a data ganhou destaque especial com um encontro realizado no Espaço Onono, da BASF. O evento reuniu cerca de 50 pessoas, entre empresas associadas, lideranças do setor agrícola e especialistas, para debater os impactos da Economia Circular nos negócios e reforçar o protagonismo do Sistema Campo Limpo na logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Abertura e institucionalidade
A abertura contou com a participação de Marilene Iamauti, gerente de sustentabilidade do inpEV, que destacou a nova assinatura institucional do Sistema Campo Limpo, “Por um destino melhor”, e sua importância como símbolo de compromisso coletivo. Em seguida, Jorge Buzetto, presidente do Conselho Diretor do inpEV e diretor de Operações Supply Latam da Syngenta, reforçou a força do DNCL como marco de mobilização setorial e o papel decisivo das empresas associadas.
Marilene Iamauti, gerente de sustentabilidade do inpEV (crédito: inpEV)
“Estou muito orgulhoso do Dia Nacional do Campo Limpo. Essa é uma celebração que ocorre há mais de 20 anos, sempre com a participação ativa de todos os atores do Sistema. Temos trabalhos sociais, de educação, levando conhecimento aos mais diversos públicos. Somos muito orgulhosos do que fazemos e o DNCL é um momento de celebrar o que fazemos todos os dias,”, afirmou Buzetto.
Jorge Buzetto, presidente do Conselho Diretor do inpEV e diretor de Operações Supply Latam da Syngenta (crédito: inpEV)
O público também acompanhou a estreia do novo vídeo institucional, que apresenta os avanços e a visão de futuro do Sistema. Na sequência, Renata Nishio, gerente de assuntos institucionais do inpEV, compartilhou os principais números que demonstram a dimensão do programa em todo o Brasil e apresentou o palestrante convidado.
Renata Nishio, gerente de assuntos institucionais do inpEV (crédito: inpeV)
Economia Circular em destaque
O Professor Flávio de Miranda Ribeiro, especialista em Economia Circular, Logística Reversa e Regulação Ambiental, trouxe uma visão ampla sobre a circularidade como modelo de desenvolvimento.
“Vim aqui no Dia Nacional do Campo Limpo para falar sobre o Sistema Campo Limpo e da sua evolução desde o surgimento até hoje. o Sistema é um exemplo muito bom da economia circular evoluindo a partir da logística reversa. Um sistema que começou coletando as embalagens e que hoje também consegue transformá-las em novas embalagens e novas tampas. Isso mostra uma predisposição das empresas em cumprir a lei e avançar em temas de sustentabilidade rumo a uma economia circular, fazendo com que os recursos fiquem mais tempo em uso na sociedade”, destacou.
Palestra Professor Flávio Ribeiro (crédito: inpEV)
Segundo Ribeiro, essa transformação representa um valor coletivo: “Aquilo que extraímos do meio ambiente precisa ser utilizado por mais tempo, com maior utilidade, e esse é o maior valor para todos nós”.
2025: o ano da Economia Circular no Brasil
O palestrante lembrou ainda que 2025 é considerado o ano da Economia Circular no país, marcado pela publicação da Estratégia e do Plano Nacional de Economia Circular, que contempla 5 eixos estratégicos, 18 micro-objetivos e mais de 70 ações previstas até 2034. O cenário é complementado por avanços em regulamentações de logística reversa, pela realização do World Circular Economy Forum em São Paulo e pelo destaque do tema na COP-30, com debates sobre resíduos e circularidade.
Professor Flávio Ribeiro (crédito: inpEV)
Vozes dos parceiros
As empresas associadas também reforçaram o protagonismo do Sistema Campo Limpo.
Para Paulo Mathias, diretor de Manufatura e Operações de Proteção de Cultivos para a América Latina da BASF a data simboliza um marco. “É um prazer estar aqui hoje celebrando mais um DNCL. Um Sistema que destina mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias e se tornou uma referência global para todas as indústrias”.
Na mesma linha, Anna Leticia Malagoli Silva, Coordenadora de Sustentabilidade LATAM – Setor Agro e Ciências da Vida da Sumitomo Chemical Latin America, ressaltou a relevância do programa. “Essa é uma ação muito importante, que enfatiza a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, comunicando o impacto positivo que proporciona ao meio ambiente. Mostra a referência mundial que o Sistema Campo Limpo é e como, junto com todos os seus elos, orquestra muito bem esse processo. O resultado pode ser visto nas 800 mil toneladas destinadas de forma ambientalmente correta”.
