Mais de 50 pessoas participaram, em São Paulo, de uma das celebrações do DNCL 2025, marcada por debates sobre Economia Circular e o protagonismo do Sistema Campo Limpo.
A 21ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL) 2025 foi celebrada em diferentes regiões do país, mais de 140 cidades participaram das celebrações. Em São Paulo, a data ganhou destaque especial com um encontro realizado no Espaço Onono, da BASF. O evento reuniu cerca de 50 pessoas, entre empresas associadas, lideranças do setor agrícola e especialistas, para debater os impactos da Economia Circular nos negócios e reforçar o protagonismo do Sistema Campo Limpo na logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Abertura e institucionalidade
A abertura contou com a participação de Marilene Iamauti, gerente de sustentabilidade do inpEV, que destacou a nova assinatura institucional do Sistema Campo Limpo, “Por um destino melhor”, e sua importância como símbolo de compromisso coletivo. Em seguida, Jorge Buzetto, presidente do Conselho Diretor do inpEV e diretor de Operações Supply Latam da Syngenta, reforçou a força do DNCL como marco de mobilização setorial e o papel decisivo das empresas associadas.

“Estou muito orgulhoso do Dia Nacional do Campo Limpo. Essa é uma celebração que ocorre há mais de 20 anos, sempre com a participação ativa de todos os atores do Sistema. Temos trabalhos sociais, de educação, levando conhecimento aos mais diversos públicos. Somos muito orgulhosos do que fazemos e o DNCL é um momento de celebrar o que fazemos todos os dias,”, afirmou Buzetto.

O público também acompanhou a estreia do novo vídeo institucional, que apresenta os avanços e a visão de futuro do Sistema. Na sequência, Renata Nishio, gerente de assuntos institucionais do inpEV, compartilhou os principais números que demonstram a dimensão do programa em todo o Brasil e apresentou o palestrante convidado.

Economia Circular em destaque
O Professor Flávio de Miranda Ribeiro, especialista em Economia Circular, Logística Reversa e Regulação Ambiental, trouxe uma visão ampla sobre a circularidade como modelo de desenvolvimento.
“Vim aqui no Dia Nacional do Campo Limpo para falar sobre o Sistema Campo Limpo e da sua evolução desde o surgimento até hoje. o Sistema é um exemplo muito bom da economia circular evoluindo a partir da logística reversa. Um sistema que começou coletando as embalagens e que hoje também consegue transformá-las em novas embalagens e novas tampas. Isso mostra uma predisposição das empresas em cumprir a lei e avançar em temas de sustentabilidade rumo a uma economia circular, fazendo com que os recursos fiquem mais tempo em uso na sociedade”, destacou.

Segundo Ribeiro, essa transformação representa um valor coletivo: “Aquilo que extraímos do meio ambiente precisa ser utilizado por mais tempo, com maior utilidade, e esse é o maior valor para todos nós”.
2025: o ano da Economia Circular no Brasil
O palestrante lembrou ainda que 2025 é considerado o ano da Economia Circular no país, marcado pela publicação da Estratégia e do Plano Nacional de Economia Circular, que contempla 5 eixos estratégicos, 18 micro-objetivos e mais de 70 ações previstas até 2034. O cenário é complementado por avanços em regulamentações de logística reversa, pela realização do World Circular Economy Forum em São Paulo e pelo destaque do tema na COP-30, com debates sobre resíduos e circularidade.

Vozes dos parceiros
As empresas associadas também reforçaram o protagonismo do Sistema Campo Limpo.
Para Paulo Mathias, diretor de Manufatura e Operações de Proteção de Cultivos para a América Latina da BASF a data simboliza um marco. “É um prazer estar aqui hoje celebrando mais um DNCL. Um Sistema que destina mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias e se tornou uma referência global para todas as indústrias”.
Na mesma linha, Anna Leticia Malagoli Silva, Coordenadora de Sustentabilidade LATAM – Setor Agro e Ciências da Vida da Sumitomo Chemical Latin America, ressaltou a relevância do programa. “Essa é uma ação muito importante, que enfatiza a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, comunicando o impacto positivo que proporciona ao meio ambiente. Mostra a referência mundial que o Sistema Campo Limpo é e como, junto com todos os seus elos, orquestra muito bem esse processo. O resultado pode ser visto nas 800 mil toneladas destinadas de forma ambientalmente correta”.
O encontro foi concluído com um espaço para perguntas e interação, no qual os participantes puderam esclarecer pontos e compartilhar percepções. O momento reforçou o espírito de diálogo e cooperação que marca o Sistema Campo Limpo, destacando a importância de integrar diferentes vozes na construção de soluções circulares para o setor agrícola.

