Unidade mais moderna amplia capacidade de atendimento na região e acompanha o crescimento do agronegócio goiano

O Sistema Campo Limpo inaugurou, no dia 25 de março, uma nova Central de Recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas em Formosa (GO), marcando mais um avanço na ampliação da infraestrutura de logística reversa no país.
O evento reuniu importantes lideranças do setor público e privado, como Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV; Simone Ribeiro, prefeita de Formosa; Wilmar Weber, presidente da Adifor; Guilherme Campos, secretário do Ministério da Agricultura; e José Victor Torres Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura e Pecuária. A inauguração simboliza a entrega de uma nova estrutura e o fortalecimento do compromisso coletivo com a sustentabilidade, a responsabilidade compartilhada e as boas práticas no campo.
A nova unidade passa a operar em um endereço mais estratégico e com estrutura ampliada, preparada para atender à crescente demanda da região. Com maior capacidade e eficiência, a central atende produtores de Formosa e de municípios do entorno, como São João d’Aliança, Planaltina, Água Fria de Goiás, São Gabriel, Flores de Goiás, Cabeceiras e Alvorada do Norte (GO), além de Buritis (MG) e localidades do Distrito Federal, como Brasília, Planaltina e o PAD-DF, ampliando o acesso ao Sistema e facilitando a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias.
A eficiência do Sistema Campo Limpo depende da atuação integrada de todos os elos da cadeia. Para Patrícia, coordenadora da Agrodefesa de Formosa (GO), esse trabalho conjunto é essencial.
“Dependemos do produtor rural, das indústrias, das revendas, das cooperativas e também do poder público. É essa rede que faz o sistema funcionar”, afirma.
Segundo ela, a conscientização é o principal pilar para garantir resultados. “É o que permite que o sistema seja realmente complementar e integrativo”, destaca.
Na região, a Central de Recebimento do Sistema Campo Limpo representa um avanço importante. “Foi a realização de um sonho, para garantir a entrega consciente e a destinação correta”, explica.
Patrícia reforça ainda o papel dos produtores: “É fundamental que façam a devolução de forma correta de todas as embalagens.”Segundo Marcelo Okamura, a evolução da estrutura acompanha o desenvolvimento do agronegócio local. “Quando fortalecemos a rede de recebimento, ampliamos o acesso dos agricultores ao Sistema e contribuímos diretamente para resultados ambientais cada vez mais consistentes. Trata-se de um benefício para toda a cadeia agrícola”, destaca.
A inauguração ocorre em um momento de crescimento expressivo da operação. Em 2025, foram destinadas corretamente 75.996 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas — o maior volume já registrado desde o início das operações, em 2002, um aumento de cerca de 11% em relação ao ano anterior.
No acumulado histórico, o Brasil já ultrapassou a marca de 900 mil toneladas de embalagens com destinação ambientalmente adequada, consolidando-se como referência mundial em logística reversa no agronegócio.
Em Goiás, o avanço acompanha a força da produção agrícola. Em 2025, o estado foi responsável por 6.338 toneladas, o equivalente a 8% do volume nacional, reforçando seu papel de destaque no cenário nacional.
A nova central em Formosa contribui diretamente para esse movimento ao ampliar a capilaridade do Sistema Campo Limpo e facilitar a participação dos produtores na devolução das embalagens. A expectativa é de que, com a expansão da infraestrutura e ações como os recebimentos itinerantes, esse volume continue crescendo nos próximos anos.
Atualmente, 100% das embalagens destinadas pelo Sistema Campo Limpo recebem tratamento adequado. Desse total, cerca de 92% são recicladas e retornam à cadeia produtiva, transformando-se em novos produtos. O restante segue para processos como coprocessamento e incineração, sempre com rigorosos critérios ambientais.
Reconhecido internacionalmente, o modelo brasileiro é baseado na responsabilidade compartilhada entre agricultores, distribuidores, cooperativas, indústria e poder público. A nova central reforça esse compromisso e representa mais um passo concreto na construção de um destino melhor para as embalagens no campo.