O encontro foi concluído com um espaço para perguntas e interação, no qual os participantes puderam esclarecer pontos e compartilhar percepções. O momento reforçou o espírito de diálogo e cooperação que marca o Sistema Campo Limpo, destacando a importância de integrar diferentes vozes na construção de soluções circulares para o setor agrícola.
Espaço interativo em Guariba (SP) ganha nova estrutura acessível e celebra a sustentabilidade no agro com presença de autoridades do poder público no Dia Nacional do Campo Limpo.
O primeiro andar do Museu do Sistema Campo Limpo conta com uma linha do tempo da história do Sistema e dados de impacto da logística reversa [Foto: Danilo Lysei/CLB]
Guariba (SP) foi palco de uma celebração simbólica para o agro brasileiro: a reinauguração do Museu do Sistema Campo Limpo, totalmente revitalizado, durante o Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) 2025, 18 de agosto. O evento reuniu autoridades, lideranças e convidados em uma programação que reforçou a trajetória do Sistema e sua relevância como referência mundial em logística reversa e economia circular.
Marcelo Okamura na Cerimônia do Dia Nacional do Campo Limpo em Guariba (SP)
A cerimônia contou com a presença do prefeito de Guariba, Dr. Francisco Dias Mançano Junior, do vice-prefeito Daniel Louzada, do Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Guilherme Campos Júnior, e da chefe da Divisão da CATI Jaboticabal, Fabiana Ferreira da Costa Gouveia, que representou o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai. Também participaram Chiquinho Matturro, presidente executivo da Rede ILPF e diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), e Guilherme Tessari Rocca, presidente do Sindicato Rural de Guariba. Na solenidade, a CropLife Brasil, entidade parceira do Sistema, lançou a sua nova landing page de Logística Reversa, penúltima etapa da Campanha de Boas Práticas Agrícolas vigente.
O Museu reabre suas portas com jogos educativos, experiências sensoriais, conteúdos digitais e novos recursos de acessibilidade, como plataforma elevatória, sinalização inclusiva e materiais adaptados. A revitalização torna a visita mais democrática e interativa, aproximando estudantes, educadores, produtores rurais e comunidades locais dos conceitos de sustentabilidade, logística reversa e economia circular.
Na foto: Daniel Louzada, Vice Prefeito de Guariba; Fabiana Ferreira da Costa Gouveia, Chefe da Divisão da CATI Jaboticabal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Luiz Francisco da Cunha, CEO da SCHÜTZ VASITEX; Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV; Francisco Dias Mançano Junior, Prefeito de Guariba; Guilherme Campos Júnior, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Chiquinho Matturro, Presidente Executivo da Rede ILPF, Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG; Eduardo Leão, diretor-presidente da CropLife Brasil e Bruno Rangel Geraldo Martins, presidente da Coplana.
Instalado em Guariba, cidade que recebeu o projeto piloto da primeira central de recebimento do Sistema Campo Limpo, o espaço ganha ainda mais relevância por estar no berço de uma iniciativa que já destinou corretamente mais de 800 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas desde sua criação, em 2002.
A iniciativa é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet regulamentada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal, com gestão e coordenação da Coppo Consultoria e Projetos, que também realiza a ação com o apoio do inpEV e patrocínio da Schütz Vasitex e Campo Limpo Reciclagem.
Já o segundo andar, conta com espaço de gamificação, maquete com o caminho da embalagem e estação com painel de vídeo [Foto: inpEV]
O novo espaço traz painéis, jogos e conteúdos digitais que ilustram de forma didática a logística reversa de resíduos e a economia circular. Moderno, educativo e sensorial, os principais destaques da obra estão na habilitação do museu com recursos de acessibilidade – como pisos táteis, elevador, texturas, sonorização e sinalização em Braille – e na entrega de grande painel com conteúdo audiovisual.
Créditos: inpEV
Para Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, representante da indústria no Sistema Campo Limpo, a reinauguração representa mais do que uma celebração: “A reinauguração do Museu em Guariba, justamente no Dia Nacional do Campo Limpo, é um marco simbólico que reforça o valor da nossa história coletiva. Foi aqui que tudo começou, com um projeto pioneiro que uniu agricultores, cooperativa, indústria e poder público em torno de uma causa ambiental. Hoje, mais do que celebrar conquistas, queremos inspirar novas gerações a entenderem seu papel na construção de um agro cada vez mais sustentável.”
Realização: Coppo Consultoria e Projetos e Ministério da Cultura – Governo Federal Apoio: inpEV Patrocínio: Schutz Vasitex e Campo Limpo Reciclagem
Com foco em inovação, tecnologia e responsabilidade ambiental, companhia fortalece sua cadeia de suprimentos, amplia a proximidade com os clientes e contribui ativamente para a logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Eficiência, sustentabilidade e responsabilidade compartilhada são pilares da estratégia da Albaugh Brasil. Confira a entrevista exclusiva de Marcelo Pace, Diretor de Supply Chain, ao Portal do Sistema Campo Limpo. O executivo destaca os investimentos em pessoas, processos e tecnologia, além da otimização de cargas e rotas, que reduzem emissões e aumentam a competitividade. Empresa também reforça sua participação no Sistema Campo Limpo, promovendo conscientização ambiental e assegurando a destinação correta das embalagens vazias de defensivos agrícolas em todo o país.
1. A Albaugh Brasil tem investido fortemente em eficiência logística nos últimos anos. Quais iniciativas recentes você destacaria como mais estratégicas nesse processo de transformação?
Nos últimos anos, a Albaugh Brasil tem direcionado investimentos estratégicos e significativos para aprimorar nossa eficiência logística, consolidando nosso compromisso inegociável com a satisfação do cliente e a sustentabilidade. Para nós, a logística vai além do transporte; ela é a garantia de que nossos produtos chegam ao agricultor no tempo certo, com a qualidade esperada, contribuindo diretamente para o sucesso de suas safras.
Nossa abordagem estratégica se baseia em três pilares interligados: Pessoas, Processos e Investimentos em Tecnologia. Temos uma equipe altamente qualificada e engajada, formada por profissionais dedicados que revisitam continuamente nossos processos, buscando otimizar fluxos em toda a cadeia para garantir agilidade, transparência e maior controle. Priorizamos a excelência operacional para melhorar cada ponto de contato com o cliente e aprimorar a performance geral. Além disso, a Albaugh investe em sistemas de última geração que nos permitem uma gestão logística robusta e integrada.
Essas soluções nos possibilitam, por exemplo, monitorar a performance e a gestão de todas as nossas operações, garantindo visibilidade e atendimento de excelência ao cliente. Também conseguimos consolidar cargas e roteirizar de forma inteligente, otimizando o transporte e reduzindo o tempo de entrega, e garantimos escalabilidade e alta performance em toda a cadeia, com um sistema de integração global que nos permite agir de forma eficiente em qualquer parte do país.
Complementarmente, com cobertura nacional, temos expandido nossa rede de armazéns para estar mais próximos dos clientes e atender com ainda mais rapidez. Contamos também com a parceria de empresas líderes em transporte na área logística, reforçando nossa capacidade de entrega. Por fim, nossa atuação no Sistema Campo Limpo é parte essencial da experiência responsável que oferecemos aos nossos clientes.
2. Como a otimização de cargas e rotas têm contribuído para tornar as operações da Albaugh mais sustentáveis e com menor impacto ambiental?
A otimização de cargas e rotas, aliada à inteligência dos nossos sistemas avançados, são pilares fundamentais para a sustentabilidade de nossas operações. Ao nos oferecerem uma visão holística e em tempo real de toda a cadeia logística, essas ferramentas nos permitem monitorar e ajustar continuamente o planejamento de cargas e as rotas. Esse ajuste dinâmico resulta em um impacto ambiental significativamente reduzido, com mais quilogramas transportados por veículo e rodando a menor quilometragem possível.
A essência da contribuição reside em nossa capacidade de minimizar o consumo de recursos naturais e reduzir a pegada de carbono. Cada otimização de rota, cada carga completa e cada planejamento inteligente que nossos sistemas habilitam, significam menos quilômetros rodados, menos combustível queimado e, consequentemente, uma menor emissão de gases de efeito estufa. Essa é a base da nossa estratégia de sustentabilidade: as iniciativas são complementares e visam a melhoria da performance somada à redução da pegada de carbono. Nosso foco em eficiência também nos permite identificar e implementar processos que reduzem o desperdício em toda a cadeia, oferecendo serviços confiáveis e ambientalmente responsáveis aos nossos clientes.
3. Esses avanços tecnológicos também trazem impactos positivos em termos de segurança, rastreabilidade e agilidade. Que resultados vocês já conseguem mensurar até aqui?
Os resultados desses avanços tecnológicos são notáveis e mensuráveis em diversas frentes críticas para o nosso negócio e, principalmente, para a satisfação dos nossos clientes. Nossas equipes, apoiadas por sistemas robustos, atuam com maior eficácia e precisão.
Em termos de segurança, a visibilidade aprimorada das operações, garantida pelos nossos sistemas integrados, permite uma ação rápida e assertiva da equipe no eventual caso de um incidente. Isso significa mais segurança para nossos produtos, para nossos parceiros e clientes, e para a comunidade.
A rastreabilidade foi aprimorada de forma exponencial. Com a integração de dados proporcionada pelos nossos sistemas de gestão, temos a capacidade de acompanhar cada etapa do trajeto dos nossos produtos, desde a saída da fábrica e/ou armazém até a entrega final ao cliente. Essa rastreabilidade ponta a ponta assegura que os produtos cheguem aos clientes de forma segura e no prazo estipulado, gerando maior confiança e transparência. Para o cliente, é a certeza de que a informação sobre seu pedido está sempre disponível.
Quanto à agilidade, a otimização dos processos e a capacidade de tomar decisões rápidas, habilitadas pelas informações em tempo real que nossos sistemas oferecem, resultaram em um aumento significativo da nossa capacidade de resposta. A equipe de logística pode responder rapidamente a cenários dinâmicos, garantir que nossos produtos cheguem ao destino com a máxima eficiência e, fundamentalmente, entregar uma experiência logística mais fluida e previsível para nossos clientes.
4. A logística reversa é um elo importante da cadeia de suprimentos da Albaugh. Como a empresa tem atuado dentro do Sistema Campo Limpo para garantir o retorno adequado das embalagens vazias?
A logística reversa é um elo fundamental e intrínseco à nossa cadeia de suprimentos na Albaugh. Temos o orgulho de participar ativamente do Sistema Campo Limpo, que é, sem dúvida, referência mundial em economia circular e um exemplo prático de responsabilidade compartilhada.
Nossa atuação dentro do Sistema Campo Limpo é multifacetada e visa facilitar a vida do agricultor e do distribuidor. Estamos engajados na orientação aos agricultores sobre o uso correto dos defensivos e a importância da destinação correta das embalagens. Divulgamos essas boas práticas através de workshops realizados pela própria empresa ou em parceria com os canais de distribuição parceiros. Os materiais disponibilizados pelo Sistema Campo Limpo, tais como folders e vídeos, são utilizados nessas ocasiões e promovem um conteúdo educativo de grande relevância.
Adicionalmente, expandimos significativamente o alcance das mensagens educativas por meio de nossas plataformas digitais. Nelas, disponibilizamos informações detalhadas e articulamos conteúdos que são disponibilizados pelo Sistema. Essa abordagem integrada garante que os agricultores tenham acesso fácil e rápido a todas as orientações necessárias para cumprir as melhores práticas de logística reversa, reforçando nossa ativa parceria na construção de um ciclo produtivo mais sustentável e eficiente para toda a cadeia.
5. O Sistema Campo Limpo é referência mundial em logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas. Para a Albaugh qual a importância de fazer parte desse Sistema?
Fazer parte do Sistema Campo Limpo é mais do que o simples cumprimento de uma obrigação; para a Albaugh, é uma questão de princípio e um reforço tangível do nosso compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental. Este programa não é apenas um modelo de sucesso, mas um exemplo prático de responsabilidade compartilhada entre todos os elos que envolvem a comercialização de defensivos.
Podemos dizer que a importância para a Albaugh reside em vários aspectos. Primeiramente, reforça nosso posicionamento como uma empresa que não apenas produz, mas se preocupa com o ciclo de vida completo de seus produtos. Ao integrar o Sistema Campo Limpo, contribuímos para fortalecer uma infraestrutura robusta de logística reversa no Brasil, que serve de exemplo global e nos permite alinhar nossas operações com as melhores práticas de economia circular e responsabilidade socioambiental. Acima de tudo, essa participação se traduz em confiança para o nosso cliente, que sabe que o ciclo do produto se encerra de forma correta e segura.
6. Na última semana comemoramos o Dia Nacional do Campo Limpo, celebrado anualmente, em todo território nacional, no dia 18 de agosto. A data é um momento para celebrar os resultados e a união dos elos da cadeia agrícola. A Albaugh participa de alguma ação nesta data?
Sim, definitivamente! O Dia Nacional do Campo Limpo, celebrado anualmente em 18 de agosto, é uma data de grande relevância para a Albaugh. É um momento de celebração dos resultados coletivos e da união dos diversos elos da cadeia agrícola, e a Albaugh participa ativamente dessa data.
Nossa participação se manifesta por meio da promoção de ações de conscientização e educação ambiental. Aproveitamos a oportunidade para reforçar a importância da logística reversa, do descarte correto das embalagens e do papel de cada um nesse processo. São eventos, palestras e campanhas que visam engajar agricultores, distribuidores e a comunidade em geral, destacando os benefícios do Sistema Campo Limpo e incentivando a continuidade das boas práticas.
7. Os avanços da Albaugh em supply chain estão alinhados com os princípios da economia circular. Como a empresa avalia esse papel dentro do agro brasileiro?
Os avanços da Albaugh em supply chain estão intrinsecamente alinhados com os princípios da economia circular, e avaliamos nosso papel dentro do agro brasileiro como fundamental. Ao integrar ativamente práticas de logística reversa e reciclagem, não estamos apenas cumprindo com regulamentações, mas estamos contribuindo de forma proativa para um ciclo produtivo mais eficiente, gerando progresso sustentável ao agronegócio.
Enxergamos o agronegócio como um motor para a inovação e a sustentabilidade. Nosso papel é demonstrar que é possível e vantajoso operar de forma circular, transformando o que antes era considerado resíduo em valor. A Albaugh se posiciona como um agente de mudança, influenciando positivamente toda a cadeia e incentivando a adoção de boas práticas por outros atores do setor. Contribuímos para um agronegócio mais resiliente, com menor impacto ambiental e com um futuro mais promissor para as próximas gerações e, consequentemente, para nossos clientes.
8. Sustentabilidade e competitividade podem caminhar de maneira conjunta? Como equilibrar a busca por eficiência com o compromisso ambiental nas decisões logísticas?
Absolutamente! Acreditamos firmemente que sustentabilidade e competitividade não apenas podem, mas devem caminhar juntas. Elas não são conceitos opostos, mas sim complementares e mutuamente fortalecedoras. O desafio e, ao mesmo tempo, a oportunidade, reside em como equilibrar a busca incessante por eficiência com o compromisso ambiental em todas as nossas decisões logísticas.
A Albaugh aborda esse equilíbrio adotando uma visão de longo prazo e investindo em nossas Pessoas, Processos otimizados e em Tecnologias de ponta que geram valor em ambas as frentes. Por exemplo, a otimização de rotas e o planejamento integrado de nossa cadeia de suprimentos, possibilitados por nossos sistemas avançados, não só reduzem a pegada de carbono, mas também diminuem os custos de combustível e otimizam os tempos de entrega, tornando-nos mais eficientes e competitivos para o mercado. Isso reflete a nossa agenda ESG, onde as iniciativas são complementares e visam melhoria de performance somada à redução de pegada de carbono.
Em essência, investir em práticas sustentáveis nos permite oferecer produtos de alta qualidade e mais competitivos, ao mesmo tempo em que entregamos serviços confiáveis para atender às expectativas de um mercado cada vez mais consciente. É uma equação onde todos ganham: o meio ambiente, a empresa e, fundamentalmente, os nossos clientes, que se beneficiam de uma cadeia de suprimentos mais robusta e responsável.
9. Por fim, a assinatura do Sistema Campo Limpo é “Por um destino melhor”. O que essa mensagem representa para você, à frente da área de supply chain da Albaugh?
A assinatura do Sistema Campo Limpo, “Por um destino melhor”, ressoa profundamente comigo e com toda a equipe de supply chain da Albaugh. Ela traduz a essência do nosso trabalho no dia a dia. Representa um compromisso contínuo e inegociável com a sustentabilidade e a responsabilidade social em todas as nossas operações. Significa que cada decisão logística que tomamos, desde a aquisição de matérias-primas até a entrega final e a logística reversa, é guiada pela visão de construir um futuro mais resiliente e responsável. É a convicção de que nossas ações hoje têm um impacto direto no “destino” do nosso planeta e das próximas gerações. É uma assinatura inspiradora, um lema que nos motiva ainda mais a aprimorarmos nossos serviços, a colaborar e atuar como um exemplo em prol de um agronegócio mais consciente e sustentável para o benefício de todos os elos da cadeia.
10. Espaço aberto para as considerações finais
Gostaria de reiterar que as iniciativas da Albaugh Brasil em eficiência logística sustentável refletem, acima de tudo, nosso compromisso com a confiabilidade e a satisfação do cliente. Nossa jornada é pautada por um investimento estratégico e contínuo no desenvolvimento de Pessoas qualificadas e engajadas, na otimização de Processos bem definidos e na adoção de sistemas de última geração. Tudo isso tem como objetivo primordial fazer a diferença que realmente importa para nossos clientes e para o meio ambiente.
Estamos constantemente buscando maneiras de aprimorar nossas operações, seja através da expansão de nossa infraestrutura logística para reduzir prazos de entrega e estar ainda mais próximos dos clientes, ou fortalecendo nossa atuação em programas como o Sistema Campo Limpo. A sustentabilidade não é um custo, mas um investimento que gera valor, impulsiona a competitividade e nos posiciona como um dos líderes no setor de defensivos, consciente e responsável. É a nossa maneira de construir uma parceria duradoura e de sucesso com cada um dos nossos clientes, utilizando empresas líderes em transporte e tecnologias que garantem escalabilidade e performance global.
Agradeço a vocês por essa oportunidade de compartilhar um pouco mais sobre o trabalho da Albaugh e a nossa participação no Sistema Campo Limpo.
Com quase 25 anos de atuação e atuando no Paraná, a ASSOCAMPOS se consolidou como uma das principais associações do sul do Brasil quando o assunto é logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Além disso, a associação também se tornou referência em articulação, educação ambiental e responsabilidade socioambiental.
Em entrevista exclusiva ao portal do Sistema Campo Limpo, Janete Zucco, presidente da ASSOCAMPOS, compartilha informações, desafios, conquistas acumuladas e a visão de futuro que guia o trabalho da equipe, sempre em sintonia com os valores de colaboração e responsabilidade ambiental.
Janete Zucco, presidente da ASSOCAMPOS
A ASSOCAMPOS é reconhecida na logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Paraná. Como foi início da participação da associação no Sistema Campo Limpo e o que motivou esse trabalho?
A nossa fundação foi impulsionada pela promulgação da Lei Federal N° 9.974/00, que introduziu responsabilidades compartilhadas entre os integrantes do Sistema Campo Limpo: agricultores, distribuidores (revendas, cooperativas e empresas do setor fumageiro), indústria fabricante e poder público, com o objetivo de preservar o meio ambiente, assegurando uma destinação final ambientalmente correta para as embalagens vazias de agrotóxicos. Após a promulgação da lei, cada elo do Sistema teve um prazo para se adaptar e cumprir suas obrigações. Sendo que, esta legislação veio a exigir que os distribuidores viessem a possuir instalações adequadas e ambientalmente licenciadas para receber as embalagens vazias pós consumo, necessitando armazená-las temporariamente até que viessem a ser destinadas pelas empresas fabricantes, responsáveis pela destinação final.
Com isso em mente, em 2001, 33 empresas voluntariamente se reuniram para discutir a criação de uma associação que facilitasse o cumprimento coletivo de suas responsabilidades ambientais. Essas empresas, conscientes da importância de uma ação conjunta para atender à legislação, foram fundamentais para a fundação da ASSOCAMPOS em 14 de dezembro de 2001.
Ao longo dos quase 25 anos de atuação, quais os principais resultados e avanços que a ASSOCAMPOS alcançou em parceria com o Sistema Campo Limpo?
Desde nossa fundação, além de atuarmos diariamente focados com a missão de contribuir na preservação ambiental pela logística reversa das embalagens vazias ou contendo resíduos de defensivos agrícolas representando nossos associados em nossa área de atuação, pudemos engajar importantes parceiros em prol do melhor desenvolvimento das atividades. Como o atendimento de mais de 100 ações de Recebimento Itinerante anualmente, atividades estas que visam criar um ponto mais próximo em especial dos pequenos agricultores, que somente no ano de 2024 permitiu que mais de 6.000 agricultores viessem a realizar suas devoluções de forma facilitada, cumprindo com suas responsabilidades legais. Nos orgulhamos que anualmente parceiros como prefeituras municipais, sindicatos rurais, IDR, IAT, ADAPAR, CREA, dentre diversas entidades são convidadas e participam de debates para que as definições dos pontos a serem atendidos venham a ser os mais otimizados. Ao longo desta trajetória pudemos contribuir com diversos projetos desenvolvidos pelo inpEV – entidade que representa a indústria no Sistema – como recebimento e certificação de sacarias de milho tratado pós consumo, recebimento e certificação de embalagens de foliares pós consumo, dentre outros.
Importante destacar que em 30/04/2021 este trabalho realizado foi reconhecido pela Lei Estadual 20.552/2021 como uma atividade de utilidade pública estadual emitido pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Motivo de muito orgulho.
Como é o trabalho no dia a dia junto aos produtores rurais da região para promover a conscientização sobre a importância da correta destinação das embalagens vazias?
Entendemos que a difusão de conhecimento aos demais elos do Sistema Campo Limpo começa pela capacitação de nossos colaboradores, sendo que, buscamos mensalmente realizar reuniões de alinhamentos bem como, frequentemente, são realizados treinamentos e capacitações para que estes estejam muito preparados para compartilhar informações a todo e qualquer elo do Sistema Campo Limpo.
Sobre a multiplicação de saberes, nós podemos afirmar que ocorre diariamente seja por canais digitais como whatsapp, e-mail, website ou telefone, bem como, presencialmente em nossas unidades onde nossos colaboradores direcionam os agricultores e usuários de agrotóxicos sobre as corretas práticas e a importância da devolução regular das embalagens pós consumo. Ainda, anualmente, realizamos palestras em instituições de ensino, além de recebermos visitas de alunos, agricultores e profissionais que atuam nos mais diversos setores e atividades que envolvem o manejo com defensivos agrícolas para serem devidamente capacitados e até mesmo certificados como por exemplo em conformidade a Resolução SEMA 57/2014 – que exige que anualmente colaboradores canais de distribuição sejam capacitados para se tornarem multiplicadores das boas práticas para o descarte das embalagens.
A sustentabilidade é uma pauta presente na atuação da ASSOCAMPOS. Quais outras ações e projetos a associação desenvolve visando a preservação ambiental e o desenvolvimento da comunidade local?
Contribuímos fortemente com o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo na região, que visa conscientizar alunos e professores sobre a importância da gestão sustentável de resíduos, bem como, promover práticas de consumo consciente com temas relacionados ao meio ambiente. Buscamos participar de feiras agrícolas, semanas do meio ambiente, e de grupos técnicos que debatem a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento da comunidade local. Em 2025 estamos trabalhando em cinco municípios parceiros: Carambeí, Ipiranga, Irati, Ponta Grossa e Rio Azul, são 48 escolas inscritas quase 3.000 alunos participantes.
Na sua opinião, como a ASSOCAMPOS, em parceria com o Sistema Campo Limpo, contribui para a reputação do agronegócio no Paraná em relação à sustentabilidade e a responsabilidade ambiental?
Podemos afirmar que a ASSOCAMPOS, em parceria com o Sistema Campo Limpo, contribui de forma decisiva para a reputação do agronegócio no Paraná ao promover a logística reversa de embalagens de defensivos com eficiência e responsabilidade. Essa atuação demonstra o compromisso do setor com a sustentabilidade, e fortalecendo o cumprimento da legislação ambiental. Além disso, a associação investe na orientação e educação dos produtores rurais, profissionais que atuam na distribuição e comunidade em geral, o que amplia a conscientização e a adoção de boas práticas no campo.
Com isso, o agro paranaense se posiciona como referência em responsabilidade socioambiental, reforçando sua imagem perante a sociedade, o mercado e os órgãos reguladores.
Quais são os principais desafios que são superados na operação da logística reversa das embalagens vazias?
Desde a nossa fundação, diversos desafios são diariamente superados. Acreditamos que um dos maiores desafios foi de unir cada um dos elos do Sistema Campo Limpo em prol de um objetivo comum. Em seguida, acredito que podemos afirmar que o cumprimento de prazos legais para devolução também tenha sido um desafio superado e que motivou a criação e início das ações de recebimentos itinerantes, criando pontos mais próximos dos agricultores, garantindo o cumprimento de suas responsabilidades legais.
Atualmente, seguimos evoluindo para atender em conformidade às exigências rigorosas de controle ambiental e documental, além de garantir a destinação final adequada das embalagens vazias. Tudo isso exige uma forte articulação entre agricultores, distribuidores, fabricantes e poder público, o que a associação realiza com eficiência por meio do Sistema.
Fale um pouco sobre os planos da ASSOCAMPOS para o futuro e quais projetos estão no radar para os próximos anos.
A ASSOCAMPOS pretende ampliar cada vez mais sua atuação em educação ambiental no campo, com foco na formação contínua dos produtores e demais elos do Sistema Campo Limpo sobre o uso responsável de defensivos e a destinação correta das embalagens vazias. Um dos planos é expandir os pontos de recebimento e fortalecer as ações de recebimentos itinerantes. Também está no radar o investimento em tecnologias de rastreabilidade, digitalização de processos e parcerias com instituições de ensino e pesquisa para desenvolver soluções mais sustentáveis. A meta é seguir contribuindo com a evolução do agronegócio de forma responsável, integrada e ambientalmente segura.
Para você, o que representa ser elo integrante do Sistema Campo Limpo e qual mensagem gostaria de deixar no término desta entrevista?
Ser um elo integrante do Sistema Campo Limpo, especialmente como distribuidor associado à ASSOCAMPOS, representa assumir um compromisso ativo com a sustentabilidade, a responsabilidade ambiental e o futuro do agronegócio. Significa participar de uma cadeia colaborativa que conecta produtores, indústria, associações e sociedade em prol de uma agricultura mais segura e consciente. Como presidente da ASSOCAMPOS, vejo essa participação como uma responsabilidade estratégica: coordenamos de forma conjunta esforços entre agricultores, distribuidores, indústria e poder público para garantir que as embalagens de defensivos sejam destinadas de forma ambientalmente adequada com segurança e eficiência. É um modelo que alia responsabilidade ambiental, engajamento setorial e referência mundial em logística reversa no campo.
Dia Nacional do Campo Limpo em 2024, realizado na cidade de Ponta Grossa-PR, organizado pela ASSOCAMPOS. Foto: Divulgação
Recebimento itinerante realizado na cidade de Irati e organizado pela ASSOCAMPOS. Foto: Divulgação
Ação de recebimento itinerante mostra como agricultores, canais de distribuição, poder público e assistência técnica contribuem para os resultados do Sistema Campo Limpo
Flores da Cunha (RS), cidade localizada na Serra Gaúcha, é reconhecida por ser uma das maiores produtoras de uvas e vinhos do Brasil e o trabalho em parceria entre diferentes elos da cadeia agrícola tem gerado resultados concretos em sustentabilidade. A mais recente edição da ação de Recebimento Itinerante de embalagens vazias de defensivos agrícolas reforçou esse compromisso coletivo, reunindo agricultores, revendas, cooperativas, poder público e entidades técnicas em torno de um objetivo comum: dar o destino correto às embalagens e cuidar do meio ambiente.
Os Recebimentos Itinerantessão ações realizadas em pontos estratégicos, próximos das propriedades rurais, para facilitar que os agricultores façam a devolução das embalagens vazias dentro do prazo legal. Essa modalidade é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que muitas vezes têm dificuldades logísticas para se deslocar até as centrais de recebimento. Com apoio de revendas, prefeituras, sindicatos e assistência técnica, essas ações garantem mais capilaridade ao Sistema Campo Limpo e fortalecem a cultura da logística reversa no campo, em que o Brasil é referência mundial.
Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS
A mais recente edição de 2025 em Flores da Cunha – RS contou com a participação de diversas revendas e cooperativas da região, entre elas: Agrimar, Agroacis, Agrofel, Agrosul, Agro CP, Agrovitti, Cairu, Coopervil, Cooprado, Florença Agro, Safra, Santa Clara, Semear, Serra e Campo e Sonda. A campanha teve ainda o apoio da Prefeitura Municipal, da EMATER-RS, e dos Sindicatos dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Flores da Cunha e Nova Pádua.
Neste ano, a revenda Florença Agro foi uma das apoiadoras da ação, ajudando a mobilizar os produtores e orientar sobre os procedimentos para devolução. Para Francinei Bulla, gerente comercial da empresa, a atuação das revendas vai além da venda de insumos. “As revendas atuam como divulgadoras e propagadoras de informações corretas. Ajudamos a levar tecnologia e também a garantir que as embalagens tenham um destino adequado, reforçando práticas sustentáveis.”
Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS
A Secretaria de Agricultura do município também teve participação ativa na campanha. Tainara Gilioli, chefe de departamento da pasta, destacou a importância dessa continuidade. “Realizamos a campanha há muitos anos. É uma forma de preservar o meio ambiente, evitando que as embalagens cheguem a córregos e matas. Todos os anos cresce a participação e a conscientização dos agricultores.”
O envolvimento da EMATER/RS-Ascar foi essencial no apoio técnico e na conscientização dos produtores. Segundo Fabiano, técnico da entidade: “As campanhas itinerantes facilitam a entrega e ajudam os produtores a cumprir com a obrigação legal. A EMATER orienta sobre o uso correto dos defensivos, a construção dos depósitos e a tríplice lavagem das embalagens.”
No campo, a adesão à iniciativa veio de agricultores de diferentes perfis e gerações. O produtor Plínio Scortegagna, que participa há anos, vê na ação uma prática importante para o bem coletivo. “Participo do recebimento uma vez ao ano. Isso mantém o meio ambiente limpo e saudável.”
Recebimento Itinerante – Flores da Cunha – RS
Já o jovem William Knispel, de 29 anos, mostra como a consciência ambiental vem sendo construída desde cedo. “Desde o colégio sei da importância da devolução. Meu pai tem 65 anos e aprendi com ele a fazer a tríplice lavagem e armazenar corretamente. A gente separa por tipo e devolve no momento certo. Não dá para jogar em qualquer lugar.”
Veja como foi o Recebimento Itinerante em Flores da Cunha em nosso Youtube